{"title":"Carlos Drummond de Andrade","description":"\u003cp\u003eCarlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira, Minas Gerais, em 1902. Poeta, contista e cronista, foi autor, entre outros, de \u003cem\u003eAlguma poesia\u003c\/em\u003e, \u003cem\u003eBrejo das almas\u003c\/em\u003e, \u003cem\u003eSentimento do mundo\u003c\/em\u003e, \u003cem\u003eClaro enigma\u003c\/em\u003e, \u003cem\u003eFazendeiro do ar\u003c\/em\u003e e \u003cem\u003eFala, amendoeira\u003c\/em\u003e, e é considerado um dos maiores nomes da poesia brasileira do século XX. Faleceu no Rio de Janeiro, em 1987, aos 84 anos.\u003c\/p\u003e","products":[{"product_id":"sentimento-do-mundo","title":"Sentimento do mundo","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eOs poemas sociais de \u003cem\u003eSentimento do mundo\u003c\/em\u003e retornam em novo projeto, com posfácio de Ailton Krenak.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e \u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eSentimento do mundo\u003c\/em\u003e, publicado em 1940, quando Carlos Drummond de Andrade tinha 38 anos, é seu terceiro livro de poemas, mas o primeiro escrito após a mudança para o Rio de Janeiro, então capital do país. O poema-título, que abre o volume, registra a abertura do poeta para uma visão mais ampla da humanidade. No conjunto de poemas aqui reunidos, há também uma atitude política mais participativa e empenhada (mesmo que ciente de seus limites) na transformação da realidade.\u003c\/p\u003e\\n\u003cp\u003eOs poemas sociais de \u003cem\u003eSentimento do mundo\u003c\/em\u003e são alguns dos melhores já produzidos em nossa literatura. “O operário no mar”, “Os ombros suportam o mundo”, “Mundo grande” e a “Noite dissolve os homens”, entre outros, são exemplos de uma literatura engajada na qual, como escreveu o crítico Antonio Candido, referindo-se ao posicionamento político de Drummond na época, a “adesão ao socialismo e a negação do sistema capitalista” se fazem “em chave de lirismo, como alguma coisa que vem de dentro e existe antes de mais nada enquanto modo de ser”.\u003c\/p\u003e\\n\u003cp\u003eEsta nova amplitude, embora represente uma inflexão na obra de Drummond, não elimina, é claro, as fortes ligações que tinha com Minas Gerais e sua cidade natal. Os dois planos convivem, de forma mais ou menos tensa, ao longo do livro. Essa conexão decisiva com as origens fica evidente, por exemplo, no poema “Confidência do itabirano”: “Alguns anos vivi em Itabira. \/ Principalmente nasci em Itabira. \/ Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.”\u003c\/p\u003e\\n\u003cp\u003eAs novas edições da obra de Carlos Drummond de Andrade têm seus textos fixados por especialistas, com acesso inédito ao acervo de exemplares anotados e manuscritos que ele deixou. Em \u003cem\u003eSentimento do mundo\u003c\/em\u003e, o leitor encontrará o posfácio do líder indígena, ambientalista e autor Ailton Krenak, e também bibliografias selecionadas de e sobre Drummond; e a seção intitulada “Na época do lançamento”, uma cronologia dos três anos imediatamente anteriores e posteriores à primeira publicação do livro.\u003c\/p\u003e\\n\u003cp\u003eBibliografias completas, uma cronologia de vida e obra do poeta e as variantes no processo de fixação dos textos encontram-se disponíveis por meio do código QR localizado na quarta capa deste volume.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159199170812,"sku":"9786555874600","price":59.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/d0229fbcda46f59ac7e685768dc235e7.jpg?v=1778875392"},{"product_id":"a-cor-de-cada-um","title":"A cor de cada um","description":"\"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eEm poemas e contos curtos, com novo projeto e ilustrações de Mayara Lista, \u003cem\u003eA cor de cada um\u003c\/em\u003e apresenta Drummond ao público infantil e juvenil.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCarlos Drummond de Andrade, um dos maiores escritores da literatura brasileira, era mestre em recontar o cotidiano. Nesta nova edição de \u003cem\u003eA cor de cada um\u003c\/em\u003e, que contém textos adicionais e ilustrações inéditas, as histórias do dia a dia se transformam em deliciosos tesouros literários, selecionados para crianças e adolescentes.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNa primeira parte do livro, “Mil novecentos e pouco”, os poemas retratam a infância e as relações familiares em uma cidadezinha do interior. A seção seguinte, “Roendo o tempo”, fala com poesia e lirismo dos problemas típicos das primeiras fases da vida – das brincadeiras de menino ao cotidiano dos colégios e aos amores de juventude.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePor fim, a seção “A cor de cada um” reúne ficções curtas sobre: um contador de histórias para o rei; um jardineiro maltratado pelas flores; uma república em que os partidos políticos se diferenciam pelas cores; um menino com fama de mentiroso; um povo distante e com estilo de vida diferente; um futuro onde será Natal o ano inteiro; uma cidade sem meninos; o encontro entre o porteiro Francisco e a cabra Marcolina; os meninos que assistem a um filme de mocinho; dois gatinhos brigando na calçada; reflexões sobre a orelha; e a visita de Pedro, o amigo, de 1 ano de idade, do poeta (na verdade, seu neto Pedro Augusto).\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAs palavras de Carlos Drummond de Andrade transmitem encantamento, humor e sensibilidade. Este livro é uma ótima chance de crianças e adolescentes de hoje lerem Drummond, conhecerem seu estilo e admirarem sua prosa e sua poesia.\u003c\/p\u003e\"","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159199269116,"sku":"9786555875072","price":59.9,"currency_code":"BRL","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/5fc6a7f8e663c7f2c80e796bfe2ce4e6_4c1b5d6c-8f26-4d9c-bd1f-ca374596f698.jpg?v=1779506314"},{"product_id":"a-rosa-do-povo","title":"A rosa do povo","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eUm dos livros mais modernistas e políticos de Drummond, \u003cem\u003eA rosa do povo\u003c\/em\u003e retorna em novo projeto, com posfácio de Affonso Romano de Sant’Anna.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\\n\u003cp\u003eA poesia de Carlos Drummond de Andrade não precisa de manual crítico para ser apreciada. A obra se basta. Mas em se tratando de \u003cem\u003eA rosa do povo\u003c\/em\u003e, o contexto histórico em que o livro foi escrito e publicado ajuda a dar ainda mais sentido aos 55 poemas que compõem essa obra-prima, publicada em 1945, quando o poeta completou 43 anos.\u003c\/p\u003e\\n\u003cp\u003eEscritos sob o impacto da Segunda Guerra Mundial e da ditadura do Estado Novo no Brasil, os versos trazem grande carga “politizada”, traço que já aparecera em livros anteriores, como Sentimento do mundo e José. É assim com o conhecidíssimo “A flor e a náusea”, onde a beleza (ou seria a poesia?) brota dos lugares mais hostis, em um tempo de desesperança, ou em “Nosso tempo” — “tempo de divisas, tempo de gente cortada” —, tão atual com suas poderosas imagens que chega a desconcertar o leitor. Sem esquecer da ode “Carta a Stalingrado”, em que o poeta deixa bem claro seu humanismo diante da barbárie.\u003c\/p\u003e\\n\u003cp\u003eMas Drummond era um poeta completo. Para além do tom desesperançoso daquele momento, ele escreveu textos metalinguísticos (“Nova canção do exílio”), poemas de amor não correspondido (“O mito”) e reflexões existenciais (“Morte no avião”). Há ainda a pérola “Caso do vestido”, uma “narrativa” épica (meio rodriguiana), sobre traição e desonra, que o Nobel Bob Dylan certamente gostaria de ter escrito.\u003c\/p\u003e\\n\u003cp\u003eNo fim, o que prevalece mesmo é a poesia maior de Drummond, com sua fé inabalável no ofício da escrita: “Contempla as palavras, cada uma tem mil faces secretas” (“Procura da poesia”). Neste livro, elas têm mesmo.\u003c\/p\u003e\\n\u003cp\u003eAs novas edições da obra de Carlos Drummond de Andrade têm seus textos fixados por especialistas, com acesso inédito ao acervo de exemplares anotados e manuscritos que ele deixou. Em \u003cem\u003eA rosa do povo\u003c\/em\u003e, o leitor encontrará o posfácio do escritor e poeta Affonso Romano de Sant’Anna, estudioso da obra drummondiana; bibliografias selecionadas de e sobre Drummond; e a seção intitulada “Na época do lançamento”, uma cronologia dos três anos imediatamente anteriores e posteriores à primeira publicação do livro.\u003c\/p\u003e\\n\u003cp\u003eBibliografias completas, uma cronologia de vida e obra do poeta e as variantes no processo de fixação dos textos encontram-se disponíveis por meio do código QR localizado na quarta capa deste volume.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159199334652,"sku":"9786555875232","price":69.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/4300a30f20d9a076bbfa4d25c610d152_22ce88fe-b636-4ab6-bab2-234e7a109b20.jpg?v=1785282558"},{"product_id":"o-elefante","title":"O elefante","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003eO elefante\u003c\/em\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cstrong\u003e, livro-poema de Carlos Drummond de Andrade, ganha uma nova edição ilustrada pela artista argentina Raquel Cané.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Fabrico um elefante \/ de meus poucos recursos”, escreve o narrador na introdução à história do simpático elefante, que, apesar de lento e meio desastrado, tem tanto a nos ensinar.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNeste livro-poema, Carlos Drummond de Andrade recorre a esta figura que, para muitos, parece grotesca e de pouca sensibilidade, para apresentar tudo o que falta no mundo corrido e insensível de hoje. O elefante é a projeção dos sonhos e desejos de cada pessoa, é também um animal abarrotado de sentidos e descobertas: texturas, sabores, cheiros e sons; sensações, sentimentos – dores e alegrias. A alegoria criada pelo autor prepara o leitor, de pouca ou muita idade, a entender o que está em jogo na vida, ou seja, na fronteira da realidade com a fantasia.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e Também as ilustrações da artista argentina Raquel Cané ajudam a dar forma aos elefantes que existem em cada um de nós – além daquele que existiu em Drummond –, todos diferentes entre si, mas sempre dispostos a reformar este mundo que já não acredita na sabedoria dos bichos.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159387980028,"sku":"9786585954020","price":64.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/34d63aa01013b888c9d764dc68e6fb85.jpg?v=1778875522"},{"product_id":"antologia-poetica","title":"Antologia poética","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eReunião de poemas feita pelo autor no auge da forma, \u003cem\u003eAntologia poética\u003c\/em\u003e retorna em novo projeto, com posfácio de Zélia Duncan.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAté 1962, quando esta antologia foi lançada, a obra poética de Carlos Drummond de Andrade, então com 60 anos, era formada pelos seguintes livros: \u003cem\u003eAlguma poesia\u003c\/em\u003e, \u003cem\u003eBrejo das almas\u003c\/em\u003e, \u003cem\u003eSentimento do mundo\u003c\/em\u003e, \u003cem\u003eJosé\u003c\/em\u003e, \u003cem\u003eA rosa do povo\u003c\/em\u003e, \u003cem\u003eNovos poemas\u003c\/em\u003e, \u003cem\u003eClaro enigma\u003c\/em\u003e, \u003cem\u003eFazendeiro do ar\u003c\/em\u003e, \u003cem\u003eViola de bolso\u003c\/em\u003e, \u003cem\u003eViola de bolso novamente encordoada\u003c\/em\u003e, \u003cem\u003eA vida passada a limpo\u003c\/em\u003e e \u003cem\u003eLição de coisas\u003c\/em\u003e. Todos hoje são clássicos da nossa literatura.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePara tornar esta coletânea algo especial, já bastaria o fato de o próprio Drummond haver selecionado os poemas que a compõem. Mas a maneira como ele a organizou, dividindo-a em seções temáticas, faz dela um verdadeiro mapa da sensibilidade do poeta, que indica os caminhos não apenas de sua produção passada, mas também do que ainda estava por escrever.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSão ao todo nove seções, com poemas sobre: 1) o indivíduo; 2) a terra natal; 3) a família; 4) os amigos; 5) o mundo social e político; 6) o amor; 7) a própria poesia; 8) divertimentos poéticos; 9) a condição existencial.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA esta amplitude temática, rara em qualquer escritor, soma-se uma grande variedade formal e notável competência técnica, o que faz de Drummond, sem dúvida, um dos poetas mais completos da língua portuguesa de ontem e de hoje.