5 livros feministas para ler em março (e durante o ano todo também)

8/03/2017 14 visualizações

Por Rafaella Machado

9788503012720.O papel de parede amarelo, de Charlotte Perkins Gilman (José Olympio)

Um clássico da literatura feminista, esse livro descreve como uma mulher fragilizada emocionalmente é internada, pelo próprio marido, em uma espécie de retiro terapêutico em um quarto revestido por um obscuro e assustador papel de parede amarelo. Esse é um relato pungente sobre o processo de enlouquecimento de uma mulher devido à maneira infantilizada e machista com que era tratada pela família e pela sociedade.

 

9788503013055.A beleza é uma ferida, de Eka Kurniawan (José Olympio)

Em um relato que combina mitos da formação da Indonésia com um realismo mágico digno de Gabriel García Márquez, esse livro narra a história da prostituta Dewi Ayu e suas quatro filhas. Ao contar essa história, Eka Kurniawan, o aclamado escritor indonésio, faz uma crítica mordaz ao passado conturbado da sua jovem nação: a ganância do colonialismo; a luta caótica para a independência; a ocupação japonesa; o assassinato de um milhão de “comunistas” em 1965; e, acima de tudo, à opressão e violência de gênero que permeou a trajetória das personagens.

Capa A Garota no Trem AG.aiA garota no trem, de Paula Hawkins (Record)

Se a sua vibe é mais livro de suspense/sucesso de bilheteria e menos literatura cabeçuda, essa é a escolha PERFEITA para você. Além de ser uma leitura compulsiva e viciante, o livro narra a investigação de um assassinato a partir do ponto de vista de três mulheres diferentes, e cada uma delas passou por uma relação abusiva. Infelizmente eu não posso contar mais sem dar spoilers, mas vale muito a leitura.

 

Capa O Ano em que disse sim MF.inddO ano em que eu disse sim, de Shonda Rhimes (BestSeller)

Agora, se você prefere livros de autoajuda engraçados e cheios de lições de vida, presta atenção. Esse aqui, escrito pela Shonda Rhimes, a criadora de Scandal, Grey’s Anatomy e How to get away with murder, fala de empoderamento e de como ela, uma mulher negra, conseguiu vencer todos os obstáculos sociais para chegar a uma posição de poder em Hollywood. O livro flui como uma conversa com Shonda, repleto de bom humor e leveza, e descreve como a sua vida mudou quando decidiu dizer “sim” para tudo o que a apavorava.

9788501107657.Quando eu parti, de Gayle Forman (Record)

Todo mundo conhece a Gayle Forman, autora do sucesso Se eu ficar. Mas pra mim, o livro mais porreta dela é Quando eu parti, justamente pelo ponto de vista feminista que ele apresenta. Afinal, todas nós temos um pouco de Maribeth Kleine. Workaholic e mãe de gêmeos, ela está acostumada a fazer tudo perfeito e sem contar com o marido. Até que sofre um ataque cardíaco e uma crise de meia-idade e resolve fugir de casa. Se você já sonhou em deixar tudo e correr atrás do seu sonho, esse livro é pra você. Se você está cansada de fazer tudo em casa e não aguenta mais pedir para o marido se tocar, esse livro também é para você. E se você se revolta com a jornada dupla a que tantas mulheres são submetidas, esse livro também é para você.