Se graças a certas fotografias que a representam pálida, exangue, aristocrática, com o rosto angelical de camafeu vitoriano, impôs-se uma imagem de Virginia triste, séria e melancólica, testemunhas fidedignas nos confirmam que ela foi uma mulher espirituosa, irônica e que gostava de rir. É uma risada que se encontra no centro de seu temperamento como um cristal de infância. É Virginia quem o diz em seu ensaio sobre Lewis Carroll: para rir, é preciso saber voltar a ser criança e admirar-se com tudo, e todo dia voltar para o mundo, como faz Alice no País das Maravilhas. Além disso, ser capaz de inverter tudo, como faz Alice do outro lado do espelho.