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAs novas edições da obra de Carlos Drummond de Andrade têm seus textos fixados por especialistas, com acesso inédito ao acervo de exemplares anotados e manuscritos que ele deixou. Em \u003cem\u003eAntologia poética\u003c\/em\u003e, o leitor encontrará um posfácio da cantora e compositora Zélia Duncan, e também bibliografias selecionadas de e sobre Drummond; e a seção intitulada “Na época do lançamento”, uma cronologia dos três anos imediatamente anteriores e posteriores à primeira publicação do livro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eBibliografias completas, uma cronologia de vida e obra do poeta e as variantes no processo de fixação dos textos encontram-se disponíveis por meio do código QR localizado na quarta capa deste volume.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159406985468,"sku":"9786555874624","price":79.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/321bdade4a07504ab1a3e0a730b8cd4c.jpg?v=1778875971"},{"product_id":"autorretrato-e-outras-cronicas","title":"Autorretrato e outras crônicas","description":"Coletânea de crônicas de Carlos Drummond de Andrade em edição comemorativa dos 75 anos do Grupo Editorial Record.\n\nEm edição comemorativa dos 75 anos do Grupo Editorial Record, esta coletânea de crônicas de Carlos Drummond de Andrade, com seleção de Fernando Py, é relançada com capa nova e encarte contendo fotos e uma seleção de correspondências inéditas do poeta com Alfredo Machado, fundador do Grupo.\nCom o habitual sentimento terno e amargo diante dos absurdos e da beleza da vida, Drummond registra, com perfeição e elegância, fatos da vida diária e da política brasileira, a morte de amigos, a natureza, a literatura, e até um bem-humorado e razoavelmente condescendente autorretrato: “O sr. Carlos Drummond de Andrade é um razoável prosador que se julga bom poeta, no que se ilude. Como prosador, assinou algumas crônicas e alguns contos que revelam certo conhecimento das formas graciosas de expressão, certo humour e malícia.” \n","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159475470588,"sku":"9788501112330","price":69.9,"currency_code":"BRL","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/84cc1dc26c937aa4d3245c5bb2e510bc.jpg?v=1778315843"},{"product_id":"alguma-poesia","title":"Alguma poesia","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLivro de estreia de Carlos Drummond de Andrade, \u003cem\u003eAlguma poesia\u003c\/em\u003e retorna em novo projeto, com posfácio de Ronaldo Fraga.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“No meio do caminho”, “Poema de sete faces” e “Quadrilha” estão entre os poemas mais conhecidos de Carlos Drummond de Andrade, e todos fazem parte de \u003cem\u003eAlguma poesia\u003c\/em\u003e, seu livro de estreia, publicado em 1930, quando o poeta tinha 28 anos. Aqui, mais inequivocamente do que em qualquer outra de suas obras, transparece a influência da Semana de Arte Moderna de 1922 e, sobretudo, de Mário de Andrade, com quem Drummond manteve uma farta correspondência literária.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO ideário e a estética modernistas estão presentes na maneira como o poeta se coloca no mundo – recusando antigas idealizações e inserindo-se no cotidiano, “como qualquer homem da Terra”. Estão também no delicioso senso de humor que caracteriza muitos dos poemas aqui reunidos – “Cidadezinha qualquer”, “Papai Noel às avessas”, “Cota zero” e “Balada do amor através das idades” são bons exemplos. E, por fim, estão no enfrentamento do nacionalismo como tema, caso de “Europa, França, Bahia” e “Fuga”, entre outros.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA rebeldia alegre da modernidade surge acompanhada de uma lucidez inquieta, que traz questionamentos éticos, políticos e existenciais, pondo em dúvida o avanço técnico e o progresso – “Há máquinas terrivelmente complicadas para as necessidades mais simples”, escreve o poeta. Em meio a poemas marcados pela juventude e o frescor, já se revelava, com traços firmes, a típica inteligência drummondiana.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAs novas edições da obra de Carlos Drummond de Andrade têm seus textos fixados por especialistas, com acesso inédito ao acervo de exemplares anotados e manuscritos que ele deixou. Em \u003cem\u003eAlguma poesia\u003c\/em\u003e, o posfácio é do estilista Ronaldo Fraga. O leitor encontrará também bibliografias selecionadas de e sobre Drummond; e a seção intitulada “Na época do lançamento”, uma cronologia dos três anos imediatamente anteriores e posteriores à primeira publicação do livro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eBibliografias completas, uma cronologia de vida e obra do poeta e as variantes no processo de fixação dos textos encontram-se disponíveis por meio do código QR localizado na quarta capa deste volume.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159523574012,"sku":"9786555874617","price":59.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/c0198b7b547523053417b7a1e2c8c10e.jpg?v=1778876052"},{"product_id":"quando-e-dia-de-futebol","title":"Quando é dia de futebol","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eAntologia de contos, crônicas e poemas sobre a paixão pelo esporte compartilhada pela nação e o poeta, \u003cem\u003eQuando é dia de futebol\u003c\/em\u003e retorna em novo projeto, com posfácio de Pelé.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eLogo no início desta antologia, Drummond anuncia em que campo ela será disputada: “Futebol se joga na alma.” Para o poeta, que via em todo torcedor um ameaçado de morte, o esporte definidor do brasileiro estaria intimamente ligado à ideia de mistério. Magia e ilusão eram palavras que lhe caíam bem na hora de estabelecer a intangibilidade de nosso amor pela bola. Mas Drummond entendia que o futebol expressava sobretudo uma emoção política. Nossas vitórias, escreveu, abriam os olhos do povo para suas “negadas capacidades de organização, persistência, resistência, espírito associativo e técnica”. Mais que isso: permitiam à nossa gente que descobrisse a si mesma.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eOrganizados cronologicamente, acompanhando as copas que nossa seleção venceu ou deixou de vencer entre 1954 e 1986, os poemas, crônicas e cartas reunidos neste livro também analisam os conturbados anos que precederam e se seguiram ao golpe de 1964. A Tostão, Zagallo, Gérson e Rivelino misturam-se personagens de outros certames, como Médici, Costa e Silva, Geisel e Figueiredo. A “passional mitologia da copa”, Drummond sabia, era uma atraente isca ideológica. O futebol, afinal, “às vezes regressa ao primitivismo, com escalas pelo nacionalismo zangado”.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eHá também duas seções dedicadas ao gênio de Garrincha e Pelé, dupla que o autor considerava uma espécie de antítese do Jeca Tatu de Monteiro Lobato. No comovido posfácio que escreveu para esta obra, aliás, Pelé faz questão de retribuir a afeição que o escritor sempre lhe dedicou: “O difícil, o extraordinário, não é escrever mil textos, como Drummond. É escrever um texto como Drummond.”\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAs novas edições da obra de Carlos Drummond de Andrade têm seus textos fixados por especialistas, com acesso inédito ao acervo de exemplares anotados e manuscritos que ele deixou. Em \u003cem\u003eQuando é dia de futebol\u003c\/em\u003e, o leitor encontrará o posfácio do ídolo do futebol Pelé e bibliografias selecionadas de e sobre Drummond.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eBibliografias completas, uma cronologia de vida e obra do poeta e as variantes no processo de fixação dos textos encontram-se disponíveis por meio do código QR localizado na quarta capa deste volume.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159523606780,"sku":"9786555875256","price":69.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/716635a30b7eafa85cc859824d6b871b.jpg?v=1782187296"},{"product_id":"a-intensa-palavra","title":"A intensa palavra","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003eA intensa palavra\u003c\/em\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cstrong\u003e reúne, pela primeira vez, crônicas de Carlos Drummond de Andrade originalmente publicadas no antigo jornal carioca \u003cem\u003eCorreio da Manhã\u003c\/em\u003e, entre 1954 e 1969. Esta obra oferece uma imersão profunda na vida cotidiana e poética de Drummond e na história política  do Brasil, revelando a percepção singular de um dos maiores poetas, cronistas e contistas da literatura brasileira.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eA intensa palavra \u003c\/em\u003eé uma coletânea inédita de 150 crônicas do poeta, cronista e contista Carlos Drummond de Andrade, nunca antes vistas em livro. Estes textos, publicados entre 1954 e 1969 nas páginas do \u003cem\u003eCorreio da Manhã – \u003c\/em\u003eantigo jornal carioca que, durante a ditadura militar, foi perseguido e fechado em diversas ocasiões –, ficaram por quase três quartos de século no vasto acervo pessoal do autor.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eOrganizada pelo também cronista Luís Henrique Pellanda, a obra funciona como uma lente que amplia nossa compreensão acerca do tempo e do cotidiano, refletindo a visão de Drummond sobre o século XX. Pellanda observa, no texto de apresentação à edição, que o cronista é, em essência, “um cortejador de acasos”, e que, apesar de o período em que foram escritas estar claramente marcado nas crônicas, Drummond, mesmo à distância no tempo, consegue captar e transmitir nelas problemas e vivências universais e ainda atuais, aproximando-se dos leitores que “estão sempre buscando alguma confluência entre o que leem e o que vivenciam no seu dia a dia. E é justamente nesse terreno fértil e movediço, no qual as coincidências se multiplicam com o avanço das décadas e a evolução da mentalidade de leitores cada vez mais diversos, que uma crônica escrita no Brasil, há setenta anos, pode ganhar novos sentidos”.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eA intensa palavra: crônicas inéditas do Correio da Manhã, 1954-1969 \u003c\/em\u003echega, assim, em boa hora para os admiradores das obras de Drummond e para os apaixonados por este gênero literário que, como o próprio autor descreve em uma de suas crônicas mais conhecidas – “Fala, amendoeira” (1954) –, é um “ofício de rabiscar sobre as coisas do tempo”. E não há forma melhor de explorar as nuances da vida e do tempo do que por meio dos escritos de um dos maiores nomes da literatura brasileira.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Que Carlos Drummond de Andrade seja um dos maiores poetas da língua portuguesa não restam dúvidas. Que também figure entre os seus maiores cronistas parece indiscutível [...]. Por isso, é sempre motivo de júbilo quando nos deparamos com textos inéditos em livro que permaneciam esquecidos em arquivos só acessíveis a pesquisadores, e que nos trazem o autor no frescor de sua tarefa cotidiana de ‘cortejador de acasos’, na feliz definição dada pelo compilador desse \u003cem\u003eA intensa palavra\u003c\/em\u003e, o também cronista, e excelente, Luís Henrique Pellanda.” – Luiz Ruffato, para o texto de orelha de \u003cem\u003eA intensa palavra\u003c\/em\u003e.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159524196604,"sku":"9786555879377","price":149.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/f3f96c5c2fa39fb15180fec27942f88e_f948c508-d423-4dad-8438-a5df1ed8f137.jpg?v=1778873911"},{"product_id":"o-observador-no-escritorio","title":"O observador no escritório","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eNesta nova edição de \u003cem\u003eO observador no escritório\u003c\/em\u003e, com novo projeto gráfico e posfácio inédito de Míriam Leitão, o leitor tem o privilégio de mergulhar no cotidiano mais íntimo de Carlos Drummond de Andrade, a partir das anotações feitas em seu diário ao longo de mais de trinta anos.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA aura mítica que envolve a figura e a poesia de Carlos Drummond de Andrade ganha contornos reais neste \u003cem\u003eO observador no escritório\u003c\/em\u003e. O leitor tem aqui o privilégio de mergulhar no cotidiano do poeta a partir de anotações de seu diário, que cobre um arco narrativo de mais de trinta anos – de 1943 a 1977.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePublicado pela primeira vez no \u003cem\u003eJornal do Brasil\u003c\/em\u003e entre 1980 e 1981, esse registro histórico por pouco não sucumbe ao perfeccionismo do autor, que cogitou destruir seus escritos em um impulso kafkiano. Finalmente editado o livro em 1985, ele revela a diversidade de interesses do autor, em um período de intensa instabilidade política no Brasil e no mundo: o fim do Estado Novo e da Segunda Guerra Mundial; a volta de uma ditadura a partir de 1964; o embate entre militares e a esquerda etc.