Apropriação cultural na folia: Simas dá seu apito

21/02/2020 136 visualizações

Personagem de marchinhas antigas, símbolo de um dos blocos mais tradicionais da cidade e fantasia recorrente, o índio está no centro do debate sobre apropriação cultural, depois que Alessandra Negrini surgiu no Baixo Augusta de cocar. Homenagem, ridicularização ou apropriação cultural? O colunista do site UOL Chico Alves entrevistou o historiador carioca Luiz Antônio Simas sobre a polêmica envolvendo o Cacique de Ramos, tradicional agremiação do subúrbio do Rio. Para o autor de “O corpo encantado das ruas” (Ed. Civilização Brasileira), o carnaval, o terreiro e o ponto de macumba são elementos que têm muito a ensinar. “O Cacique é que tem que conscientizar a cidade. O bloco é que é o elemento civilizatório.”

Simas usou suas redes sociais para criticar a patrulha da qual o bloco do coração de figuras como Beth Carvalho, que imortalizou os versos de Caciqueando. Não se pode perder de vista, segundo o historiador, o caráter da inversão de papéis do carnaval. Há fantasias, no entanto, que na opinião de Simas podem ser consideradas ofensivas como oos black faces e a nega maluca.

“A gente não pode generalizar, é preciso entender que cada caso é um caso. O black face é complicado, porque tem uma origem terrível, de quando o negro não podia se apresentar publicamente em cinema e aparece um branco que se fantasia de preto. Ali tem uma carga pesada. A nega maluca também. Mas se a gente colocar tudo no mesmo saco, complica….”, pondera Simas em sua entrevista par ao UOL.

Confira a entrevista completa aqui.