{"title":"Cassiano Ricardo","description":" \u003cp\u003eCassiano Ricardo (Cassiano Ricardo Leite) foi poeta, jornalista e ensaísta, nasceu em São José dos Campos, em 1895. Quarto ocupante da Cadeira 31 da Academia Brasileira de Letras, Cassiano foi um dos líderes do movimento pela Semana de Arte Moderna de 1922, participando ativamente dos grupos Verde Amarelo e Anta, ao lado de Plínio Salgado, Menotti del Picchia, Raul Bopp, Cândido Mota Filho e outros. Poeta de caráter lírico-sentimental, suas obras são fortemente ligadas a estilos como Parnasianismo e Simbolismo. Em uma de suas obras, \u003cem\u003eA flauta de Pan\u003c\/em\u003e (1917), adota a posição nacionalista do movimento de 1922, revelando-se um modernista ortodoxo até o início da década de 1940. Com \u003cem\u003eO sangue das horas\u003c\/em\u003e (1943), inicia uma nova e surpreendente fase, passando do imagismo cromático ao lirismo introspectivo-filosófico, que se acentua em \u003cem\u003eUm dia depois do outro\u003c\/em\u003e (1947), obra que a crítica em geral considera o marco divisório da sua carreira literária. Cassiano Ricardo faleceu no Rio de Janeiro, em 1974.\u003c\/p\u003e","products":[{"product_id":"martim-cerere","title":"Martim Cererê","description":"\"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eUm exímio exemplar do modernismo, iniciado pela Semana de Arte Moderna. \"\"\u003cem\u003eMartim Cererê\u003c\/em\u003e não é apenas paulista; é visceralmente brasileiro; não é apenas aborígine, é a síntese étnica em que entra o próprio imigrante (...)\"\" - Mário da Silva Brito\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePublicado pela primeira vez em 1928, no auge da campanha renovadora, iniciada pela Semana de Arte Moderna, com ilustrações de Di Cavalcanti, \u003cem\u003eMartim Cererê\u003c\/em\u003e representa o ponto alto da vertente nacionalista e ufanista do verde-amarelismo. Constituído de poemas de formas e ritmo variados, como um livro de figuras, aproxima-se da técnica do desenho animado ou da história em quadrinhos, tendo um texto mítico e lírico de caráter épico e narrativo.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO enredo desenvolve a lenda do surgimento da noite e do desenvolvimento do Brasil. O índio Aimberê e o marinheiro branco Martim apaixo-nam-se pela Uiara, que se propõe a se casar com aquele que lhe trouxes-se a noite. Martim vai a África e traz a noite que são os negros escravos. Da união, surgem os bandeirantes, que desbravam os sertões, plantam o mar verde dos cafezais e constroem as fábricas e arranha-céus da metró-pole paulistana.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO poema retrata a formação do Brasil. Segundo Cassiano Ricardo, a influência do momento, o indianismo do grupo literário Anta, ao qual pertencia, em 1926, e que pugnava pelo estudo da cultura dos índios como base de autenticidade americana explica o nascimento de Martim Cererê. \"\"Escrevi um poema não apenas indí-gena mas racial, baseado no mito tupi, que, afinal, hoje lhe serve de argumento.\"\"\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eModificado e acrescido de novos trechos, de edição para edição, veio a tornar-se um poema, pelo menos no que concerne a argumento e sucessão de composições até certo ponto ligadas entre si. A quinta edição foi incluída pela Companhia Editora Nacional, em 1936, na coleção Os Grandes Livros Brasileiros (volume IX). A sexta foi dada definitiva pelo autor com prefácio de Menotti Del Picchia. A oitava aparece em 1945, com gravuras originais de Goeldi. A décima foi incluída nas Poesias Completas do autor, editada em 1957 pela José Olympio. A 11a. foi especialmente ilustrada por Tarsila, em 1962. Foi uma espécie de \u003cem\u003eMartim Cererê\u003c\/em\u003e passado a limpo. A 12 ª edição, novamente da José Olympio, foi a última revista pelo autor que incluiu um artigo revogando as demais edições.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\"\"Cassiano juntou o exemplo à doutrina nesse grande poema, que será o \u003cem\u003eMartim Cererê\u003c\/em\u003e desta fase universalista do poeta, como o Cererê foi o Jeremias da sua fase nacionalista.\"\" - Tristão de Athayde\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003e\"\"\u003c\/em\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cem\u003eMartim Cererê\u003c\/em\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003e \u003c\/em\u003e\u003c\/strong\u003eé um grande, é um maravilhoso livro. Nunca nenhum dos outros poetas verdes, que passam o tempo a fazer manifestos, com os quais visam apenas atrair a atenção, publicou fosse o que fosse, que mesmo de longe se aproximasse deste livro soberbo. Para o apreciarem, precisam lê-lo em voz alta, fazendo-o passar pelo que Flaubert chamava gueuloir. Mas, se o fizerem verão que há muito tempo não se publica entre nós nada tão forte, tão novo, tão original. É o que de melhor o futurismo fez até hoje.\"\" - Medeiros e Albuquerque\u003c\/p\u003e\"","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47159245963516,"sku":"9788503008013","price":54.9,"currency_code":"BRL","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/2f3334ece6a5757a24e01871487397f4.jpg?v=1778326597"}],"url":"https:\/\/www.record.com.br\/collections\/cassiano-ricardo.oembed","provider":"Editora Record","version":"1.0","type":"link"}