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eMas “nem só de política vive o homem, se é que ela o deixa viver”, como diz o escritor consigo mesmo. Para além de sua preocupação com os rumos do Brasil, estão registrados também lances de sua vida íntima, como uma tarde despretensiosa na casa de Fernando Sabino, acompanhado de João Cabral de Melo Neto e Vinicius de Moraes; uma recepção ao poeta Pablo Neruda em visita ao Rio de Janeiro; ou, ainda, uma comovente descrição do enterro do canário da família Drummond.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO diário também registra um momento de transição na vida profissional do autor, quando deixa o então Ministério da Educação e da Saúde Pública para viver da escrita, seja no jornalismo ou na literatura: “Sinto o interesse de ganhar a vida fora do círculo paternalista da burocracia.”\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eVariando entre textos longos, tal qual uma reportagem, e notas curtas, como um \u003cem\u003epost\u003c\/em\u003e de rede social, Drummond transforma o comezinho em arte. E, por meio de sua lente privilegiada, o Brasil das ruas se transforma em obra literária.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Uma coisa é ler um livro para escrever um posfácio. Outra, é conviver com Drummond. É entrar em seu escritório e observá-lo escrevendo ideias soltas, enquanto Crispim, seu gato, com personalidade oposta à de Inácio, que era ‘esquivo e seco’, ‘mostra-se disposto à confraternização’. Virou seu grande amigo no escritório. ‘Só que nem sempre me deixa escrever.’ Terminei o livro sentindo a alegria da intimidade com o poeta cujos versos vieram comigo pela vida.” ­– \u003cstrong\u003eMíriam Leitão\u003c\/strong\u003e, para o posfácio de \u003cem\u003eO observador no escritório\u003c\/em\u003e.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159548510460,"sku":"9788501921987","price":99.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/ff14b363e4d9dc4a336648ce314882d0.jpg?v=1783741779"},{"product_id":"jose-novos-poemas","title":"José \u0026 Novos poemas","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003eJosé \u0026amp; Novos poemas \u003c\/em\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cstrong\u003eé um volume que compila duas coletâneas de poemas emblemáticos do grande Carlos Drummond de Andrade, originalmente publicadas em 1942 e 1948. Estas obras, que foram reunidas em um mesmo livro pela primeira vez em 1967, sob o título \u003cem\u003eJosé \u0026amp; outros: poesia\u003c\/em\u003e, agora retornam com novo projeto gráfico e posfácio inédito da poeta Laura Liuzzi.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCom “José”, poema publicado na coletânea \u003cem\u003ePoesias\u003c\/em\u003e, em 1942, e que dá título a um dos livros reunidos neste volume, Carlos Drummond de Andrade demoliu a barreira entre alta e baixa cultura. O verso inicial – “E agora, José?” –, de um poema contundente e desafiador, ganhou diversas interpretações e conotações na boca do povo, “viralizando” por meio de citações que vão da literatura à propaganda. Marco do modernismo brasileiro, tornou-se também parte da cultura popular.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCom apenas doze poemas, o livro \u003cem\u003eJosé\u003c\/em\u003e, no entanto, tem muitos outros momentos inspiradores, como as imagens tristes da vida urbana no poema “Edifício Esplendor”, lugar com “complicadas instalações do gás \/ úteis para suicídio”. Deixando Minas Gerais na metade dos anos 1930, o jovem poeta é assombrado pela solidão, seja na lembrança do ambiente rural de sua infância em Itabira (“O boi” e “Viagem na família”), ou no agito do Rio de Janeiro da época (“A bruxa”).\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eJá \u003cem\u003eNovos poemas\u003c\/em\u003e, publicado em 1948, fecha uma década de produção espetacular, em que Drummond legou à literatura brasileira os fundamentais \u003cem\u003eSentimento do mundo \u003c\/em\u003e(1940) e \u003cem\u003eA rosa do povo \u003c\/em\u003e(1945). Em seu derradeiro livro dos anos 1940, o poeta se equilibra entre o sentido trágico da vida e a esperança. No melancólico “Desaparecimento de Luísa Porto”, o manto de incertezas que cobre o mundo, após um longo período de guerra, é transferido para o drama particular de uma mãe à espera da filha perdida. “Notícias de Espanha” e “A Federico García Lorca” retomam o Drummond engajado. Mas a doçura de “Canção amiga”, poema musicado por Milton Nascimento três décadas depois, mostra a faceta mais generosa e esperançosa do poeta.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCom \u003cem\u003eNovos poemas\u003c\/em\u003e, Carlos Drummond de Andrade arremata um capítulo essencial de nossa história poética, e pavimenta o caminho para um futuro igualmente brilhante, em que retoma formas sem abandonar o lirismo de sua melhor poesia.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Não é difícil notar algo na obra de Drummond que, apesar de se inscrever notavelmente em seu tempo, supera as marcas que a fariam envelhecer, como se o rio espesso dos anos levasse aquilo que perece e deixasse o que teima em não desaparecer: como as pedras, mas também as areias, que se rearranjam a todo momento.” – Laura Liuzzi, para o posfácio de \u003cem\u003eJosé \u0026amp; Novos poemas\u003c\/em\u003e.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159548575996,"sku":"9788501922007","price":84.9,"currency_code":"BRL","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/72e255bb6522bf598c1f35c495cdafa2_bd1d089d-ea5c-4794-b861-0e48e6dfd007.jpg?v=1780024710"},{"product_id":"o-cinema-de-perto-prosa-e-poesia","title":"O cinema de perto: prosa e poesia","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eEm \u003cem\u003eO cinema de perto: prosa e poesia\u003c\/em\u003e, uma reunião inédita de suas crônicas e de seus poemas sobre a sétima arte, Carlos Drummond de Andrade demonstra ser um verdadeiro cinéfilo. Com entusiasmo, o autor celebra seu encanto por atrizes, atores, cineastas e toda a magia do universo cinematográfico.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eQuem são os ídolos dos nossos ídolos? Quem os inspira a criar obras que amamos? Nesta seleta inédita de crônicas e poemas – organizada por Pedro Augusto Graña Drummond, neto de Carlos Drummond de Andrade, e Rodrigo Lacerda –, nosso maior poeta emerge de textos emocionantes para anunciar de peito aberto seu encanto por atrizes, atores, cineastas e toda a liturgia que envolve a sétima arte do século XX.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAs atrizes têm lugar especial na memória afetiva do cronista e autointitulado fundador da “Sociedade dos Loucos Apaixonados por Greta Garbo”. Fascinado pela artista sueca, Drummond se deixa levar pelos “delírios de fã”, inventando uma visita de Garbo a Belo Horizonte, com diálogos e encontros que nunca existiram. Já sobre Marlene Dietrich, ele diz: “Pra mim, ela não nasceu: apareceu.” No panteão do poeta, há ainda lugar especial para Bette Davis, Ingrid Bergman, Romy Schneider e Catherine Deneuve, entre outras estrelas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eFormado nas poltronas do Odeon, na capital mineira, o escritor também mira seu olhar para o cinema nacional, ora preocupado com os caminhos da produção cinematográfica (as políticas públicas, o preço do ingresso, a censura, o começo do desaparecimento das salas de rua etc.), ora exaltando realizadores como Joaquim Pedro de Andrade e Glauber Rocha. E, claro, escrevendo de forma generosa sobre as nossas divas brasileiras, como Fernanda Montenegro e Sônia Braga.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePara Sérgio Augusto, grande jornalista e crítico de cinema, que assina o prefácio desta edição, “O poeta de Itabira foi um ativo cronista cinematográfico em publicações de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro, ao longo de praticamente seis décadas. [...] Era uma voz permanentemente solidária contra a censura e um entusiasta do que de melhor o cinema brasileiro produziu”.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eO cinema de perto: prosa e poesia\u003c\/em\u003e é, então, uma declaração de amor de Carlos Drummond de Andrade a uma forma de arte que ajudou a moldar a sua sensibilidade. Aqui, as histórias da literatura e do cinema se cruzam pelo olhar de um mestre da palavra, para quem, sabiamente, o “cinema é outra vida, ao lado da vida”.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159642620156,"sku":"9786555876802","price":129.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/f5f1143655f0e05c229fbee12e8636aa_324a70c4-6f32-4bc1-a05a-9d7ea3eaa59e.jpg?v=1778876653"},{"product_id":"viola-de-bolso","title":"Viola de bolso","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003eViola de bolso\u003c\/em\u003e, reunião de poemas de Carlos Drummond de Andrade lançada nos anos 1950, chega a sua terceira edição, com 25 poemas inéditos nas edições anteriores.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eUma das joias que marcam o retorno do poeta Carlos Drummond de Andrade ao catálogo da Editora José Olympio é sem dúvida a nova edição de \u003cem\u003eViola de bolso\u003c\/em\u003e. Lançado originalmente em 1952, pelo Ministério da Educação e Saúde, o livro teve segunda edição pela Livraria José Olympio Editora, em 1955, com adição de 56 novos poemas, totalizando 91. Esta terceira edição, de 2022, reúne os poemas da segunda – acrescidos de marcas de revisão feitas à mão por Drummond em seu exemplar – e inclui novas peças, 25 poemas inéditos nas edições anteriores, recentemente encontradas pelos netos do poeta.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEsses poemas, que haviam sido organizados pelo próprio autor em uma pasta intitulada “Viola de bolso (nova)”, aparecem também em versão fac-similar. Tanto para estudiosos de Drummond quanto para leitores de poesia, é possível observar as mudanças feitas em certos poemas de uma edição para a outra. Mudanças que mostram a preocupação do poeta com seus escritos e que provam como uma criação literária é um processo contínuo, que nunca se dá por acabado.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAlém de a nova edição apresentar um projeto gráfico caprichado, em capa dura, será uma experiência muito proveitosa ler os escritos que Drummond reúne em \u003cem\u003eViola de bolso. \u003c\/em\u003eO livro é uma espécie de inventário sentimental do poeta em homenagem a lugares, afetos, pensamentos e, em sua maioria, a pessoas próximas; amigos, artistas e personalidades importantes – dentre estes, o próprio José Olympio –,  que conquistaram o coração do grande escritor itabirano. As dedicatórias compõem uma constelação que evidencia a rara destreza de Drummond para construir belas peças poéticas amarradas à própria vida.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159670276348,"sku":"9786558471004","price":154.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/982641e15c7748d68daf78ce82be937a.jpg?v=1783744481"},{"product_id":"o-poder-ultrajovem","title":"O poder ultrajovem","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eReunindo crônicas, contos e poemas de Drummond, \u003cem\u003eO poder ultrajovem\u003c\/em\u003e retorna em novo projeto, com posfácio de Antonio Prata.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA versatilidade de Carlos Drummond de Andrade fica mais que evidente em \u003cem\u003eO poder ultrajovem\u003c\/em\u003e, livro reunião de textos publicados na imprensa no final da década de 1960 e início da década de 1970. Publicado originalmente em 1972, este livro mostra a enorme pluralidade e incrível capacidade criativa de Drummond também na prosa. Trata-se de um verdadeiro deleite para os fãs de Drummond e de literatura em geral.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNos 77 textos que compõem esta coletânea, o autor mineiro apresenta um repertório vasto — da mais alta cultura à percepção minuciosa da realidade brasileira nos anos 1960 e 1970. Um tempo também marcado pela dicotomia entre a ditadura militar e o “desbunde” cultural.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eTransitando com desenvoltura pela crônica, pelo conto e, claro, pela poesia, o escritor muitas vezes mistura tudo, borrando as fronteiras dos gêneros literários. A começar pelo título do livro, Drummond apresenta uma visão esperançosa da rebeldia juvenil. E seu olhar amplo ― regra geral de todo bom cronista ― alcança absolutamente tudo: do preço do chuchu à pauta de costumes, passando pelas enchentes de verão, por um curioso caso de doação de elefante e por uma comovente homenagem à amiga Cecília Meireles. Tudo isso com humor, ironia e leveza.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eFato é que \u003cem\u003eO poder ultrajovem\u003c\/em\u003e capta com maestria o espírito daquele tempo, com sua moral, gírias e astral. Faz jus à tradição da crônica, o mais brasileiro dos gêneros literários, ao fotografar uma geração, com suas belezas e contradições. Alguns dos jornais que publicaram esses textos já não existem mais, assim como o Brasil retratado neles. Isso pouco importa. Os textos de \u003cem\u003eO poder ultrajovem\u003c\/em\u003e resistem à passagem do tempo, mostrando as diversas facetas de um país pelo olhar generoso e perspicaz deste gênio chamado Carlos Drummond de Andrade.