Kabouna Keita não é uma criança como as outras. E quando Boli cai doente, ele só tem um pensamento: salvar aquela que considera sua segunda mãe. Com cinco anos de idade, inventa um monte de maneiras de conseguir dinheiro para lhe comprar remédios; começa catando latas de conserva, que revende a peso, depois garrafas de vidro. Todos os dias, o menino percorre, assim, dezenas de quilômetros a pé, carregando seus sacos. Obstinado e corajoso, torna-se entregador, aprende a ler e a escrever... e se apaixona pela América. Aos dezenove anos, Kabouna vai para Nova York e faz biscates: lavador de louça no Harlem, bóia-fria na Califórnia... e volta ao Mali cinco anos depois, com um pé-de-meia e mil projetos. Monta seu próprio negócio, casa-se com Marie, a mulher de sua vida. Mas é novamente mordido pela vontade de viajar. Rumo à França, desta vez...

Relato autobiográfico, O filho-presente é um maravilhoso testemunho de amor, coragem e humanidade.