A Biblioteca Nacional promoveu a entrega de seu prêmio literário, um dos mais tradicionais do País, nesta quarta. Foram entregues troféus aos três primeiros de cada categoria. Pelo terceiro ano consecutivo, o vencedor do Aloísio Magalhães de Projeto Gráfico foi do grupo Record. Este ano o vencedor na categoria foi Romances de cordel, de Ferreira Gullar, cujo projeto foi desenvolvido por Gustavo Piqueira, da Casa Rex.
Confira os vencedores:
Romances de cordel (José Olympio), de Ferreira Gullar, ficou em primeiro lugar na categoria Projeto Gráfico – Prêmio Aloísio Magalhães, para o designer Gustavo Piqueira. A edição traz xilogravuras de Ciro Fernandes feitas especialmente para o livro. Gullar, um dos maiores escritores brasileiros, demonstra sua habilidade em unir poesia e luta política, revelando parte da produção artística do CPC, grupo determinante para a cultura brasileira do século XX.
Na categoria Romance – Prêmio Machado de Assis, Vez em quando, Billie Holiday (Record), de Evandro Affonso Ferreira, ficou em segundo lugar. O livro conta a história de um jovem nascido em meio à brutalidade do sertão que busca a transição de gênero. Diadorino sonha se tornar Diadorina, “mulher bela e bélica e feminina e feminista”. Partindo de referências literárias, como Grande sertão: veredas, e mulheres vanguardistas e feministas de todos os tempos, como Billie Holiday, que dá título ao livro, além de Angela Davis, Simone de Beauvoir e Rosa Luxemburgo, o autor compõe uma narrativa poética e absolutamente original.
Escalavra (Amarcord), de Marcelino Freire, ganhou o terceiro lugar na mesma categoria. O escritor reencena sua exuberante e mágica prosa ao contar a história de um pai e de um filho em cenário e solo bem brasileiros. Cada página é um “tijolo”, uma parte da construção nessa narrativa sobre o silêncio entre eles. Freire dá continuidade à investigação do que ele denomina uma “linguagem arqueológica”.