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAs novas edições da obra de Carlos Drummond de Andrade têm seus textos fixados por especialistas, com acesso inédito ao acervo de exemplares anotados e manuscritos que ele deixou. Em \u003cem\u003eO poder ultrajovem\u003c\/em\u003e, o leitor encontrará o posfácio do escritor Antonio Prata; bibliografias selecionadas de e sobre Drummond; e a seção intitulada “Na época do lançamento”, uma cronologia dos três anos imediatamente anteriores e posteriores à primeira publicação do livro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eBibliografias completas, uma cronologia de vida e obra do poeta e as variantes no processo de fixação dos textos encontram-se disponíveis por meio do código QR localizado na quarta capa deste volume.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159734468860,"sku":"9786555876451","price":69.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/c89982866c56d32c2c73839a2f529878.jpg?v=1783742885"},{"product_id":"moca-deitada-na-grama","title":"Moça deitada na grama","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eÚltimo livro em prosa organizado por Carlos Drummond de Andrade, e publicado três meses após sua morte, \u003cem\u003eMoça deitada na grama\u003c\/em\u003e reúne o melhor de suas crônicas, carregadas de lirismo e poesia.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAssim como os colegas mineiros Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos e Fernando Sabino, Carlos Drummond de Andrade marcou a ferro quente seu nome na crônica brasileira. Durante mais de sessenta anos, foi presença constante em jornais e revistas do país. Esteve com os brasileiros nos momentos políticos decisivos, nos períodos de vacas magras da economia, na transformação arquitetônica das cidades, na chegada de novas tecnologias e, principalmente, naqueles instantes de distração, em que só o que importa é a coloquialidade da vida, o comezinho e o efêmero.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEssa percepção arguta e ampla da realidade está presente em \u003cem\u003eMoça deitada na grama\u003c\/em\u003e, último livro em prosa organizado pelo autor, publicado em novembro de 1987, apenas três meses após sua morte. Praticando o que chamava de “vadiagem vocabular”, Drummond vai do popular ao filosófico, equilibrando-se entre a realidade e o devaneio. “Como é bom ir navegando assim”, confessa em “Um pouco de nada e de tudo”, magistral crônica em que resgata a visão onírica de Federico Fellini sobre a vida ao dizer “O mundo é um navio no qual embarcamos para jogar em alto-mar as cinzas de uma cantora célebre”.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eOutro traço marcante dessas sessenta crônicas é a amplitude construída por Drummond, que as expande em um misto de ficção e não ficção – assim, nessa toada, o escritor se revela um mestre do diálogo, recurso literário tão associado aos romancistas e dramaturgos. Tudo isso salpicado pelo humor peculiar do autor, com altas doses de ironia e sarcasmo. Uma fórmula perfeita para falar de coisas sérias sem perder a graça.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159768678652,"sku":"9788501920201","price":79.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/c2eb4796e72258c891d46a5c8384eee3.jpg?v=1783744092"},{"product_id":"claro-enigma","title":"Claro enigma","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eMarco da maturidade filosófica e poética de Drummond, \u003cem\u003eClaro enigma\u003c\/em\u003e retorna em novo projeto, com posfácio de Mia Couto.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“E como ficou chato ser moderno. \/ Agora serei eterno”, escreveu Drummond em um poema do livro \u003cem\u003eFazendeiro do ar\u003c\/em\u003e, de 1954. Mas esse distanciamento da atitude poética modernista – com tudo que ela continha de euforia, rebeldia e otimismo – vinha de antes. Mais precisamente, deste \u003cem\u003eClaro enigma\u003c\/em\u003e, publicado em 1951, quando o autor se aproximava dos 50 anos de idade.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eOs recursos da poesia moderna passam a conviver com formas fixas, entre elas os sonetos, e com esquemas de rimas e metros clássicos na língua portuguesa, como a redondilha, o decassílabo e o alexandrino. O tom jocoso, muitas vezes presente nos livros anteriores, se torna aqui predominantemente grave e elevado.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eComo a contradição dos termos no título do livro já sugere, Drummond não buscava um simples retorno à ordem. Um sentido de incompletude, de insolvência, presente em vários poemas, corrói qualquer ilusão de estabilidade. \u003cem\u003eClaro enigma\u003c\/em\u003e demonstra, acima de tudo, que a maturidade, longe de representar um ponto de vista fixo e seguro, recoloca em outro patamar as inquietações e angústias da juventude.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAs novas edições da obra de Carlos Drummond de Andrade têm seus textos fixados por especialistas, com acesso inédito ao acervo de exemplares anotados e manuscritos que ele deixou. Em \u003cem\u003eClaro enigma\u003c\/em\u003e, o leitor encontrará um posfácio do vencedor do prêmio Camões Mia Couto, e também bibliografias selecionadas de e sobre Drummond; e a seção intitulada “Na época do lançamento”, uma cronologia dos três anos imediatamente anteriores e posteriores à primeira publicação do livro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eBibliografias completas, uma cronologia de vida e obra do poeta e as variantes no processo de fixação dos textos encontram-se disponíveis por meio do código QR localizado na quarta capa deste volume.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159786569980,"sku":"9786555874648","price":59.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/a5702dd78eda939f745566afaf79cedc_7859641f-5a02-451d-9ac5-993c6bec9407.jpg?v=1783998565"},{"product_id":"crianca-dagora-e-fogo","title":"Criança dagora é fogo","description":"\"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eEm crônicas voltadas para o público infantil e juvenil, com novo projeto e ilustrações de Mayara Lista, Drummond trata do cotidiano com muito humor e leveza.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNesta nova edição de \u003cem\u003eCriança dagora é fogo\u003c\/em\u003e, com textos adicionais e ilustrações inéditas, o grande contador de histórias Carlos Drummond de Andrade faz um retrato sensível e divertido da vida cotidiana, que certamente encantará crianças e jovens de todas as idades.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNo conto de abertura do livro, uma menina de 4 anos vai ao restaurante com o pai e demonstra seu “poder ultrajovem”. A história seguinte, “Na delegacia”, conta a inusitada reação da mãe ao descobrir o verdadeiro motivo de seu filho ter sido preso. Em “Tareco, Badeco e os garotos”, duas crianças se divertem ligando para um desconhecido — afinal, “criança dagora é fogo”! A disputa de dois irmãos que moram em um colégio interno e vivem a expectativa de ganhar um presente com a visita do padrinho é o tema de “Caso de escolha”. “Serás Ministro” mostra as consequências da escolha de um nome inusitado para a criança. “Na estrada” narra a história de um menino de pernas tortas que só queria brincar como os outros. Em “O segredo do cofre”, um menino descobre o que havia no grande cofre misterioso embutido na parede de sua casa. “A menininha e o gerente” acompanha uma garotinha deixada pelo pai com o funcionário de uma loja por “quinze minutinhos, no máximo”. “A outra senhora” mostra uma menina escrevendo a redação por ocasião do Dia das Mães. E em “A boca, no papel”, o poeta ajuda um pequeno amigo a falar sobre a boca, pois, afi­nal, “é sempre por ela que falamos dela”.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCrianças e adolescentes de hoje, como os de ontem, irão adorar a prosa sensível de Drummond. Um escritor ­fino, capaz de deliciosas fabulações a partir do dia a dia.\u003c\/p\u003e\"","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159790469372,"sku":"9786555875089","price":59.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/8fec9bc71fcada3b8922dcf184a44db7_8e8bcfb3-a33c-446b-b80d-43e1276b5e04.jpg?v=1778874820"},{"product_id":"as-impurezas-do-branco","title":"As impurezas do branco","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eExtremamente atual mesmo meio século após sua publicação, \u003cem\u003eAs impurezas do branco\u003c\/em\u003e retorna em novo projeto, com posfácio de Bruna Lombardi.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEm 1973, Drummond já era tido por muitos como um autor clássico. E talvez ele próprio, apesar do ceticismo e da ironia que o caracterizavam, já se sentisse um pouco assim. O “amor é privilégio de maduros”, escreveu o poeta. Verso de quem sabia ler muito bem a sua época, o fim de um século em que até o sentimento amoroso exigia ser comunicado, noticiado, desentranhado em palavras, as tais impurezas a perturbar o branco silencioso do papel.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eMeio século depois de sua publicação, este livro ainda ressoa. E quem o quiser ler hoje, no Brasil — “essa parte de mim fora de mim \/ constantemente a procurar-me” —, certamente irá se surpreender com sua atualidade estética e política. Em “Diamundo”, Drummond canta as “24h de informação” a que os “jornaledores” estariam expostos. E enfileira alguns dos assuntos com que éramos e continuamos sendo bombardeados diariamente: a especulação financeira e imobiliária, o sensacionalismo midiático, o culto à celebridade, o colapso do clima, a escravização dos trabalhadores rurais no interior do país, as consequências do garimpo na Amazônia, a crise dos combustíveis, a cultura dos remédios, do automóvel, do crime.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePara Drummond, todos estes temas se misturavam por artes do deus Kom Unik Assão, entidade cada vez mais divinizada, a unir e transformar tudo à sua volta. O amor e o desamor, a idade e a memória, a “dangerosíssima viagem de si a si mesmo”, a saudade dos amigos e a profunda admiração pelos artistas de sua terra, este “lugar de muita miséria”, “pouca diversão” e uma única certeza: é também da poesia drummondiana que emana a dor que o poeta, de algum modo, queria que nos irmanasse.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAs novas edições da obra de Carlos Drummond de Andrade têm seus textos fixados por especialistas, com acesso inédito ao acervo de exemplares anotados e manuscritos que ele deixou. Em \u003cem\u003eAs impurezas do branco\u003c\/em\u003e, o leitor encontrará o posfácio da atriz e poeta Bruna Lombardi; bibliografias selecionadas de e sobre Drummond; e a seção intitulada “Na época do lançamento”, uma cronologia dos três anos imediatamente anteriores e posteriores à primeira publicação do livro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eBibliografias completas, uma cronologia de vida e obra do poeta e as variantes no processo de fixação dos textos encontram-se disponíveis por meio do código QR localizado na quarta capa deste volume.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159790600444,"sku":"9786555875225","price":69.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/9d2017fbcc06257170b989c7624aa4e4.jpg?v=1781755381"},{"product_id":"o-gato-solteiro-e-outros-bichos","title":"O gato solteiro e outros bichos","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eEm poemas, crônicas e contos publicados em jornais e livro, esta edição ilustrada reúne o Drummond defensor da natureza e dos animais.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNa crônica “Gente, bicho”, Carlos Drummond de Andrade afirma que “amar os animais é uma espécie de ensaio geral para nos amarmos uns aos outros”. Esta coletânea de crônicas, poemas e contos, publicados em jornais e livros, foi organizada por seu neto, Pedro Augusto, que herdou do avô o amor pelos bichos, dos menores passarinhos aos maiores mamíferos, passando por nossos companheiros domésticos, como o gato que dá título ao livro. Afinal, “todo animal é mágico”.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNascido e criado no interior de Minas, Drummond passou a vida adulta no Rio de Janeiro, sem jamais deixar de se comover com os bichos. Criou, com a amiga Lya Cavalcanti, o “jornaleco” anual \u003cem\u003eA Voz dos que Não Falam\u003c\/em\u003e, para tratar de assuntos relacionados à causa animal, da qual foi ferrenho defensor.