Autor de ‘Dois papas’ concorre ao Oscar pelo roteiro adaptado

13/01/2020 345 visualizações

Três filmes inspirados em lançamentos do Grupo Editorial Record estão entre os finalistas do Oscar 2020 e o autor de um deles pode levar a estatueta na categoria de roteiro adaptado. Anthony McCarten escreveu ‘Dois papas’ (Editora BestSeller) e o roteiro da adaptação cinematográfica homônima. Completam a lista ‘Mulherzinhas’ (Ed. José Olympio), de Louisa May Alcott, e ‘O céu que nos oprime’ (Ed. Bertrand Brasil), de Christine Leunens, que chegam às livrarias no fim do mês. O primeiro deu origem a ‘Adoráveis mulheres’, com direção de Greta Gerwig, e o segundo chega às telas na forma da sátira  ‘Jojo Rabbit’,  de Taika Waititi. Ambos concorrem em seis categorias.

Enquanto os diretores de ‘Dois papas’, em cartaz no Netflix e ‘Adoráveis mulheres’, nos cinemas, seguem as tramas originais de forma mais fiel, o diretor Taika Waititi transformou por completo o livro de Christine Leunens. A dramática relação de um menino de dez anos da juventude hitlerista e uma judia refugiada em sua casa ganha nas telas o tom de sátira.

Confira abaixo mais informações sobe os títulos que inspiraram os finalistas do Oscar 2020. A cerimônia dos melhores do cinema acontece no dia 9 de fevereiro em Los Angeles.

Dois papas, de Anthony McCarten

Em Dois Papas, o escritor e roteirista, Anthony McCarten faz um exame minucioso da Igreja Católica e seus dois recentes líderes. O autor navega por todas as teorias a respeito da decisão chocante do papa Bento XVI de renunciar ao papado em 2013 e como papa Francisco lidou com sua inesperada chegada ao poder. Com sua renúncia, Bento, um grande defensor do conservadorismo e visto como o homem mais convencional da Igreja Católica, causou espanto não só aos membros da Igreja, como também à imprensa e à população. McCarten avalia essa decisão como uma espécie de culpa por Bento não conseguir assumir uma postura de liderança diante de todos os escândalos envolvendo o Vaticano, incluindo as diversas acusações de abuso sexual.

 

O céu que nos oprime, de Christine Leunens

Como muitos meninos austríacos na época da anexação da Áustria ao Reich alemão, no fim da década de 1930, Johannes Betzler abraça inocentemente o sonho nazista. Integrante da Juventude Hitlerista, ele descobre que seus pais estão escondendo uma jovem judia, Elsa Kor, atrás de uma parede falsa em sua casa, em Viena. Seu horror inicial vira interesse, depois amor e obsessão. Após o desaparecimento de seus pais, Johannes descobre que ele é a única pessoa ciente da existência de Elsa e único responsável por sua sobrevivência. Manipulando e sendo manipulado, Johannes teme o fim da guerra: com isso virá a perspectiva de perder Elsa e um relacionamento que varia entre paixão e obsessão, dependência e indiferença, amor e ódio. O céu que nos oprime é uma obra emocionante e magistral que examina verdades e mentiras nos níveis político e pessoal, revelando os aspectos mais sombrios da alma humana.

 

Mulherzinhas, de Louisa May Alcott

É provável que Louisa May Alcott jamais tenha sonhado em deixar uma marca tão profunda na literatura. Mas foi o que fez essa mulher extraordinária.  Abolicionista ferrenha, sufragista, feminista até os ossos em uma sociedade cuja voz da mulher mal passava de um sussurro, ela ousou desafiar as convenções ao decidir viver de sua escrita — entre outros tantos feitos incríveis. Little Women, publicada em 1868, sua obra mais aclamada, foi um enorme sucesso em seu lançamento, a ponto de os leitores escreverem para a autora implorando por mais um pouco das quatro irmãs. E Louisa prontamente os atendeu no ano seguinte, com Good wives. O motivo de tanto encantamento fica claro tão logo conhecemos as irmãs March: quatro garotas cheias de sonhos tentando extrair o melhor de cada dia, numa América assolada pela Guerra Civil e assombrada pela fome.