Final da série Perdida, edição especial de Pedagogia da Autonomia, vencedor do Prêmio Kindle e mais

14/09/2021 264 visualizações

Indomada (Vol. 6 Perdida) – Os laços inquebráveis do amor, da Carina Rissi

No volume final da série Perdida, Indomada (Verus, 616 págs, R$ 59,90), duas décadas se passaram e Sofia ainda vive seu “felizes para sempre” no século XIX. Ela e Ian seguem loucamente apaixonados, para o constrangimento das filhas Marina e Ana Laura – duas jovens mulheres opiniosas e obstinadas. A vida não poderia ser melhor! Até que um problema na fábrica ameaça enviar Sofia para a prisão, distraindo-a das ações do marido. Ela jamais desconfiou de que Ian fosse capaz de esconder algo tão grave. Já Marina aprendeu a ocultar seus sentimentos até de si mesma. Com exceção do seus amados cavalos, o melhor amigo e a irmã caçula. Não há o que ela não faça por Ana Laura, e estava certa de que a dedicação era recíproca. Então por que Ana ficou tão horrorizada ao saber de seu noivado? Como Ana Laura poderia não estar aos pedaços, se o noivo da irmã permeia todas as suas fantasias românticas? Desesperada para manter seus sentimentos em segredo, a saída que ela encontra é se afastar do casal. Sua resolução evapora quando um homem misterioso a procura e alerta que Marina corre perigo. A única capaz de ajudá-la é Ana. Mas quem vai salvar seu coração? Entre segredos do presente e do passado, novas e antigas paixões, traições e lealdade, mãe e filhas farão o impossível umas pelas outras — e acabarão descobrindo que, algumas vezes, os laços inquebráveis do amor podem, sim, se partir.

Pedagogia da Autonomia (Edição especial), do Paulo Freire

Pedagogia da autonomia (Paz & Terra, 160 págs, R$ 59,90), uma das obras mais importantes de Paulo Freire, ganha um novo projeto gráfico mais arrojado e moderno, em uma edição especial com capa dura, em homenagem ao centenário do Patrono da Educação. Última obra de Paulo Freire publicada em vida é um livro conciso, de poucas páginas e muitas lições. Nele, Paulo Freire defende o pensar, louva a liberdade, prega a amorosidade, exalta a autenticidade. Ensina cada um a Ser Mais. Um livro que transcende a experiência da sala de aula e, como o grande educador que é, Paulo Freire convida o leitor a se tornar um ser humano melhor, mais autônomo, para construir uma sociedade mais justa, ética e democrática, em que todos tenham oportunidades. Neste, que é um de seus livros mais importantes, o educador ensina como se posicionar com respeito, curiosidade crítica e boniteza, reconhecendo-se como seres sociais e históricos, capazes de transformar a realidade em que estamos inserido. Para isso, deve-se estar aberto para conhecer o mundo e os seres, sem nenhuma forma de discriminação, pensando a ética e a convivência na sociedade e conscientes de que, com alegria e esperança, a mudança é possível.

Uma rosa no concreto, da Angie Thomas

Em Uma rosa no concreto (Galera, 308 págs, R$ 44,90), Angie Thomas revisita os personagens do sucesso O ódio que você semeia e oferece uma visão sincera e delicada sobre a masculinidade negra, tanto de jovens quanto de adultos. Ambientado nos anos 1990, o livro traz a a história de Maverick Carter aos 17 anos e de como ele se tornou o pai de Seven e Starr. Como filho de uma ex-lenda da gangue King Lords, Mav sabe que um homem de verdade cuida da própria família, e ele faz isso da única maneira que conhece: vendendo drogas. O dinheiro serve para ajudar a mãe, que trabalha em dois empregos para sustentar a casa enquanto o pai está na prisão. Com apenas 17 anos, sabe que sua vida não é perfeita, mas com uma namorada de tirar o fôlego e um primo superprotetor, Mav tem tudo sob controle. Até descobrir que é pai de um bebê de três meses. Conciliar a vida nas ruas, os estudos e ainda ser um bom pai não é tarefa fácil. Ainda mais com a mãe do bebê deixando todo o trabalho em suas mãos. Em um mundo que espera sua derrota, Mav quer provar que é diferente. Afinal, até rosas conseguem florescer nas situações mais adversas. Mas com o sangue dos King Lords correndo em suas veias, deixar tudo para trás pode ser um verdadeiro desafio. A lealdade, a vingança e a responsabilidade de Mav são postas à prova, especialmente depois do brutal assassinato de um ente querido. Ele terá que descobrir por si mesmo o que realmente significa ser um homem.

