Biografia do estadista Alexandre de Gusmão, polêmicas do século XXI e mais nos primeiros lançamentos do ano

26/01/2021 580 visualizações

Alexandre de Gusmão (1695-1753): O estadista que desenhou o mapa do Brasil, de Synesio Sampaio Goes Filho

Neste ensaio biográfico, Synesio Sampaio Goes Filho apresenta, de forma acessível e atraente, a trajetória de Alexandre de Gusmão (Ed. Record, 224 págs, R$ 59,90) e da mais importante negociação territorial da história do Brasil. No século XVIII, a situação territorial do Brasil era complicada: minas de ouro foram descobertas no oeste; a Colônia do Sacramento havia sido fundada no rio da Prata, bem em frente a Buenos Aires; dezenas de missões de religiosos portugueses foram estabelecidas na Amazônia. Tudo, entretanto, além do limite traçado em Tordesilhas. A colônia ficara rica, mas não tinha fronteiras. As penetrações e ocupações dos bandeirantes em terras espanholas poderiam não dar em nada se não houvesse do lado de Portugal, no momento oportuno, como secretário particular de D. João V (na prática, quase um primeiro-ministro), uma vigorosa personalidade política, além de notável escritor. Com profundo conhecimento da geografia e da história de sua terra natal, Alexandre de Gusmão foi o principal elaborador e negociador do Tratado de Madri, de 1750, que deu ao Brasil dois terços de seu território. O grande feito de Alexandre de Gusmão é ter conseguido legalizar o alargamento imenso do território do Brasil.

Jane Eyre, de Charlotte Brontë 

Primeiro romance de Charlotte Brontë, uma das irmãs que compõem a famosa família literária inglesa, Jane Eyre (Ed. José Olympio, 630 págs, R$ 54,90) conta a história de uma jovem em busca de uma vida mais significativa na sociedade inglesa do século XIX. Por meio da abordagem de temas como a subordinação da mulher, relações familiares abusivas que geram traumas futuros e o crescimento moral e espiritual da personagem principal, Jane Eyre que foi publicado originalmente em 1847, se mostra ainda muito atual. Jane, órfã de pai e mãe, vive com parentes que a desprezam, sendo tratada por sua tia de modo muito diferente do tratamento recebido pelos primos, cruéis e fúteis. Já com 10 anos de idade é enviada para a instituição de caridade Lowood, uma escola com métodos rígidos de ensino. Aos 18 anos consegue um trabalho como preceptora da jovem Adèle, pupila do irônico e arrogante Edward Rochester. A partir deste momento, a vida de Jane toma um rumo diferente e inesperado, que envolve mistério, novas amizades, diferentes sensações e até mesmo uma história de amor. Jane Eyre é considerado um romance de formação, no qual se narra o desenvolvimento físico, moral, psicológico, estético, espiritual e social da personagem principal, desde sua infância até a maturidade.

A loucura das massas: Gênero, raça e identidade, de Douglas Murray 

Em A loucura das massas (Ed. Record, 322 págs, R$ 69,90), Douglas Murray examina as questões mais polêmicas do século XXI: sexualidade, gênero, tecnologia e raça. E revela a nova guerra cultural cujo campo de batalha são os  ambientes de trabalho, universidades, escolas e casas, tudo em nome da justiça social, das políticas identitárias e da interseccionalidade. Na era pós-moderna em que vivemos, as grandes narrativas da religião e da política entraram em colapso. No lugar delas, deu-se início a uma cruzada para corrigir o que é considerado “errado” e a uma manipulação da identidade, ambas aceleradas por novas formas de mídias sociais e jornalismo. Interesses de nichos passaram a dominar a sociedade, que se torna cada vez mais tribal. Douglas Murray afirma que “o objetivo da política identitária parece ser politizar absolutamente tudo. Transformar todo aspecto da interação humana em uma questão política.

Rei Revés, de Evandro Affonso Ferreira 

Em uma costura de referências literárias clássicas e experimentação narrativa contemporânea já características da prosa poética de Evandro Affonso Ferreira, Rei Revés (Ed. Record, 128 págs, R$ 44,90) desvela a tragédia de um governante aprisionado que sofre a perda de um filho. Transita pelo premente do trágico. Aquilo que está para todos, sem distinção. Não há lados, partidos, ideologias ou preocupações biográficas. Nestas partituras, o sofrimento de um governante encarcerado, que acabou de perder o filho de seu filho, é pauta de inspiração angustiada, e vai muito além do interesse político ou factual. Lá, no metafísico tremular da flâmula, onde só os anuns penetram, está o ritmo dessa catástrofe. “Em um cenário de natureza íntima, o crepúsculo do mito de uma nação é reinventado pelas mãos do exímio artífice da generosa literatura. Um diálogo arrebatador com a fragilidade da existência, com a vida e suas mortes e, claro, com os criadores da poesia.”

Um de nós é o próximo, de Karen M. McManus 

Em Um de nós é o próximo (Ed. Galera, 400 págs, R$ 49,90) – a eletrizante sequência do best-seller “Um de nós está mentindo” – há um novo mistério a ser solucionado no Colégio Bayview. Vários aplicativos de fofoca surgiram depois que Simon Kelleher morreu. Mas desde que os quatro estudantes de Bayview foram inocentados de sua morte, nada foi capaz de preencher o vazio de fofocas como ele conseguia. O problema é: ninguém mais tem os fatos. Desta vez, não é um aplicativo: é um jogo. E quando o jogo de Verdade ou Consequência se torna mortal, qual lado você escolhe? Escolha consequência e receba um desafio para cumprir em vinte e quatro horas. Escolha verdade e… Bem, é melhor você ficar com a consequência. Phoebe Lawton é o primeiro alvo. Caso escolha não jogar, uma verdade sobre a sua vida será revelada. Então, é a vez de Maeve Rojas, e parece que ela não aprendeu nada com os erros da primeira jogadora. Quando chega a vez de Knox, as coisas se tornam perigosas. Agora, os desafios se tornaram arriscados demais, e se tem algo que Maeve aprendeu com a irmã no ano passado é que eles não podem contar com a polícia. No entanto, eles precisam descobrir – e logo – quem está por trás do jogo, antes que seja tarde demais.

Uma proposta irrecusável, de Katie Fforde 

O equilíbrio perfeito entre humor e romance fez de Katie uma das escritoras mais amadas do Reino Unido nas últimas duas décadas. Em Uma proposta irrecusável (Ed. Record, 406 págs, R$ 49,90) Sophie anda ocupada demais cuidando da família e não tem tempo para correr atrás dos próprios sonhos. Sem formação acadêmica, como os parentes — egoístas, gananciosos e falidos —  a jovem parece se encaixar mais no papel de empregada da casa do que de membro da família Apperly. Em visita a um tio distante, ela descobre que seus antepassados um dia possuíram um poço de petróleo nos Estados Unidos e que talvez ainda valha algum dinheiro. O que seria a solução para os problemas financeiros de todos. Sem nada a perder, Sophie deixa a Inglaterra rumo a Nova York disposta a resolver esse mistério. Mas o destino a coloca no caminho de Matilda, uma adorável e geniosa senhora que não mede esforços para conseguir o que quer. A conexão entre as duas é imediata, o único problema é o neto dela. Arrogante, esnobe, irritante e ridiculamente rico, Luke não vê com bons olhos essa amizade e vai fazer o que puder para impedir que Sophie se aproxime demais do coração de sua avó. O que acontece quando Cinderela encontra na vida real o príncipe-não-tão-encantado-assim e ambos percebem que mundos tão diferentes nunca se encaixarão?