Dicas do mestre Paulo Freire no Dia dos Professores

15/10/2021 163 visualizações

Celebrado hoje, 15 de outubro, o dia dos professores homenageia os profissionais que, através do conhecimento, são responsáveis por transformar histórias.

Instituição da data

Em 1948, Antonieta de Barros – a primeira mulher negra brasileira a assumir um mandato como deputada estadual, em Santa Catarina  – criou a Lei Nº 145 para instituir o Dia do professor. Uma homenagem ao decreto de Dom Pedro I em 1827 quando decretou o Ensino Elementar no Brasil.

Este ano, quando completaria 100 anos, Paulo Freire, o Patrono da educação brasileira é referência. Vamos relembrar os clássicos do 6º brasileiro mais célebre do mundo?

Educação e mudança

Escrito originalmente em espanhol e publicado pela primeira vez no Brasil em 1979, Educação e mudança coincide com o retorno de Paulo Freire ao país, após seu exílio forçado pela ditadura civil-militar brasileira. O livro é formado por quatro estudos que abordam os mais diferentes aspectos da relação do homem e seu estar no mundo. Vemos aqui como o compromisso com a própria realidade é a peça-chave para que todas as pessoas se sintam pertencentes à sociedade e possam transformá-la.

Pedagogia da autonomia

Última obra de Paulo Freire publicada em vida, Pedagogia da autonomia é um livro conciso, de poucas páginas e muitas lições. Nele, Paulo Freire defende o pensar, louva a liberdade, prega a amorosidade, exalta a autenticidade. Ensina cada um a Ser Mais. Transcende a experiência da sala de aula e, como o grande educador que é, Paulo Freire convida a nos tornarmos seres humanos melhores, mais autônomos, para construirmos uma sociedade mais justa, ética e democrática, em que todos tenham oportunidades. É um de seus livros mais importantes, no qual o educador ensina como nos posicionar com respeito, curiosidade crítica e boniteza, reconhecendo-nos como seres sociais e históricos, capazes de transformar a realidade em que estamos inserido. Para isso, devemos estar abertos para conhecer o mundo e os seres, sem nenhuma forma de discriminação, pensando a ética e a convivência na sociedade e conscientes de que, com alegria e esperança, a mudança é possível.

Por uma pedagogia da pergunta

Lançado em 1985, Por uma pedagogia da pergunta é o relato de vida de dois grandes mestres da ideologia libertária. Paulo Freire e Antonio Faundez relatam a experiência de exílio político e de como encontraram seu lugar em outras sociedades. O trabalho deles se estende por Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Nicarágua e outros países, o que lhes dá autoridade para falar sobre as transformações vividas em um mundo dividido por ideologias e políticas muito demarcadas e polarizadas. Considerando que a luta política deve ultrapassar o campo das ideias, eles analisam os modos de resistências populares. E discutem a implementação de um modelo de alfabetização dentro de uma cultura que tem a oralidade como base essencial de transmissão de conhecimento.

Pedagogia da solidariedade

Trata de temas abordados por Paulo Freire em sua passagem pela Universidade de Northern Iowa, nos Estados Unidos, no “Educação e Justiça Social: um diálogo com Paulo Freire”. Aqui, o Patrono da Educação não deixa dúvidas de que sem uma pedagogia crítica, voltada para o aperfeiçoamento, em cada um de nós, da virtude da solidariedade, não se pode construir um mundo mais bonito e verdadeiramente democrático.

Pedagogia da indignação

Escrito entre 1992 e 1997, reúne três cartas pedagógicas – os últimos escritos de Paulo Freire – e seis textos, entre artigos e conferências. Em comum, o Patrono da Educação Brasileira demonstra aqui sua indignação e sua generosidade de amar. São textos que celebram a sua vida. Organizado e anotado por Ana Maria Araújo Freire, com prefácio do professor Balduíno A. Andreola.