“Coisas nossas”, de Luiz Antonio Simas

19/07/2017 12 visualizações

Durante quase dois anos, o historiador Luiz Antonio Simas manteve uma coluna semanal no jornal carioca O Dia sobre as “coisas” do Rio de Janeiro e de sua cultura: carnaval, botequim, festas, histórias de antigamente, velhas gírias, lojas do subúrbio, personagens e brincadeiras. De suas esquinas, espreitando pelas frestas, o historiador das coisas miúdas, como já se definiu, criou um universo simbólico sobre o Rio e, também, sobre o Brasil, reunido agora neste livro “Coisas nossas”, da José Olympio.

A seleta de crônicas traz ainda textos inéditos e outros publicados em sites e nas redes sociais do historiador. Na apresentação, Simas diz que tudo pode ser lido como “bulas antigas de remédios fortificantes”. Segundo ele, “os textos formam uma espécie de roteiro sentimental de uma cidade que talvez nunca tenha existido, mas que certamente vive em mim”. São histórias que o menino Simas relembra de sua infância, como a atração da Conga, a mulher-gorila, comum nos parques do subúrbio da década de 80. Ou das balas Soft, que assombravam as crianças e seus pais, que tinham a certeza de que elas podiam matar, se engolidas inteiras.

“Todas elas, de certa forma, falam a partir da fronteira entre a crônica e a História sobre a vida que acontece nas ruas, entre festas, folguedos, brincadeiras, celebrações e miudezas. Muitas coisas foram inventadas, sobretudo aquelas que, convictamente, tenho certeza que ocorreram”, escreve Simas sobre as crônicas, na apresentação do livro.

“Coisas nossas” será lançado durante a Festa Literária Internacional de Paraty, a FLIP, no fim de julho. Simas está na programação oficial e falará sobre o subúrbio nas crônicas de Lima Barreto, autor homenageado desta edição.

Leia a crônica “Zona Norte, um guia de afetos”, aqui.