Pense como um FREAK Como pensar de maneira mais inteligente sobre quase tudo
Dos autores de Freakonomics

Steven D. Levitt

&

Stephen J. Dubner

Mais um livro ousado da dupla de autores que desafia o senso comum, usando dados e informações da maneira mais objetiva possível para resolver qualquer problema ou questão. Eles ensinam a pensar de maneira pouco convencional e a fazer as perguntas certas (e inesperadas) na hora de tomar decisões e analisar qualquer assunto.

Leitura essencial não apenas para os fãs dos autores, mas para quem quer aprender o que significa pensar como um FREAK, tanto em questões simples como a melhor maneira de bater pênaltis até como conseguir implementar as reformas mundiais mais complexas e importantes.

Leia o primeiro capítulo do livro

Depois que escrevemos Freakonomics e SuperFreakonomics, os leitores começaram a nos procurar com todo tipo de perguntas. Ainda “vale a pena” ter diploma universitário? (Resposta curta: sim; resposta longa: sim, também.) É uma boa ideia legar um negócio de família à geração seguinte? (Claro, se o seu objetivo for acabar com o negócio — a experiência mostra que normalmente é melhor arranjar um gerente de fora.*) Por que não se ouviu mais falar da epidemia de síndrome do túnel do carpo? (Quando os jornalistas pararam de sofrer do problema, pararam de escrever a respeito — mas o problema persiste, especialmente em trabalhadores braçais.)

Certas perguntas eram de caráter existencial: O que torna as pessoas realmente felizes? As desigualdades de renda são de fato perigosas teor de ômega 3 traria a paz mundial?

As pessoas queriam saber os prós e os contras de: carros sem motorista, amamentação, quimioterapia, impostos sucessórios, fraturamento hidráulico, loterias, “cura pela oração”, namoro on-line, reforma do regime de patentes, caça clandestina de rinocerontes, uso de tacos de golfe estreitos e moedas virtuais. Podíamos receber um e‑mail pedindo que resolvêssemos “a epidemia de obesidade” e, cinco minutos depois, um outro exortando‑nos a “varrer a fome da face da Terra!”.

Os leitores aparentemente achavam que nenhuma charada era tão complicada, nenhum problema tão difícil que não pudesse ser resolvido. Era como se tivéssemos um software único e exclusivo — um fórceps Freakonomics, talvez — a ser aplicado ao organismo político para extrair alguma sabedoria esquecida.

Não seria nada mau se fosse verdade

O fato é que resolver problemas é difícil. Se determinado problema subsiste, podemos estar certos de que muita gente já o enfrentou sem êxito. Os problemas fáceis evaporam; os difíceis é que persistem. Além disso, leva muito tempo para identificar, organizar e analisar os dados para responder bem a uma única pequena questão.

Assim, em vez de tentar responder à maioria das perguntas que nos eram endereçadas, provavelmente fracassando nessa tentativa, imaginamos se não seria melhor escrever um livro para ensinar qualquer pessoa a pensar como um Freak.

Como seria isso?

Imagine que você é um jogador de futebol dos melhores, tendo conduzido a seleção nacional do seu país às portas da vitória final da Copa do Mundo. Só precisa, agora, cobrar um pênalti. As chances estão do seu lado: no nível dos jogadores de elite, cerca de 75% das cobranças de pênalti são bem‑sucedidas. A multidão urra quando você posiciona a bola para chutar. O gol está a apenas 10 metros; tem 7,5 metros de largura por 2,5 de altura.