A jornalista e escritora Miriam Leitão foi eleita nesta quarta-feira para a Academia Brasileira de Letras, aumentando para cinco o número de mulheres na instituição. Mineira de Caratinga, 72 anos, casada com o cientista político e escritor Sérgio Abranches e mãe dos jornalistas Vladimir Netto e Matheus Leitão, ela vem analisando o país da economia à política em diversos veículos jornalísticos. Sua trajetória é marcada também pela defesa da democracia – Miriam foi presa e torturada durante a ditadura militar. Como escritora, transita também pela ficção e literatura infantil.
Pela Record, lançou dois títulos: a coletânea de crônicas Convém sonhar, em 2010, e no ano seguinte seu livro de maior sucesso, Saga brasileira – a longa luta de um povo por sua moeda, que em 2012 recebeu o prêmio máximo do 54º Jabuti, de Livro do Ano de Não Ficção. O livro esmiúça a inflação acumulada nos quinze anos que antecederam o Plano Real, de 13,3 trilhões por cento, e conta da insegurança dos brasileiros em conviver com cinco moedas entre 1986 e 1994. Comentarista na rádio CBN e no programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, comanda ainda um programa de entrevistas na GloboNews e uma coluna no jornal O Globo.
Miriam Leitão vai assumir a cadeira 7 da ABL, ocupada anteriormente pelo cineasta Cacá Diegues, morto em fevereiro. A nova imortal venceu a eleição com 20 votos, contra 14 do ex-senador e ministro Cristovam Buarque.