{"title":"Guazzelli","description":"\u003cp\u003eDalton Trevisan é considerado um dos mais importantes contistas da literatura brasileira contemporânea. Nasceu em Curitiba, em 1925, e se formou como advogado pela Faculdade de Direito do Paraná (atual Universidade Federal do Paraná). Ainda estudante, já publicava alguns contos em folhetos e, entre 1946 e 1948, fundou a revista \u003cem\u003eJoaquim\u003c\/em\u003e, um dos mais impactantes periódicos culturais do Paraná. Teve sua estreia oficial como escritor com a publicação da coletânea de contos \u003cem\u003eNovelas nada exemplares\u003c\/em\u003e, vencedora do Prêmio Jabuti de 1960. Venceu mais três Jabutis, além de outros prêmios igualmente importantes, como o Prêmio Machado de Assis, o Prêmio da Biblioteca Nacional, o Portugal Telecom (atual Oceanos) e o Prêmio Camões, em 2012 (pelo conjunto da obra). Sua obra já foi adaptada para o cinema (\u003cem\u003eA guerra conjugal\u003c\/em\u003e, de 1975, com direção de Joaquim Pedro de Andrade) e para o teatro (em espetáculos dirigidos por nomes como Ademar Guerra, Marcelo Marchioro, Felipe Hirsch e João Luiz Fiani), e seus livros já foram traduzidos para diversos idiomas, como inglês, espanhol e italiano.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEloar Guazzelli, desde a década de 1980, vem construindo uma trajetória extremamente criativa como ilustrador, quadrinista e diretor de arte para animação. Gaúcho, natural de Vacaria (1962), viveu por trinta e oito anos em Porto Alegre, vinte em São Paulo e, desde 2021, reside em Florianópolis com a esposa e os filhos. Tem desenhado capitais do sul e do sudeste. Uma de suas obsessões é roteirizar obras literárias. Começou com \u003cem\u003eUm apólogo\u003c\/em\u003e, de Machado de Assis (1992) e nunca mais parou: \u003cem\u003eDemônios\u003c\/em\u003e (2010), de Aluísio de Azevedo; \u003cem\u003eVidas secas\u003c\/em\u003e (2015), de Graciliano Ramos; \u003cem\u003eAmar, verbo intransitivo\u003c\/em\u003e (2017), de Mário de Andrade; \u003cem\u003eGrande sertão: veredas\u003c\/em\u003e (2021), de Guimarães Rosa; e \u003cem\u003eO pagador de promessas\u003c\/em\u003e (2009) e \u003cem\u003eO Bem-amado\u003c\/em\u003e (2023), de Dias Gomes. De Monteiro Lobato, ilustrou sete livros, entre eles \u003cem\u003eMemórias de Emília\u003c\/em\u003e (2016) e \u003cem\u003eReinações de Narizinho\u003c\/em\u003e (2016). De autores estrangeiros, já ilustrou \u003cem\u003eA árvore dos desejos\u003c\/em\u003e (2009), de William Faulkner; \u003cem\u003ePawana\u003c\/em\u003e (2009), de J.M.G. Le Clézio; e \u003cem\u003eUm dia de chuva\u003c\/em\u003e (2009), de Eça de Queiroz. Destaque para \u003cem\u003eKaputt\u003c\/em\u003e (2014), de Curzio Malaparte, livro predileto de seu pai.\u003c\/p\u003e","products":[{"product_id":"chuva","title":"Chuva","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eDalton Trevisan, autor de contos inesquecíveis e vencedor dos principais prêmios literários da língua portuguesa – como o Prêmio Camões e o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras (ABL) –, e o premiado artista Eloar Guazzelli se juntam neste livro para capturar a essência dos dias de \u003cem\u003eChuva\u003c\/em\u003e.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEm 1951, no jornal Gazeta do Povo, nasceu a primeira versão de “Chuva”, conto do premiado autor Dalton Trevisan. Agora, muitos anos depois, a história é relançada em um livro inédito ilustrado por Eloar Guazzelli, renomado ilustrador, quadrinista e diretor de arte brasileiro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eChuva\u003c\/em\u003e é prosa poética que retrata o fenômeno natural como, ao mesmo tempo, cenário, personagem principal e coadjuvante. E como fenômeno social. Na vida de todos – dos que estão dentro de casa ou na rua, no centro ou na periferia –, ela está presente. Sobre ricos e pobres, humanos e animais, vivos e mortos, a chuva se impõe, não fazendo distinção de lugar, pessoa ou classe social. Tudo se transforma com sua chegada. E, gota a gota, ao longo da história narrada nesta obra, vai se formando um panorama da vida nas metrópoles, marcado pelos problemas urbanos que ela causa no dia a dia, bem como pelas diferentes realidades de vida que muito bem conhecemos. “O conto se estrutura neste dramático vaivém entre os que estão sitiados do lado de fora e os que travam uma luta feroz para adentrar na casa”, escreve Augusto Massi, professor de Literatura Brasileira da Universidade de São Paulo (USP), em seu texto sobre a obra, que fornece chaves para sua leitura e caminhos para o trabalho em sala de aula. “Pouco a pouco, Dalton nos revela uma expressão social da chuva. Por meio de uma série de perguntas, ele insinua como a chuva afeta a vida de quem trabalha: ‘Os turcos que vendem maçã na rua, que fim levaram?’; ‘Guardas abrem os braços na esquina e apitam: por que choves, Senhor?’; ‘E o sorveteiro, que faz do seu sorvete?’”\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAs ilustrações do premiado artista Eloar Guazzelli complementam brilhantemente o que Dalton Trevisan escreveu no início dos anos 1950, e que reflete aspectos de nossa realidade até os dias de hoje. Afinal, desde que o mundo é mundo, e não existe maneira deste fato mudar, a chuva bate em todas as cabeças, telhados e chaminés. Embora Dalton, ao longo de sua carreira como contista, não tenha pensado em escrever para crianças, em \u003cem\u003eChuva\u003c\/em\u003e temos a intensidade de sua prosa equilibrada com a sensibilidade das ilustrações de Guazzelli, o que torna esta pequena obra-prima acessível a leitores de todas as idades. \u003c\/p\u003e","brand":"Totvsrj-record-dc","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47176291647740,"sku":"9786585954044","price":59.9,"currency_code":"BRL","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0722\/9197\/5420\/files\/127831134ca6f731d7ef34fde6f54261_1225fd98-d5e1-4243-b8e4-776fd5df8c46.jpg?v=1779765838"}],"url":"https:\/\/www.record.com.br\/collections\/guazzelli.oembed","provider":"Editora Record","version":"1.0","type":"link"}