Seu cachorro e você – A história de uma conexão única, da Alexandra Horowitz

Seu cachorro e você (BestSeller, 392 págs, R$ 49,90) é uma obra inspiradora e informativa que examina a complexa relação entre humanos e cachorros. Nela, a autora do best-seller A cabeça do cachorro, Alexandra Horowitz, examina as particularidades da relação entre humanos e seus cães, e como foi criada uma indústria que mobiliza capital e afetos, alterando nossa economia, rotina e até mesmo a linguagem. A história do relacionamento entre humanos e cachorros existe há milhares de anos, porém está longe de ser completamente compreendida. Professora de psicologia e doutora em ciência cognitiva, Horowitz explora todos os aspectos dessa relação interespécies tão singular e complexa. Ao mesmo tempo analisa o impacto cultural canino na sociedade e revela curiosidades, surpresas e contradições que surgem ao se conviver com um cachorro. Celebramos sua individualidade, mas muitas vezes criamos expectativas inadequadas e esperamos que tenham comportamentos humanos. Com o olhar de cientista e de amante de cães, a autora reflete sobre os animais que se tornaram o exemplo do que é ser companheiro e, em contrapartida, como isso se reflete na humanidade.

O homem que foi para Marte porque queria ficar sozinho, do David M. Barnett

O homem que foi para Marte porque queria ficar sozinho (Ed. Record, 350 págs, R$ 49,90) é uma história irresistível e comovente sobre uma amizade improvável e sobre segundas chances. Viver longe dos outros e dos próprios problemas é o sonho de consumo de Thomas Major. Afinal de contas, a vida não tem sido nada boa para ele. Seus traumas e tristezas o transformaram numa pessoa extremamente revoltada e rabugenta. Quando uma sequência imprevisível de acontecimentos o coloca na primeira missão tripulada para Marte, ele tem certeza de que tirou a sorte grande. O que ele não sabe é que sorte e acaso andam sempre de mãos dadas. Durante sua incrível viagem em direção ao Planeta Vermelho, sem que ele saiba, uma chuva de meteoros danifica um satélite. É aniversário de Thomas e ele decide entrar em contato com a Terra. Porém, ao tentar ligar para a ex-mulher, a chamada acaba caindo na casa da Gladys — uma senhora com demência que leva uma vida difícil com os netos que perderam a mãe num acidente e cujo pai está preso. Thomas quer desligar na mesma hora, mas não consegue. E não faz ideia de que essa ligação pode mudar sua vida para sempre.

O pássaro secreto, da Marilia Arnaud

Romance vencedor do Prêmio Kindle de Literatura 2021, O pássaro secreto (José Olympio, 196 págs, R$ 49,90) apresenta a história de Aglaia Negromonte. Possuída por algo que lhe rasga o peito, sua vida toma rumos inesperados quando o grande segredo do pai, a existência de uma filha fora do casamento, é revelado à família. A chegada de Thalie provoca uma série de deslocamentos de afetos e certezas, especialmente em Aglaia, que se vê confrontada com o ciúme, a raiva e a inveja, sentimentos que a conduzirão por um caminho de violência e autodestruição. Neste romance psicológico, dilacerante e arrebatador, Aglaia narra suas memórias de infância e adolescência, na tentativa de compreender alguns dos acontecimentos mais relevantes de sua vida. Assim, os leitores são envolvidos em um drama familiar, em que questões corriqueiras, banais à primeira vista, ganham contorno e aprofundamento psíquicos na protagonista.

