De Dalai Lama a Christophe Guilluy nos lançamentos de junho

1/06/2020 740 visualizações

O fim da classe média, de Christophe Guilluy

De forma direta, O fim da classe média (Ed. Record, 154 págs, R$ 59,90) explica a onda populista que atravessa o mundo ocidental, das urnas às ruas, materializando-se em Brexit, nas eleições de Trump e Bolsonaro, e na ascensão do Vox na Espanha. Na obra, Christophe Guilluy detalha o desprezo da elite pelas classes populares e trata das consequências de não se atentar a seu descontentamento; isso enquanto a antiga classe média, e o próprio equilíbrio entre extremos, se dissolve aprofundando os ressentimentos.

 

 

Política e educação, do Paulo Freire

Escrito ao longo de 1992, Política e educação (Ed. Paz & Terra, 144 págs, R$ 49,90) é composto de doze ensaios. Com prefácio assinado pelo sociólogo Venício A. de Lima, os ensaios de Paulo Freire sobre política e pedagogia estão de volta às livrarias. Como afirmou o autor, os textos têm “uma nota que os atravessa a todos: a reflexão político-pedagógica. É esta nota que, de certa maneira, os unifica ou lhes dá equilíbrio enquanto conjunto de textos.”

 

 

 

O rei perverso, da Holly Black

Para sobreviver no Reino das Fadas, Jude Duarte precisou aprender muitas lições. E a mais importante veio de seu padrasto: o poder é bem mais fácil de adquirir do que de manter. Em O rei perverso (Ed. Galera, 308págs, R$ 49,90) a autora norte-americana explora o universo de Jude, que acreditou que depois de enganar Cardan para que ele a obedecê-se por um ano e um dia, sua vida se tornaria mais fácil. Com as ondas ameaçando engolir a terra e um alerta de traição iminente, Jude precisa lutar para salvar a própria vida e a daqueles que ama, além de lutar contra seus sentimentos conflituosos por Cardan no meio-tempo. Em um mundo imortal, um ano e um dia não são nada…

 

Sinta raiva, de Dalai Lama 

Pode parecer contraditório usar a palavra “raiva” e o nome de Sua Santidade, o Dalai Lama em um mesmo livro. No entanto, no mundo de hoje há muito com que se revoltar: injustiças, desigualdade social e econômica, racismo e ignorância. E este livro está aqui exatamente para dizer: sinta raiva.

Em Sinta raiva (Ed. Bestseller, 126 páginas, R$ 29,90) Dalai Lama ensina a questionar e buscar o significado de rituais do cotidiano, religiosos e também das nossas própria emoções – principalmente a ira. Ele traz à luz o sentimento da raiva como combustível para promover mudanças. E proporciona o leitor aprender que apenas após reconhecer a raiva, como lidamos com ela, como a guardamos e como a manifestamos poderemos usá-la para alcançar a raiva compassiva – uma força motivadora que pode transformar o negativo em positivo e mudar o mundo.

 

Cadê meu herói?, da Victoria Van Tiem

Libby London se apaixonou nos anos 80, virou adulta nos anos 90 e agora, no século XXI, está desmoronando. Seu visual está mais para “tragédia vintage” do que “gata retrô”, e sua predileção pelos anos 80 talvez seja a razão para ela estar estagnada na vida e no amor. Cadê meu herói? ( Ed. Verus, 252 págs, R$ 39,90) é um romance dramático, engraçado e agridoce, embalado pela trilha sonora dos anos 80, que prova que o primeiro amor nunca morre de verdade.

 

 

 

A única memória de Flora Banks, de Emily Barr

Flora Banks tem amnésia. Sua mente reinicia várias vezes ao dia desde que ela tinha dez anos, quando um tumor removido de seu cérebro levou embora a capacidade de criar novas memórias. Ela não consegue se lembrar de nada do dia a dia: a piada que a amiga fez, as instruções que seus pais lhe deram, quantos anos tem… até beijar o namorado da melhor amiga. Estranhamente, no dia seguinte ela se lembra do beijo.
É a primeira vez que Flora se recorda de algo. Mas o garoto se muda para o Ártico. Segui-lo será a chave para Flora descobrir a verdade perturbadora sobre sua vida. A única memória de Flora Banks (Ed. Verus, 280 págs, R$ 47,90) é um livro sensível com um mistério eletrizante, cheio de segredos, mentiras e uma protagonista frágil porém corajosa, em busca de um passado sem o qual ela não pode saber a verdade sobre si mesma.