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNo conto “Os bichos chegaram”, Drummond fala de uma “tendência fraternalista” dos animais – são “amigos entre si, e amigos da espécie humana: contraste flagrante com o comportamento suspeitoso, e mesmo guerreiro, do homem para com o seu semelhante”. \u003cem\u003eO gato solteiro e outros bichos\u003c\/em\u003e resgata a face drummondiana talvez menos conhecida pelos jovens leitores: a de amante da natureza e defensor dos animais.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159791223036,"sku":"9786555875263","price":69.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/d3938d91506a4f56ca9aa4ab42c20ca0.jpg?v=1778814715"},{"product_id":"fazendeiro-do-ar","title":"Fazendeiro do ar","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eEmblemática obra da fase adulta de Drummond, \u003cem\u003eFazendeiro do ar\u003c\/em\u003e retorna em novo projeto, com posfácio de Mariana Ianelli.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eFazendeiro do ar\u003c\/em\u003e, publicado em 1954, sucedeu \u003cem\u003eClaro enigma\u003c\/em\u003e — uma das obras mais importantes de Drummond e da poesia brasileira — e tornou-se igualmente emblemático da fase madura do poeta. Ao longo de pouco mais de vinte poemas, Drummond nunca repete “fórmulas” e alterna com maestria recursos poéticos: vai do soneto ao poema em prosa, passando pelo verso livre.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA morte e a efemeridade da vida são temas que permeiam toda a obra, compondo uma sequência arrebatadora de poemas inspiradíssimos, que se inicia em “A distribuição do tempo” (“Um minuto, um minuto de esperança, \/ e depois tudo acaba.”) e segue com dois textos em homenagem aos poetas Américo Facó e Jorge de Lima, ambos mortos em 1953.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO fim do ciclo da vida também está presente em “Cemitérios”, uma série de poemas breves muito desconcertantes, com tiradas antológicas: “Do lado esquerdo carrego meus mortos. \/ Por isso caminho um pouco de banda.” “Morte de Neco Andrade” é outro achado, talvez o texto mais excêntrico do conjunto, um poema em prosa com toques de faroeste, com direito a uma surpreendente reviravolta no fim.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO livro ainda traz outros temas recorrentes na produção de Drummond, como o amor, revelado no instigante “O quarto em desordem”, em que o poeta diz: “Na curva perigosa dos cinquenta \/ derrapei neste amor.” E o tratado sobre a passagem do tempo que ele constrói em “Eterno”: “eterno é tudo aquilo que vive uma fração de segundo \/ mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força o resgata”.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eRepleto de imagens crepusculares, \u003cem\u003eFazendeiro do ar\u003c\/em\u003e é uma fábrica de estilhaços poéticos poderosos, onde Drummond continua sua bem-sucedida missão de dar sentido à máquina do mundo.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAs novas edições da obra de Carlos Drummond de Andrade têm seus textos fixados por especialistas, com acesso inédito ao acervo de exemplares anotados e manuscritos que ele deixou. Em \u003cem\u003eFazendeiro do ar\u003c\/em\u003e, o leitor encontrará: o posfácio, escrito por Mariana Ianelli, poeta, ensaísta, cronista e crítica literária; bibliografias selecionadas de e sobre Drummond; e a seção intitulada “Na época do lançamento”, uma cronologia dos três anos imediatamente anteriores e posteriores à primeira publicação do livro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eBibliografias completas, uma cronologia da vida e da obra do poeta e as variantes no processo de fixação dos textos encontram-se disponíveis por meio do código QR localizado na quarta capa deste volume.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159793320188,"sku":"9786555877236","price":59.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/b69866ad411d070dc0a3bb5929dd7d90_636d25ef-0d26-4156-a4fc-cfd9765ff921.jpg?v=1783743874"},{"product_id":"declaracao-de-amor","title":"Declaração de amor","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLançado pela Editora Record em 2005, Declaração de amor volta às livrarias nesta nova edição, revista e ampliada, com a seleção dos mais belos poemas de amor de Carlos Drummond de Andrade.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Que pode uma criatura senão, \/ entre criaturas, amar?”, pergunta Carlos Drummond de Andrade em um poema desta coletânea, organizada por dois de seus netos, Luis Mauricio Graña Drummond e Pedro Augusto Graña Drummond, e pelo estudioso de sua obra Edmílson Caminha. Aqui, o amor não é tema abstrato, sonho, fantasia, mas atração plena de libido, de desejo, de pulsão de vida. Um dos maiores nomes da literatura mundial no século XX, o poeta não derrapa na pieguice, no melodrama, no apelo à emoção, mas cria versos que encantam o leitor pela riqueza humana, pela força dos sentimentos e pelo apuro da forma. Muitas vezes, também pela delicadeza e o senso de humor.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eLançado pela Editora Record em 2005, \u003cem\u003eDeclaração de amor\u003c\/em\u003e volta às livrarias nesta nova edição, revista e ampliada, com capa dura, a que se acrescentam seis poemas do livro \u003cem\u003ePoesia errante\u003c\/em\u003e: “A essa altura da vida”, “Amor – eu digo”, “Canção de namorados”, “Nossa história de amor”, “Papinho lírico no Dia dos Namorados” e “Quero sentir”. Declarações amorosas que nos fazem concordar com Drummond, quando escreveu: “Amor é primo da morte, \/ e da morte vencedor, \/ por mais que o matem (e matam) \/ a cada instante de amor.”\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159835787516,"sku":"9788501920195","price":99.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/74437d1adf3eedd43459c116bd958731_da5f5c96-3cf2-4e1e-adcb-6367e9136a30.jpg?v=1780975468"},{"product_id":"boitempo-ii-esquecer-para-lembrar","title":"Boitempo II: Esquecer para lembrar","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eSegundo volume da reunião de poemas memorialísticos de Drummond, \u003cem\u003eBoitempo II: Esquecer para lembrar \u003c\/em\u003eretorna em novo projeto, com posfácio de Heloisa Murgel Starling.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEm \u003cem\u003eBoitempo II\u003c\/em\u003e, Drummond se afasta da infância rural e ingressa em um mundo novo, o da tecnização forçada, onde só importa o que cada um produz ou comercializa: chapéu, gaiola, punhal, geleia, pão de queijo, caixão. O menino de Itabira, porém, nada fabrica: apenas assiste às fabricações.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eÉ desse ponto de vista, de observador desconfi­ado, que vemos o progresso en­fim chegar ao Brasil do interior, impondo suas multas e restrições: é proibido galopar pelas ruas de pedra, estender roupa branca entre os túmulos do cemitério, rezar alto de madrugada. Mas, então, pergunta-se o futuro poeta: “Que fazer, para não morrer de paz?”\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCarlos é mandado à escola, deixa a casa paterna, aventura-se no trem de ferro, estuda latim e gramática, destaca-se nos panfletos estudantis, ganha o apelido de Anarquista. Os padres o expulsam do colégio, acusando-o de “insubordinação mental”. Rejeitado, o adolescente perde a fé. Decide deixar de ser “santo” para tornar-se “barro e palavrão, \/ humana falha, signo terrestre”.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCavalgando o tempo — “uma cadeira ao sol, e nada mais” —, o poeta cresce. De repente se vê moço e solto em Belo Horizonte. Bancado pela família, frequenta a vida literária, entre os modernistas do Café Estrela e da Livraria Alves. Forma-se em Farmácia, mas “apenas na moldura”.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eVadia, namora e dorme. Ouve o chamado da escrita e do serviço público, torna-se redator de jornal, escreve para o Partido Republicano Mineiro, mas algo o incomoda. É a “consciência suja”, o remorso de ser um “inconvicto escriba ofi­cial”. Ele ainda cultiva em si o menino Carlos, o do segundo ginasial, que sonhava “emitir clarões \/ de astro-rei literário”. Não demoraria a acontecer. Era só uma questão de tempo.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAs novas edições da obra de Carlos Drummond de Andrade têm seus textos fixados por especialistas, com acesso inédito ao acervo de exemplares anotados e manuscritos que ele deixou. Em \u003cem\u003eBoitempo II\u003c\/em\u003e, o leitor encontrará o posfácio da historiadora Heloisa Murgel Starling; bibliografias selecionadas de e sobre Drummond; e a seção intitulada “Na época do lançamento”, uma cronologia dos três anos imediatamente anteriores e posteriores à primeira publicação do livro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eBibliografias completas, uma cronologia de vida e obra do poeta e as variantes no processo de fixação dos textos encontram-se disponíveis por meio do código QR localizado na quarta capa deste volume.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159855939836,"sku":"9786555876598","price":89.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/12b198cd2af581ccfc800725270bda5a.jpg?v=1783741684"},{"product_id":"boitempo-i-menino-antigo","title":"Boitempo I: Menino antigo","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003ePrimeiro volume da reunião de poemas memorialísticos de Drummond, \u003cem\u003eBoitempo I: Menino antigo\u003c\/em\u003e retorna em novo projeto, com posfácio de Carlos Bracher.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eOriginalmente publicada por Drummond em três volumes — em 1968, 1973 e 1979 —, a série \u003cem\u003eBoitempo\u003c\/em\u003e parece endossar, não sem ironia, dois de seus versos mais simples: “Viver é saudade \/ prévia.” Ao compô-la, o poeta admitia que voltava a ser criança em Itabira, e “com volúpia”, embora uma voz não nomeada o exortasse, desde sempre, a calar tais “lembranças bobocas de menino”.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNão calou. Ao revisitar o passado, alegou que apenas escrevia o seu presente. Na verdade, foi além. Recordando as impressões de infância no “mundominas”, também deixou registrada parte da biografi­a de um Brasil de essência escravagista e predatória. A “agritortura”, o garimpo, o comércio, tudo admirava o pequeno Carlos, atento às vontades daquilo que talvez já identifi­casse como “privilégio” e “propriedade” — aliás, Drummond dá esses títulos a dois poemas aqui reunidos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCarlos floresceu sob a influência das leis arcaicas que ainda regiam, no início do século XX, as relações entre sociedade e natureza, fé e moral, terra e riqueza, fazenda e família. Cresceu admirando-se do poderoso avô coronel; do pai pecuarista, que ao fi­lho ensinou “o medo e a rir do medo”; da mãe, tão “mais fácil de enganar”; e dos irmãos, vivos e mortos, presenças “a decifrar mais tarde”.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Boitempo”, assim, foi o amálgama perfeito que encontrou para defi­nir sua origem híbrida, rural e de certa forma aristocrática, já que o boi, para ele, era um animal mágico fundamental, sempre a ruminar os mistérios que o nutriam: “o fubá da vida” moído pelo tempo, bem como suas primeiras letras e até a suspeita de que o próprio amor seria, talvez, “um espetáculo \/ oferecido às vacas \/ que não olham e pastam”.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAs novas edições da obra de Carlos Drummond de Andrade têm seus textos fixados por especialistas, com acesso inédito ao acervo de exemplares anotados e manuscritos que ele deixou. Em \u003cem\u003eBoitempo I\u003c\/em\u003e, o leitor encontrará o posfácio do pintor, escultor e escritor Carlos Bracher; bibliografias selecionadas de e sobre Drummond; e a seção intitulada “Na época do lançamento”, uma cronologia dos três anos imediatamente anteriores e posteriores à primeira publicação do livro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eBibliografias completas, uma cronologia de vida e obra do poeta e as variantes no processo de fixação dos textos encontram-se disponíveis por meio do código QR localizado na quarta capa deste volume.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159856038140,"sku":"9786555876604","price":89.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/222f632eaf151f17fe7d8c9fba261e64.jpg?v=1783743327"},{"product_id":"o-amor-natural","title":"O amor natural","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003eO amor natural\u003c\/em\u003e, publicação póstuma de Drummond e livro de maior apelo erótico do poeta, retorna em novo projeto com posfácio de Manuel Graña Etcheverry.