The Killing, do David Hewson

No primeiro volume da adaptação da premiada série The Killing (Ed. Record, 770 págs, R$ 69,90) é o último dia de Sarah Lund como investigadora da polícia de Copenhague. Além de aproximá-la do namorado, a mudança para a Suécia pretende acabar com a rotina estressante no trabalho e, quem sabe, melhorar um pouco o relacionamento da investigadora com Mark, seu filho do primeiro casamento. Contudo, quando o corpo da estudante de 19 anos Nanna Birk Larsen, brutalmente estuprada e assassinada, é encontrado em uma floresta nos arredores da cidade, Sarah precisa mudar seus planos e adiar sua viagem para comandar a investigação ao lado do recém-chegado Jan Meyer. Enquanto a família da estudante tenta superar os últimos acontecimentos, o político Troels Hartmann está em campanha para a prefeitura de Copenhague. A batalha torna-se mais vil a cada dia, já que Poul Bremer, homem que ocupa o cargo atualmente, não medirá esforços para continuar no poder. Quando conexões entre os candidatos e o assassinato de Nanna subitamente vêm à tona, o caso toma novas direções. Num período de vinte dias, uma sucessão de suspeitos é investigada enquanto a violência e as intrigas políticas desviam o foco da busca pelo culpado. A determinada Sarah Lund, com o apoio do relutante Jan Meyer, deverá lutar para descobrir novas pistas, muitas vezes esbarrando em problemas hierárquicos e jogos de poder. Apenas uma coisa é certa: um assassino está à solta.

The Killing II, do David Hewson

O segundo volume da adaptação da premiada série The Killing II (Ed. Record, 630 págs, R$ 89,90) prova que um raio pode de fato cair no mesmo lugar duas vezes. Dois anos desde o notório caso Nanna Birk Larsen e dois anos desde que a detetive Sarah Lund deixou seu cargo de investigadora na polícia de Copenhague por um posto avançado no norte da Dinamarca, onde leva uma vida pacata. Até que o corpo de uma advogada é encontrado em circunstâncias macabras em um cemitério militar. Elementos da cena do crime levam o chefe do Departamento de Homicídios, Lennart Brix, de volta a uma Dinamarca ocupada durante a guerra — uma época que seus conterrâneos gostariam de esquecer. Brix sabe que Lund é a única pessoa em quem pode confiar para descobrir a verdade. Relutante, a investigadora retorna a Copenhague e fica intrigada com os fatos que cercam o caso. À medida que mais corpos são encontrados, Lund percebe um padrão e conclui que a identidade do assassino será revelada assim que a verdade por trás de uma missão de guerra vier à tona.

Asas partidas, do Khalil Gibran

Aclamado romance do autor Khalil Gibran, Asas partidas (Ed. Record, 112 págs, R$ 34,90) é um clássico que marcou a literatura árabe com os sentimentos mais profundos do primeiro amor e sua forte crítica social. Publicada originalmente em 1912, a obra revela, além dos aspectos emocionais do primeiro amor, forte crítica social diante do regime de opressão então existente no Líbano. Selma, a protagonista, é o retrato da condição de submissão em que as mulheres viviam nessa sociedade. A difícil situação socioeconômica do país também fica evidente ao longo da narrativa. Nela, o jovem Khalil é apresentado a Faris Karama, um comerciante rico e de bom coração de Beirute, e à sua filha, Selma. Khalil e Selma se atraem profundamente um pelo outro e passam a se encontrar, com a bênção do pai da moça. Mas o poderoso padre Ghalib, para ter acesso à fortuna de Karama, exige que seu filho se case com Selma. Presa a antigas tradições, a jovem se vê obrigada a abrir mão de sua felicidade e se casar com um outro homem.

