“Armas, germes e aço”, de Jared Diamond

21/11/2017 6 visualizações

Por que os povos eurasianos conquistaram, desalojaram ou dizimaram nativos das Américas, Austrália e África? Por que não foram os nativos americanos, africanos e aborígenes australianos que subjugaram ou exterminaram os europeus e asiáticos? O biólogo evolucionista Jared Diamond redireciona estas questões, frequentemente respondidas em termos racistas, revelando fatores ambientais como os reais responsáveis pelo curso dos acontecimentos.  Armas, germes e aço conquistou o Prêmio Pulitzer de 1998 ao mostrar como a história e a biologia podem se enriquecer mutuamente, produzindo uma compreensão mais profunda da condição humana.

Por meio de uma intrigante revisão da evolução dos povos, em uma viagem através de 13.000 anos de história dos continentes, Jared Diamond conclui que a dominação de uma população sobre outra tem fundamentos militares (armas), tecnológicos (aço) ou nas doenças (germes), que dizimaram sociedades de caçadores e coletores, assegurando conquistas. Assim, alguns povos desenvolveram tecnologia que proporcionou a expansão de seus domínios e aumentou a resistência a doenças, entre outros fatores, conferindo-lhes grande poder político e econômico.

Valendo-se da geografia, da botânica, da zoologia, da arqueologia e da epidemiologia, Diamond nos faz ver como a diversidade humana é o resultado de um processo histórico, e não de particularidades referentes a inteligência ou aptidões. Ele conclui que a história seguiu determinados rumos para os diferentes povos devido às diferenças entre ambientes e não às diferenças biológicas.

Armas, germes e aço aborda as origens dos impérios, da religião, da escrita, das colheitas e das armas. Fornece as bases das diferentes evoluções das sociedades humanas nos continentes, derrubando teorias racistas. Este relato da formação do mundo desafia o conhecimento convencional e traz indispensáveis lições para o futuro.

Jared Diamond é autor, também pela Editora Record, de Colapso, O terceiro chimpanzé e O mundo até ontem. Iniciou sua carreira científica em fisiologia ampliando seu campo de pesquisas para a biologia evolutiva e biogeografia. Membro da Academia Americana de Artes e Ciências, da Academia Americana Nacional de Ciências e Sociedade Filosófica Americana, recebeu bolsa de estudos da Fundação MacArthur e diversos prêmios, como o Prêmio Burr, da National Geographic Society, a Medalha Nacional de Ciências, o Prêmio Tyler de Conquista Ambiental, o Prêmio Cosmo do Japão e o Prêmio Lewis Thomas, concedido pela Rockefeller University. Publicou mais de duzentos artigos nas revistas Discover, Natural History, Nature e Geo. Armas, germes e aço foi vencedor do Prêmio Pulitzer em 1998.

Leia o prefácio inédito do autor: http://www.blogdaeditorarecord.com.br/wp-content/uploads/2017/11/posfácio-armas-germes-e-aço.pdf