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Contos/ Crônicas Home > Contos/ Crônicas > Borralheiro
Borralheiro
Autor: Fabrício Carpinejar
EAN: 9788528614978
Gênero: Contos/ Crônicas
Páginas: 256
Formato: 14 x 21 cm
Editora: Bertrand Brasil
Preço: R$ 42,90
     

Uma revolução silenciosa tomou conta dos hábitos. Começou, de modo discreto, com uma maior participação na paternidade, seguiu para a cozinha, a lavanderia, e já se pode dizer que não há como contê-la.

O homem é o novo dono do lar. O novo romântico. O novo casamenteiro. Não tem vergonha de chorar, lembra a data do primeiro beijo e conhece de cor e salteado onde ficam as toalhas e quais estão secas. 

Depois dos sucessos de Canalha! e Mulher perdigueira, Carpinejar retrata a mudança do comportamento masculino. Descobre agora o Borralheiro, personagem que não se sente menosprezado por cuidar das tarefas domésticas.

Em altas doses de lirismo e humor, Carpinejar embarca em uma viagem sem volta pela residência. Passeia por cada cômodo, brincando com as diferenças do comportamento entre marido e mulher e destruindo condicionamentos do sexo e do amor. O escritor não foge de uma boa discussão de relacionamento, tanto que acha que a briga deveria ser profissionalizada com O Dia da DR.

Em 100 crônicas, o escritor confidencia as estratégias divertidas de sedução e faz advertências saborosas para a rapaziada, como nunca mexer no umbigo da namorada ou apertar suas bochechas.

Os segredos revelados são perigosos e com efeitos colaterais imediatos. Preocupado com uma possível epidemia carpinejariana, Luis Fernando Verissimo deflagra uma mobilização nacional:

"Protesto, em nome da classe. O Carpinejar não se contentou em ser o melhor dos novos poetas, também invadiu a nossa área com a mesma originalidade e já é um dos melhores cronistas do país. Ninguém sabe do que ele será capaz, no futuro, se não for detido... É preciso detê-lo. Não o encorajem. Falem mal dele. E, em hipótese alguma, comprem este livro!"

Borralheiro converte o mais ínfimo cotidiano em teorias de sensibilidade, explorando o perfil dos tipos familiares como sogro, o tio, a mãe e os irmãos.

O autor convida cada um a repensar a rotina e se apaixonar novamente pelo casamento. Se em Canalha!, ele indicava a importância dos bicos da caixa de leite, aqui divide com a mulher copos de requeijão e iogurte.

Quando o leitor terminar a obra, estará varrendo a sala, limpando a vida, preparando a comida e as conversas, arrumando a cama e os pensamentos, colocando a roupa e a fragilidade no varal e atendendo aos caprichos insanos do outro.

MOTIVOS PARA SER UM BORRALHEIRO:

* Como todas as empresas estão imitando o ambiente do lar, vide Facebook, é mais confortável ser original e permanecer na própria casa.
* O poder cansa, estressa, gera infarto. A submissão assegura longevidade.
* Nada mais tranquilo do que viver de mesada.
* Curtir a infância dos filhos, com uma disponibilidade pay-per-view.
* Assistir aos canais de futebol a qualquer hora.
* Aprender passos de Pole Dance e refinar fantasias sexuais.
* Reclamar que nunca é valorizado pela família.
* Especializar-se na arte da conspiração e da intriga.
* Influenciar o comportamento dos outros pela fofoca.
* Retomar a coleção de aeromodelismo da infância.
* Discutir o relacionamento com mais frequência e ampliar o repertório de palavrões no estádio de futebol.
* Manter-se livre dos tribunais e cobranças, pois nenhuma dona de casa foi processada até hoje
* Aperfeiçoar o faro para infidelidade, com a possibilidade de mexer em bolsos, roupas e gavetas.
* Ganhar isenção do Imposto de Renda.
* Aproveitar o tempo livre para cursos, cinema e teatro.
* Vingar-se da mãe cozinhando melhor do que ela.
* Por fim, é sempre mais prazeroso puxar o saco da mulher do que do chefe.

Fabrício Carpinejar

Fabrício Carpinejar é poeta, jornalista e mestre ...



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