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA poesia de motivação erótica tornou-se mais presente na obra de Drummond em seus últimos anos de vida. “Como se Eros estivesse jogando sua última cartada contra Tânatos”, escreveu, certa vez, Affonso Romano de Sant’Anna. De fato, entre 1984 e 1985, Drummond publicou \u003cem\u003eCorpo\u003c\/em\u003e e \u003cem\u003eAmar se aprende amando\u003c\/em\u003e, livros que já abordavam, se bem que de forma não tão explícita, a complexa temática do sexo e do desejo físico. Um terceiro volume de poemas amorosos, porém, permaneceu inédito até sua publicação póstuma, em 1992. É este \u003cem\u003eO amor natural\u003c\/em\u003e.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAqui, desde o início, Drummond evoca o amor para que lhe sirva de guia. É o amor que em seus versos deverá reunir “alma e desejo, membro e vulva”. Segue-se, então, um desfile de imagens eróticas, em que o poeta rememora ou reinventa felações e sodomias; incursões a um “crespo jardim” e a uma “erma hospedaria”; orgasmos que em si conteriam nada menos que a “explicação do mundo”. A própria eternidade, sugere Drummond, é “puro orgasmo”.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA “boca milvalente”, a língua “lambilonga” e a bunda — “bundamel bundalis bundacor bundamor” — surgem, assim, como doces elementos de fantasia, libertando a sensualidade do poeta. Mas o que impera nestes versos, além do prazer físico, é certa saudade do amor, “palavra essencial” a integrar o chão, a cama e o cosmo.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAs novas edições da obra de Carlos Drummond de Andrade têm seus textos fixados por especialistas, com acesso inédito ao acervo de exemplares anotados e manuscritos que ele deixou. Em \u003cem\u003eO amor natural\u003c\/em\u003e, o leitor encontrará o posfácio do poeta e tradutor argentino Manuel Graña Etcheverry, e bibliografias selecionadas de e sobre Drummond.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eBibliografias completas, uma cronologia de vida e obra do poeta e as variantes no processo de fixação dos textos encontram-se disponíveis por meio do código QR localizado na quarta capa deste volume.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159856595196,"sku":"9786555877182","price":64.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/f58e282c25925cc66aad7d4fa9483c37.jpg?v=1781755289"},{"product_id":"amar-se-aprende-amando","title":"Amar se aprende amando","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003eAmar se aprende amando \u003c\/em\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cstrong\u003eé um lindo panorama das diferentes formas de amar.  \u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“O mundo é grande e cabe \/ nesta janela sobre o mar. \/ O mar é grande e cabe \/ na cama e no colchão de amar. \/ O amor é grande e cabe \/ no breve espaço de beijar.” Com versos assim, que conciliam sofisticação e simplicidade, esta coletânea exalta o mais nobre “sentimento do mundo”.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePublicado originalmente em 1985, apenas dois anos antes da morte de Drummond, \u003cem\u003eAmar se aprende amando\u003c\/em\u003e nos revela as diferentes facetas do amor. Para falar delas, o poeta sempre encontra um viés inusitado (como nos saborosos neologismos “sempreamar” e “pluriamar”), que evidencia sua aversão à retórica e evita a pieguice que ronda a poesia quando se fala das “coisas do coração”. Seus versos fazem aquilo que para muitos é impossível: traduzem sentimentos indescritíveis em palavras.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSe o amor romântico, aquele precedido pela paixão arrebatadora, tem destaque em poemas impactantes como “Amor” e “Lira do amor romântico”, Drummond também mostra que “O amor antigo tem raízes fundas, \/ feitas de sofrimento e de beleza”. Na segunda seção do livro, abre o leque para compor poemas magistrais sobre o amor fraterno, com destaque para o comovente “Companheiro”, feito para os 80 anos do amigo Pedro Nava. Na última parte, o poeta incorpora o cronista em versos tirados da realidade brasileira, que, àquela altura, caminhava para uma transição democrática depois dos amargos “anos de chumbo”.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEm \u003cem\u003eAmar se aprende amando\u003c\/em\u003e, o leitor convive com um Drummond atento à realidade, lírico e genial.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159896834300,"sku":"9788501920188","price":114.9,"currency_code":"BRL","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/ebb5dda6eb7e08177055cb606b98f7e5.jpg?v=1778874395"},{"product_id":"o-mundo-e-grande","title":"O mundo é grande","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eUm belo poema ilustrado sobre o amor e toda sua imensidão — um presente perfeito para casais apaixonados e apaixonados por poesia.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEm seu poema “O mundo é grande”, Carlos Drummond de Andrade transmite a vastidão da natureza e do amor em apenas seis versos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAs belas ilustrações da artista argentina Raquel Cané, em um movimento narrativo circular, no qual o início e o fim do poema vêm e vão como as ondas, mostram: um pescador que entra no mar e sonha com a mulher; a avó que costura uma bolsa para presentear o neto; o menino indo ao encontro do pai, que retorna da pescaria; a mulher que viu o homem partir e agora caminha para esperá-lo na beira da praia; e, por fim, o poeta, que encontra na areia uma concha caída do colar dos amantes e nela escuta toda a história desde o início.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eUma versão ilustrada de um poema célebre, que renova sua força e seu alcance.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47175314374908,"sku":"9786555876833","price":79.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/633075f5f3bca0e1e2c58484ffe3a552.jpg?v=1783741944"},{"product_id":"licao-de-coisas","title":"Lição de coisas","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003eLição de coisas\u003c\/em\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cstrong\u003e retorna ao catálogo da Editora José Olympio em edição especial, com novo projeto gráfico, nova fixação de texto e conteúdo extra. \u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSe o gosto de Drummond pela experimentação já se notava em poemas como “No meio do caminho”, de \u003cem\u003eAlguma poesia\u003c\/em\u003e, seu livro de estreia, neste \u003cem\u003eLição de coisas\u003c\/em\u003e esse fazer se intensifica. A partir de provocações colocadas pelo concretismo, o poeta itabirano aqui se abre para explorar de maneira mais intensa forma e conteúdo – em especial, o conteúdo visual e sonoro –, “sem entretanto aderir a qualquer receita poética vigente”, como mineiramente se sublinha na nota da primeira edição.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAs nove partes que compõem \u003cem\u003eLição de coisas\u003c\/em\u003e – “Origem”, “Memória”, “Ato”, “Lavra”, “Companhia”, “Cidade”, “Ser”, “Mundo” e “Palavra” – representam os fundamentos da poética drummondiana: a terra, a família, as lembranças, os afetos, as amizades, as admirações, a consciência dos problemas do homem e dos perigos do mundo. Os poemas que aqui se encontram são dos mais conhecidos de Drummond: “O padre, a moça”, levado para o cinema pelo diretor Joaquim Pedro de Andrade, e “Para sempre”, belo canto de louvor às mães que circula nas redes sociais sempre que se quer homenageá-las.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEsta nova edição reúne também uma dedicatória do poeta para a esposa, Dolores, e outra para a filha, Maria Julieta, e sua família; a crônica “Livros novos”, que Drummond publicou no jornal \u003cem\u003eCorreio da Manhã\u003c\/em\u003e; e quatro poemas (“A música barata”, “Cerâmica”, “Descoberta” e “Intimação”), constantes, como inéditos, na \u003cem\u003eAntologia poética\u003c\/em\u003e do autor, publicada em 1962, e incluídos no \u003cem\u003eLição de coisas\u003c\/em\u003e a partir da segunda edição, lançada em 1965.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCom esta edição, convidamos leitores e leitoras a desfrutar poemas que, para além da experimentação, compreendem temas caros a nosso querido poeta, como a memória, o humor e a mineração de si mesmo e do outro. Percebe-se assim que, para além de qualquer observação sobre a técnica de seus textos, o que encontramos é muitas vezes a humanidade mais singela. Sua expressão poética simples, porém sempre coesa, ainda nos espanta pela ternura. Esta lição, talvez por isso, fica e permanece. São poemas que, como pequenas joias, tornam-se cada vez mais valiosos “na correnteza esperta do tempo”.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Drummond é antes de mais nada um \u003cem\u003emaker\u003c\/em\u003e, um ‘inventor’” – Haroldo de Campos\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47175444758780,"sku":"9786558471219","price":174.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/098c7832830e32acb23b03574ced8afc.jpg?v=1783741630"},{"product_id":"historia-de-dois-amores","title":"História de dois amores","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003eHistória de dois amores\u003c\/em\u003e, de Carlos Drummond de Andrade e Ziraldo, retorna em nova edição, com nova capa e imagens inéditas, para conquistar corações com a história dos amigos Osbó e Pul.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\\n\u003cp\u003eA improvável amizade entre o elefante Osbó, chefe da manada, e a pulga, ou melhor, o pulgo Pul, instalado atrás de sua orelha, é posta à prova quando a ambição de Pul por ter um amigo tão importante sobe à cabeça e ele começa a distribuir patadas por aí. A solução? Algo muito simples e fundamental, mas que tantas vezes nos esquecemos de colocar na vida... O que será?!\u003c\/p\u003e\\n\u003cp\u003ePara a celebrada escritora Ana Maria Machado, esta \u003cem\u003eHistória de dois amores\u003c\/em\u003e “não fica velha. É eterna. Continua divertida, com seus nomes engraçados e situações bem-humoradas”. Escrito e ilustrado por dois mestres da literatura brasileira, este livro é um maravilhoso presente que ensina sobre amizade, parceria e, é claro, o poder do amor.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47175492698364,"sku":"9786555876840","price":69.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/e242c480570aa86f6ac65b1eedd67728.jpg?v=1778874391"},{"product_id":"corpo","title":"Corpo","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eExpondo as contradições do corpo de forma solene e intensa, \u003cem\u003eCorpo\u003c\/em\u003e integra as publicações tardias de Drummond e retorna em novo projeto, com posfácio de Eliane Robert Moraes.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Meu corpo não é meu corpo, \/ é ilusão de outro ser.” Nos versos de abertura deste livro, publicado em 1984, Drummond se propõe um rompimento radical: o desejo de afastar-se do invólucro de si mesmo, um corpo que lhe apaga a lembrança da mente, que o “ataca, fere e condena”, inventando a dor para, entre outros ardis, “torná-la interna, \/ integrante do meu Id”.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eDesse corpo já velho e privado, seu “carcereiro”, Drummond parte para outros, bem menos exclusivos. O corpo que se desnuda com prazer, tornando-se o “último véu da alma”. O corpo feminino, ou a representação pictórica dele, percebido não apenas como linha, curva e volume, mas também como signo e melodia. Os corpos em repouso e os ausentes, os “mortos que andam” e que, apesar de avessos à sua condição essencial de carne, já se veem como fértil “terra estrumada” — o corpo feito jardim.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Por que nascemos para amar, se vamos morrer? \/ Por que morrer, se amamos?” É o que Drummond se pergunta, sempre oscilando entre a materialidade e a metafísica dos corpos que investiga. Põe-se a falar do tempo, do “pão do ano passado”, que o corpo mastiga, mas não consegue eliminar; do céu e da grandeza ambígua dos corpos celestes; da vergonhosa desigualdade do nosso corpo social. “Um dia”, prevê o poeta, “virá tudo de roldão”, e “as classes se unirão entre os escombros”.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAs novas edições da obra de Carlos Drummond de Andrade têm seus textos fixados por especialistas, com acesso inédito ao acervo de exemplares anotados e manuscritos que ele deixou. Em \u003cem\u003eCorpo\u003c\/em\u003e, o leitor encontrará o posfácio da crítica literária e pesquisadora da USP Eliane Robert Moraes; bibliografias selecionadas de e sobre Drummond; e a seção intitulada “Na época do lançamento”, uma cronologia dos três anos imediatamente anteriores e posteriores à primeira publicação do livro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eBibliografias completas, uma cronologia de vida e obra do poeta e as variantes no processo de fixação dos textos encontram-se disponíveis por meio do código QR localizado na quarta capa deste volume.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47176188723452,"sku":"9786555877229","price":119.