O século da solidão, da Noreena Hertz

O século da solidão (Ed. Record, 462 pág, R$ 89,90) não é apenas sobre a dor emocional que chamamos de solidão; é, principalmente, sobre a fragmentação da comunidade. Noreena Hertz combina uma década de pesquisa com reportagens que demonstram como a solidão, remodelada pela globalização, pela urbanização, pelas crescentes desigualdades e disparidades de poder, pela revolução tecnológica e mais recentemente pelo coronavírus, prejudica nossa saúde, nossa qualidade de vida e nossa felicidade, ameaçando até mesmo a democracia. Com isso em mente, pergunte a si mesmo: quando foi a última vez que se sentiu desconectado das pessoas ao seu redor? Quando foi a última vez que se sentiu abandonado pelos políticos que você elegeu ou sentiu que nenhuma autoridade se importava com suas dificuldades? Quando foi a última vez que se sentiu impotente ou invisível no trabalho? Saiba que você não está sozinho. Considerando que a maneira como vivemos agora é profundamente atomizada, fazendo com que muitas das conexões humanas casuais e mais profundas que costumavam ser comuns estejam cada vez mais escassas, o livro oferece soluções ousadas, que vão desde uma nova concepção e usos diferentes da inteligência artificial a modelos inovadores de vida urbana e outras maneiras de revigorar a área da cidade em que habitamos e reconciliar nossas diferenças. Apresenta, assim, uma visão esperançosa e fortalecedora de como curar nossas comunidades fragmentadas e restaurar a conexão em nossa vida.

Asterix e a Transitálica, de Albert Uderzo e René Goscinny

Asterix e Obelix estão de volta em Asterix e a Transitálica (Galera, 56 págs, R$ 39,90), o álbum número 37 dos irredutíveis gauleses assinado pelos talentosos Jean-Yves Ferri e Didier Conrad. Apesar do que Obelix possa pensar, os itálicos, habitantes de Itália, não são todos romanos, pelo contrário. Assim como os irredutíveis gauleses, os itálicos pretendem preservar a sua autonomia e veem com maus olhos as veleidades de conquista de Júlio César e das suas legiões. Para acalmar os ânimos, César decide promover uma corrida de bigas com representantes de todo o Império. Mas, como não podia deixar de ser, o monarca quer que um romano vença. É uma tarefa fácil para quem tem o senado no bolso. Com a ajuda de um senador escrupuloso, César tenta forçar a vitória do corredor mascarado, Coronavírus. Mas nossos heróis têm outras ideias.

Eurico, o presbítero, do Alexandre Herculano

Romance do autor responsável pela introdução e pelo desenvolvimento da narrativa histórica em Portugal, Eurico, o presbítero (José Olympio, 224 págs, R$ 49,90) é considerado um clássico da literatura portuguesa. Nesta clássica história de cavalaria, Alexandre Herculano traz belíssimas descrições do território espanhol, assim como bem pensadas e ágeis narrações de combates ao narrar a conquista da Península Ibérica pelos muçulmanos. Também inclui um amor trágico e há muito não correspondido, que se torna um dos principais eixos da narrativa. Eurico, um jovem presbítero de Carteia, vai à luta para defender sua pátria. Com uma determinação sem igual e incrível manejo das armas, o jovem logo se torna uma lenda. Trajando uma armadura preta, Eurico se torna o cavaleiro negro, terror das tropas muçulmanas. Como um romance de cavalaria romântico, a obra apresenta a idealização da mulher, a figura do herói, o espírito nacionalista, o idealismo platônico, a presença da natureza e várias desilusões amorosas.

Contos, fábulas e aforismos, do Franz Kafka

Contos, fábulas e aforismos (Civilização Brasileira, 128 págs, R$ 34,90) reúne 11 dos melhores contas de Franz Kafka, selecionados e traduzidos diretamente do alemão pelo editor Ênio Silveira – que também assina a nota introdutória –, os textos dão a conhecer o tom kafkiano do realismo que nos lança ao absurdo existencial. Esta edição é também uma homenagem a Ênio, que em 2021 completaria 70 anos como editor da Civilização Brasileira. No livro podemos ver Kafka como um atento observador dos variados matizes do comportamento humano. Que, ora patético, ora irônico, mas com calorosa compreensão, expia, em autolimitações psicológicas, as fraquezas e os defeitos inerentes à humanidade. Estão reunidos os contos e as fábulas “Prometeu”, “Graco, o caçador”, “Uma fabulazinha”, “A respeito de parábolas”, “Um médico de aldeia”, “Chacais e árabes”, “Preocupações de um homem de família”, “O novo causídico” e “Comunicação a uma Academia”, além dos aforismos “‘Ele’ — Anotações do ano 1920” e “Reflexões sobre o pecado, a dor, a esperança e o caminho certo”. O livro também é ilustrado com desenhos do autor.