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Agenita Ameno Home > Autores > Agenita Ameno

Tudo começou com os livros, quando meu pai me presenteou com uma caixa deles, tão logo aprendi a ler. Talvez ele não avaliasse, na época , que não me trazia livros e sim uma caixa de armas. E até hoje, a sensação que tenho, que escrever e ler é andar armado. Não queria dizer que sempre fui uma mulher cuja imagem oscila na menina dos olhos alheios. Reservada, quase esquisita, estudiosa (até demais em uma época que não custaria nada ser mais irresponsável), muitas vezes antipatizada por ser "caxia", difícil por ser tímida e principalmente sozinha e desconcertada na imensidaão do meu universo feminino. O mundo foi me cercando de homens por todos os lados: meu pai, meus três irmãos, depois meus quatro filhos homens , Caetano, César, Tales e Alexandre(a Ísis veio por último, " por causa de minha teimosia em querer uma menina", dizia meu pai, o que eu imediatamente contradizia).Não tenho de que me queixar dos homens, Foi com eles, com todos eles, que aprendi a ser mulher. Se foi por acaso, não sei, mas todos me amaram na medida que eu precisava e suportava.Se os homens me ensinaram o amor, as mulheres me ensinaram a luta, a coragem. A imagem que tenho de mulher é a imagem laboriosa de minha avó, a dos espinhos que minha mãe precisou remover à força da própria vida para mostrar a nós sua alma rósea , a da persistência da Ìsis para chegar ao mundo, ao seu pequeno reino familiar, dominado por homens. Esta biografia talvez se transforme em um rosário de agradecimentos a: Julieta, Júnia, Rosali, Regiane , Stela, Ana, Flávia, Lílian, Cláudia, Juscelina , Jô, Leila e a todas que me acompanharam na construção de meus sonhos. Mas preciso interromper para contar coisas menos importantes, como por exemplo, que me formei em 1986 em Ciências Sociais pela UFMG, que fundei o NEPES – Núcleo de Pesquisas e Estudos Sociais ,apenas com a intenção de vestir um uniforme institucional que me autorizasse devassar a vida alheia e fazer minhas intermináveis investigações sociológicas. Que já ganhei alguns pequenos concursos literários, que tenho muita preguiça de preparar material para concursos e que por falar neles, passei em muitos até ir trabalhar na Justiça Federal, onde estou há doze anos e extremamente confortável em todos os aspectos, embora não poupe críticas ao Poder Judiciário e às demais estruturas de Poder. O que mais? Sim, desenvolvo projetos na área social, trabalhei na conscientização popular para coleta seletiva e acredito na força e no trabalho silencioso dos catadores de produtos recicláveis; que já realizei junto com meus amigos oficinas culturais e educacionais; que faço palestras e debates que já ministrei cursos sobre sexualidade feminina e conscientização das trabalhadoras domésticas. Que publiquei em 1999 um livro que dizem "polêmico" ( A função social dos amantes, editora autêntica). A repercussão do livro valeria outro livro. Por causa dele sofri linchamentos e apedrejamentos, suscitei aversão e debates acalorados. Depois, tolerei moralistas e conservadores me pedirem desculpas, pois julgaram precipitadamente o livro pelo título. Hoje ele está traduzido para o esperanto por iniciativa de um senhor que defende a monogamia com unhas e dentes. A função social dos amantes transformou-se para mim em uma incógnita, pois hoje é amado pelos mais liberais e também pelos conservadores e ortodoxos. Ele já foi chamado de a Capitu das Ciências Sociais. Não sei, sinceramente, qual a dúvida que paira sobre o livro. Já cansei de avisar aos incautos que não defendo a traição, também não acuso os traidores, não estou aqui para fazer julgamentos de valor. Mas é preciso ler para crer. E infelizmente o preconceito é a viseira mais poderosa e perniciosa que qualquer ser humano pode ter. Escrevo também ficção, mas com muito temor de parecer medíocre. Então, esta biografia, como diz Luís Peazê interessa apenas aos que me amam, àqueles para quem faço questão de me entregar na leitura. Que mais preciso dizer? Qu.



CRÍTICA À TOLICE FEMININA
Agenita Ameno
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