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/1242404864195ed3dca6ca8a205294d5.jpg?v=1783742848"},{"product_id":"contos-de-aprendiz","title":"Contos de aprendiz","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eUm dos maiores desafios de um artista é transmitir ideias ou emoções complexas de maneira simples. Carlos Drummond de Andrade alcança este objetivo com maestria em \u003cem\u003eContos de aprendiz\u003c\/em\u003e. \u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePublicado em 1951, \u003cem\u003eContos de aprendiz\u003c\/em\u003e marca a estreia de Carlos Drummond de Andrade nas narrativas propriamente ficcionais.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNascido em uma região rural, Drummond incorpora essa experiência em muitas dessas quinze histórias, a exemplo de “A salvação da alma”, em que a infância e a adolescência de cinco irmãos são atravessadas pelo clima bucólico e ingênuo do interior do país na primeira metade do século XX, e “O sorvete”, no qual dois meninos enfrentam o dilema de experimentar ou não pela primeira vez uma até então desconhecida iguaria.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAos poucos, as histórias avançam em direção às grandes cidades, mostrando sua lenta transformação. O talento de Drummond para a clareza e a elegância narrativa colabora para a construção psicológica de seus personagens. Na longa narrativa tchekhoviana “O gerente”, o autor vai aos poucos construindo (e desconstruindo) o protagonista Samuel, um bancário que frequenta o jet set carioca e é acusado de um crime bizarro, sendo por isso apelidado pelos jornais de “o Vampiro dos Salões”. Drummond cadencia as revelações e deixa o leitor “espiar” os acontecimentos, ao mesmo tempo que mostra a complexidade de “pessoas comuns”.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eOutro ponto alto da fabulação drummondiana é “Meu companheiro”, a divertida história do cachorro Pirolito, que tem o “dom” de falar com seu tutor, o pacífico professor Motinha. Entre a fantasia e o realismo, o escritor constrói uma narrativa emocionante sobre a amizade.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCom a publicação de \u003cem\u003eContos de aprendiz\u003c\/em\u003e – quando Drummond entrava na quinta década de vida e já era um autor consagrado –, os leitores brasileiros tiveram um motivo a mais para comemorar: nosso maior poeta se revelava também um grande ficcionista.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47176262680828,"sku":"9788501920218","price":69.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/c6613759d939a9a1d2fcaea8591ea2b8_26584e32-a7cd-4894-ae03-aba44b7c8114.jpg?v=1778877026"},{"product_id":"contos-plausiveis","title":"Contos plausíveis","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eA nova edição de \u003cem\u003eContos plausíveis\u003c\/em\u003e reúne histórias curtas marcadas pelo olhar irônico e sensível de Carlos Drummond de Andrade. Com novo projeto gráfico e posfácio inédito de João Anzanello Carrascoza, os contos cheios de humor seguem sendo uma leitura atual e indispensável.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eUm homem busca nos classificados de jornal a própria alma perdida; o menino Paulo é diagnosticado como poeta por mentir demais; convivendo com duas sombras, Meneses se torna “polo turístico” de sua cidade; uma mesa adquire o dom da fala após servir mais de vinte anos aos trabalhos de um médium.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEsses são alguns dos motes e tipos que compõem os espirituosos \u003cem\u003eContos plausíveis\u003c\/em\u003e, publicados originalmente na coluna de Carlos Drummond de Andrade no \u003cem\u003eJornal do Brasil\u003c\/em\u003e e reunidos em livro pela primeira vez em 1981. Acostumado a transformar o mundo em poesia, Drummond conta grandes histórias de maneira minimalista, exercitando-se no miniconto, um gênero à época pouco usual na literatura brasileira.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eMas o conto drummondiano nasce metamorfoseado: é meio crônica, meio fábula; tem toques de anedota e de “causo”. Textos em tom de conversa, recheados de humor, em que a tão propalada ironia do escritor mineiro vai longe.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eDrummond joga sua observação no liquidificador da fabulação e dá vida a ficções que dialogam com a realidade daquele tempo, mas permanecem atuais. Por outro lado, algumas histórias são totalmente alegóricas, como “A fala vegetal”, em que um jardim é transformado numa espécie de Torre de Babel das plantas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA observação do cotidiano e o embate entre vida moderna e tradição, traços da poética do autor, também estão presentes nessas saborosas histórias, nas quais os personagens nem sempre acompanham as transformações do tempo. Poeta maior, nesta rara incursão pela prosa de ficção, Drummond mostra que os gêneros literários não o definem.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Neste caudaloso volume de preciosidades, irrompe não só a ampla imaginação ficcional de Drummond, mas, sobretudo, a sua capacidade de observar a vida cotidiana, prosaica e ordinária, e, a partir dela, encontrar a matéria-prima de suas tramas concentradas, de poderoso impacto.” ­– João Anzanello Carrascoza, para o posfácio de \u003cem\u003eContos plausíveis\u003c\/em\u003e.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":48522697670908,"sku":"9788501924056","price":69.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/fc0abc7328c162bf005e62459a2255b2_0771fac7-dc46-44fa-9767-f3f358dbd857.jpg?v=1778876988"},{"product_id":"a-paixao-medida","title":"A paixão medida","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003eA paixão medida\u003c\/em\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cstrong\u003e, um dos livros mais emblemáticos de Carlos Drummond de Andrade, está de volta. A nova edição conta com projeto gráfico moderno e posfácio inédito de Maria Fernanda Candido, uma ótima oportunidade para redescobrir a poesia única de um dos maiores nomes da literatura brasileira.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePrestes a completar 80 anos quando \u003cem\u003eA paixão medida\u003c\/em\u003e foi lançado, em 1980, Carlos Drummond de Andrade chegava à nova década com vitalidade de estreante. O livro tem início com versos ontológicos, com Drummond seguindo implacável na sua investigação sobre a relação do ser com a imensidão do mundo. Como no poema “A suposta existência”: “Existe, existe o mundo \/ apenas pelo olhar \/ que o cria e lhe confere \/ espacialidade?”\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eRecorrente em sua produção, o poema de amor está representado no soneto “Confronto”, em que se dá o encontro entre o Amor e a Loucura, dois sentimentos tão distantes e tão próximos. O poeta olha para trás com graça em textos que revisitam o próprio passado e a História, declarando seu amor às suas “duas riquezas: Minas \/ e o vocábulo”, segundo o poema “Patrimônio”. A finitude está no horizonte, vindo a galope no autobiográfico “A morte a cavalo”.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA verve fabuladora nunca abandonou o eu lírico drummondiano. Aqui há três pequenas obras-primas de sua poesia em prosa: “A cruz e a árvore”, “O marginal Clorindo Gato” e “A visita”. Ainda nesta coletânea, o poema “O corvo”, de Edgar Allan Poe, faz a ponte para o encontro, ocorrido em 1919, entre o jovem Mário de Andrade e o consagrado Alphonsus de Guimaraens, na cidade mineira de Mariana. Trata-se de uma colagem brilhante que põe em diálogo a obra de três grandes poetas. Drummond fecha o livro com outra homenagem, agora a Camões, em que diz: “Luís de ouro vazando intensa luz \/ por sobre as ondas altas dos vocábulos”.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Não é difícil notar algo na obra de Drummond que, apesar de se inscrever notavelmente em seu tempo, supera as marcas que a fariam envelhecer, como se o rio espesso dos anos levasse aquilo que perece e deixasse o que teima em não desaparecer: como as pedras, mas também as areias, que se rearranjam a todo momento.” – Maria Fernanda Candido, para o posfácio de \u003cem\u003eA paixão medida\u003c\/em\u003e.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":48522697933052,"sku":"9788501924063","price":84.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/3ccaa6d972208989d78f9ee8e40c24f9.jpg?v=1778875136"},{"product_id":"discurso-de-primavera-e-algumas-sombras","title":"Discurso de primavera e algumas sombras","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003eDiscurso de primavera e algumas sombras\u003c\/em\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cstrong\u003e, de Carlos Drummond de Andrade, está de volta. A nova edição conta com novo projeto gráfico e posfácio inédito de Micheliny Verunschk. Um retrato do Brasil, das amizades e das perdas sob o olhar do nosso maior poeta.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eDiscurso de primavera e algumas sombras\u003c\/em\u003e, publicado originalmente em 1977, é um exemplo do poder avassalador da obra de Carlos Drummond de Andrade. Vibrantes, melancólicos e comoventes, os poemas do livro apresentam um mosaico sobre os dramas, os personagens e os lugares que habitaram o imaginário do escritor.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eQuando as preocupações com o meio ambiente ainda estavam bem longe do peso e da importância atuais, Drummond voltava seu olhar para o tema no extraordinário “Águas e mágoas do rio São Francisco”, lastimando o “leito pobre”, os “barqueiros e barranqueiros na pior”, as “pontes sobre o vazio” e a “ausência de verde”. Já em “Num planeta enfermo”, com sua conhecida ironia, descreve como habitantes de uma cidade confundem neve com a espuma da poluição.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA seção “Os marcados”, dedicada a amigos e figuras que admirava, forma a coluna vertebral do livro. E quando um poeta da grandeza de Drummond fala sobre algo que ama, o resultado é arrebatador. São inspiradíssimos os versos sobre Helena Antipoff, Di Cavalcanti, Pedro Nava, Lúcio Cardoso e Erico Verissimo. Assim como os poemas para Manuel Bandeira e Clarice Lispector, em que se entrelaçam amizade e arte.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO poeta ainda canta o Brasil colonial, as divas de Hollywood, o Rio de Janeiro e sua Belo Horizonte da juventude, décadas depois fraturada em sua paisagem visual e cultural.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAo relembrar Murilo Mendes, faz uma reflexão acerca da atemporalidade da poesia do amigo mineiro: “Por ter sido futuro, entre passados \/ e estagnados: \/ futuro intensamente, poeta \/ a nascer amanhã, sempre amanhã.” Versos certeiros que poderiam se referir a si próprio e aos poemas deste livro. Drummond é hoje e amanhã.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Se, no poema dedicado a Murilo Mendes, Drummond abre a imagem de uma janela cosmorâmica (o cosmorama é um antigo dispositivo óptico que permitia observar o “espetáculo do mundo”, paisagens, quadros, entre outras imagens), não será demasiado afirmar que a primavera que o poeta itabirano engendra é, também ela, cosmorâmica, como se o Brasil, e tudo o que lhe diz respeito, fosse visto da forma mais próxima e afetada possível pelo orifício da caixa, pelo contorno das notícias.” – Micheliny Verunschk, para o posfácio de \u003cem\u003eDiscurso de primavera e algumas sombras\u003c\/em\u003e.\u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":48522699735292,"sku":"9788501924339","price":89.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/83d27c77f11e0fb885f4622efb96b615_c90a6806-fd39-4cde-8904-c314323ef2bc.jpg?v=1778815374"},{"product_id":"box-essencial-carlos-drummond-de-andrade","title":"Box Essencial - Carlos Drummond de Andrade","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eOs cinco clássicos essenciais de Carlos Drummond de Andrade, em box exclusivo, com projeto gráfico de Mayumi Okyama e ensaio inédito do poeta Tarso de Melo.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePara celebrar um dos maiores nomes da poesia moderna brasileira, foram reunidos em um box de luxo os 5 clássicos essenciais de Carlos Drummond de Andrade: \u003cem\u003eAlguma poesia\u003c\/em\u003e, \u003cem\u003eSentimento do mundo,\u003c\/em\u003e \u003cem\u003eJosé \u0026amp; Novos poemas\u003c\/em\u003e, \u003cem\u003eA rosa do povo\u003c\/em\u003e e \u003cem\u003eClaro enigma\u003c\/em\u003e. Com projeto gráfico assinado pela designer Mayumi Okuyama, os livros têm capa dura e pintura trilateral. De brinde, o box traz um livreto, \u003cem\u003eVida e obra\u003c\/em\u003e, reunindo um ensaio inédito do poeta Tarso de Melo e a cronologia completa de vida e obra de Drummond; e 6 cards com diferentes autocaricaturas e versos de Drummond.  \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003eAlguma poesia\u003c\/em\u003e (120 páginas)\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“No meio do caminho”, “Poema de sete faces” e “Quadrilha” estão entre os poemas mais conhecidos de Drummond, e fazem parte de \u003cem\u003eAlguma poesia \u003c\/em\u003e(1930), seu livro de estreia. Aqui, mais do que em qualquer outra de suas obras, transparece a influência da Semana de Arte Moderna de 1922 e, sobretudo, de Mário de Andrade, com quem Drummond manteve farta correspondência literária.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003eSentimento do mundo\u003c\/em\u003e (80 páginas)\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eSentimento do mundo\u003c\/em\u003e (1940) é o terceiro livro de poemas de Drummond, mas o primeiro escrito após a mudança para o Rio de Janeiro, então capital do país. O poema-título registra a abertura do poeta para uma visão mais ampla da humanidade. Nos demais poemas, há também uma atitude política mais participativa e empenhada na transformação da realidade.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003eJosé \u0026amp; Novos poemas\u003c\/em\u003e (88 páginas)\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCom “José”, poema que dá título a um dos livros (de 1942) deste volume, Drummond demoliu a barreira entre alta e baixa cultura. O verso inicial “E agora, José?” ganhou diversas interpretações e conotações na boca do povo, “viralizando” por meio de citações que vão da literatura à propaganda. Já com \u003cem\u003eNovos poemas\u003c\/em\u003e (1948), o poeta escreve um capítulo essencial da história da poesia brasileira, equilibrando-se entre o sentido trágico da vida e a esperança.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003eA rosa do povo\u003c\/em\u003e (209 páginas)\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO contexto histórico em que este livro foi produzido e lançado ajuda a dar ainda mais sentido aos 55 poemas que compõem essa obra-prima, publicada em 1945. Escritos sob o impacto da Segunda Guerra Mundial e da ditadura do Estado Novo no Brasil, os versos trazem grande carga “politizada” e a fé inabalável do poeta no ofício da escrita.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003eClaro enigma\u003c\/em\u003e (136 páginas)\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEm \u003cem\u003eClaro enigma\u003c\/em\u003e (1951), os recursos da poesia moderna passam a conviver com formas fixas, entre elas os sonetos, e com esquemas de rimas e metros clássicos, como a redondilha, o decassílabo e o alexandrino. E, como a contradição dos termos no título do livro sugere, \u003cem\u003eClaro enigma\u003c\/em\u003e demonstra que a maturidade, longe de representar um ponto de vista fixo e seguro, recoloca em outro patamar as inquietações e angústias da juventude.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003eVida e obra\u003c\/em\u003e (104 páginas)\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eLivreto exclusivo do box reunindo um ensaio inédito de Tarso de Melo sobre as cinco obras essenciais e uma cronologia completa de vida e obra do poeta.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Record","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":48798524408060,"sku":"9788501925862","price":279.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/4d94b521b4b55698fdde823420fc83f7.jpg?v=1784603972"},{"product_id":"d-quixote-cervantes-portinari-drummond","title":"D. Quixote: Cervantes, Portinari, Drummond","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eO clássico da literatura mundial com poemas de Carlos Drummond de Andrade e desenhos de Portinari volta em nova edição em capa dura. \u003cem\u003eD. Quixote\u003c\/em\u003e conta com novo projeto gráfico e posfácio inédito de Eduardo Bueno. Uma obra-prima pelos olhares dos maiores nomes da literatura e da arte do Brasil.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\u003cp\u003eA influência de \u003cem\u003eDom Quixote\u003c\/em\u003e, romance de Miguel de Cervantes publicado em 1605, é incomensurável. E sua permanente popularidade foi, em parte, ampliada pelo prestígio que teve no mundo das artes — de Pablo Picasso a Dostoiévski, foram muitos os artistas inspirados pelo livro. No Brasil, o clássico foi o ponto de partida para uma parceria icônica entre Carlos Drummond de Andrade e Candido Portinari, cujo resultado é este \u003cem\u003eD. Quixote: Cervantes, Portinari, Drummond\u003c\/em\u003e.\u003c\/p\u003e\u003cp\u003eConcluída em 1956, a incrível série de 21 desenhos que Portinari fez sobre \u003cem\u003eDom Quixote\u003c\/em\u003e só ganhou a companhia dos poemas de Drummond em 1973. Mas a obra circulou pouco, apenas em edições dirigidas e de tiragem limitada. Agora, setenta anos depois de o pintor brasileiro concluir as ilustrações, o livro ganha uma edição comercial e acessível.             \u003c\/p\u003e\u003cp\u003eNa obra, Drummond e Portinari criam peças que de alguma forma acompanham o roteiro de eventos do romance, como as batalhas imaginárias de Quixote, o amor dele por Dulcineia e as trapalhadas com o esquálido cavalo Rocinante. Já no poema de abertura, “Soneto da loucura”, Quixote apresenta ao leitor seu estado mental divagante, imaginando um “tropel de batalhas jamais vistas”. Já o poema “Convite à glória” é todo feito em diálogos, com o fidalgo tentado convencer um ainda ressabiado Sancho Pança a embarcar na jornada contra o mal, prometendo-lhe uma ilha de esmeraldas como recompensa.\u003c\/p\u003e\u003cp\u003eDrummond adapta as hilárias histórias da dupla ao seu imenso repertório linguístico, ao passear pelo poema concreto, pelo soneto e pela parlenda: “Epa! \/\u003cbr\u003e Baixa, gordo, \/ cara de bufão, \/ bola no chão, \/ bãobalalão” (“Coro dos cardadores e fabricantes de agulhas”). Neste poema, de forma magistral, ele constrói uma ponte entre o romance de cavalaria europeu e a tradição oral brasileira.\u003c\/p\u003e\u003cp\u003eNo entanto, o que fica evidente aqui é uma sinergia artística impressionante. Drummond e Portinari nos fazem imaginar um \u003cem\u003eQuixote\u003c\/em\u003e realizado a seis mãos, enriquecendo de forma única essa obra-prima da literatura mundial ao mesmo tempo que criam um verdadeiro clássico do modernismo brasileiro.\u003c\/p\u003e\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\u003cp\u003e“[...] resgatar o Dom Quixote pelas lentes de Portinari e pela voz de Drummond configura um ato de resistência poética [...].” – Eduardo Bueno, para o posfácio de \u003cem\u003eD. Quixote: Cervantes Portinari Drummond\u003c\/em\u003e.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Record","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":48901647925500,"sku":"9788501924599","price":149.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/18159653dcd3926567a31688baeb5d73.jpg?v=1783050542"},{"product_id":"seleta-em-prosa-e-verso","title":"Seleta em prosa e verso","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eReunindo o melhor de Carlos Drummond de Andrade, a \u003cem\u003eSeleta em prosa e verso\u003c\/em\u003e do poeta mineiro, com ensaio e notas de Gilberto Mendonça Teles, retorna ao catálogo da Editora José Olympio com capa fac-símile da edição original de 1971.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eReunindo poemas, contos e crônicas selecionados pelo próprio autor, esta Seleta em prosa e verso oferece uma leitura privilegiada da obra de Carlos Drummond de Andrade. Publicada originalmente pela Editora José Olympio em 1971, a antologia reúne os textos que o escritor considerava essenciais, permitindo ao leitor não apenas acessar sua produção, mas percorrê-la guiado pelas escolhas do próprio poeta mineiro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAo contemplar tanto os versos que o consagraram quanto sua deliciosa prosa, o volume evidencia as múltiplas facetas de Drummond: o poeta de imaginação rigorosa, o cronista atento ao cotidiano, o observador sensível capaz de extrair beleza e inquietação dos gestos mais simples da vida.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePublicada originalmente pela Editora José Olympio em 1971, esta \u003cem\u003eSeleta em prosa e verso\u003c\/em\u003e integrava a Coleção Brasil Moço, responsável pela formação literária de gerações de leitores. Nesta nova edição, além de manter o estudo crítico e revisar as notas do professor Gilberto Mendonça Teles, os textos de Carlos Drummond de Andrade passaram por nova fixação realizada pelo especialista Edimílson Caminha. O volume oferece, assim, um panorama consistente e qualificado da produção drummondiana, aliando leitura literária e contextualização crítica.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eValiosa tanto para admiradores quanto para estudiosos, esta \u003cem\u003eSeleta em prosa e verso\u003c\/em\u003e reafirma o lugar de Carlos Drummond de Andrade como um dos pilares da literatura brasileira e como autor fundamental na formação de leitores ao longo de gerações.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Drummond é antes de mais nada um maker, um ‘inventor’” – Haroldo de Campos\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Ledor e reledor de Drummond, sempre me maravilho com suas novidades, seus achados, e partilho o prazer que ele frui ao escrever e achar o que nunca foi achado em nossa linguagem” – Gilberto Amado\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Record","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":48902239879420,"sku":"9786558471677","price":74.9,"currency_code":"BRL","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/0ef63974c3f9aceae99ef1c7772ff897_d197f8d2-fafd-4b05-baf8-35b0a7a94f2f.jpg?v=1778875171"},{"product_id":"o-avesso-das-coisas","title":"O avesso das coisas","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003eO avesso das coisas\u003c\/em\u003e, de Carlos Drummond de Andrade, está de volta. Uma reunião bem-humorada dos aforismos do maior poeta do Brasil. Agora com novo projeto gráfico, ilustrações de Dedé Laurentino e posfácio de Pedro Bial.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eUm aforismo é uma sentença, uma tirada, uma observação – filosófica ou humorística – que nos apresenta, subitamente, uma visão inusitada, uma ideia pelo avesso, capaz de questionar “verdades” cristalizadas ao longo de séculos. Neste \u003cem\u003eO avesso das coisas\u003c\/em\u003e, organizado pelo autor ainda em vida e publicado postumamente, em 1988, Drummond repensa o mundo. Agora, nesta nova edição, com ilustrações de Dedé Laurentino e posfácio de Pedro Bial.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO fato de a obra ter vindo à tona na fase crepuscular do escritor mineiro não é mera coincidência. Diversos autores escreveram aforismos em situações-limite ou nos seus derradeiros dias, como um último esforço no plano das ideias. O Poeta das Sete Faces, portanto, junta-se a um seleto grupo de escritores e pensadores – Hipócrates, Oscar Wilde, Nietzsche e Kafka – que deixaram suas marcas neste saboroso gênero milenar.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEm suas pílulas idiossincráticas, dispostas aqui em ordem alfabética, Drummond destila conhecimento enciclopédico ao redefinir temas universais: do amor à guerra, da velhice ao perdão. Por outro lado, é curioso conferir a visão peculiar de nosso maior poeta sobre temas aparentemente corriqueiros, como a vadiagem, a estátua, o sono e a zebra.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA tão propalada ironia drummondiana aparece com força naquilo que o autor jocosamente chamou de “mínimas”, definidas por ele como “algumas coisas que não chegam a alcançar a sabedoria”. Para além da conhecida modéstia do escritor, nesta coleção de “anotações vadias” Drummond surge engraçado, picaresco, nonsense e debochado, mas também reflexivo. O certo é que, ao final deste O avesso das coisas, o leitor pode tranquilamente se valer de um dos muitos aforismos lapidares do livro e, enfim, dizer: “É bom ler, e ótimo ter lido.”\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Não é comum encontrar tal poder de comunicação na linguagem poética, domínio da expressividade. Vários versos de Drummond foram incorporados ao dia a dia das falas brasileiras, desde a pergunta sem resposta que faz a José ao retrato que dói na parede.” – Pedro Bial, para o posfácio de \u003cem\u003eO avesso das coisas\u003c\/em\u003e.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Record","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":48902273401084,"sku":"9788501924322","price":119.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/72cfa7a2f603e8cfaca82a0e1b408fcd_5f1a9487-5582-4eda-ad20-fff35edd3607.jpg?v=1779160412"}],"url":"https:\/\/www.record.com.br\/collections\/carlos-drummond-de-andrade.oembed?page=2","provider":"Editora Record","version":"1.0","type":"link"}