Inédito de Simone de Beauvoir, Anne Applebaum em O crepúsculo da democracia e mais

26/02/2021 210 visualizações

As inseparáveis, da Simone de Beauvoir

Quase 70 anos depois de ser escrito, chega ao Brasil o romance inédito de Simone de Beauvoir com uma história fundamental para a formação de uma das mais importantes intelectuais do século XX. Escrito em 1954, cinco anos após a publicação de O segundo sexo, As inseparáveis (Record, 128 págs, R$ 39,90) é o romance autobiográfico que conta a história da amizade passional que uniu Sylvie (Simone de Beauvoir) e Andrée (Élisabeth Lacoin, a Zaza). Elas se conheceram aos 9 anos no colégio Desir, numa Paris em meio à Primeira Guerra Mundial. Andrée é divertida, impertinente, audaciosa; Sylvie, mais tradicional e tímida, logo se sente irremediavelmente atraída por ela. No entanto, por trás da postura rebelde, Andrée tem de lidar com uma família católica fervorosa que, com suas tradições muito rígidas e ambiente opressor, está disposta a esmagar qualquer expressão de individualidade. Juntas, elas trilham o caminho para se libertar das convenções de sua época e das expectativas asfixiantes, mas não fazem ideia do preço trágico que terão de pagar pela liberdade e pelas ambições intelectuais e existenciais.

Insônia, do Graciliano Ramos

Em novo projeto gráfico, Insônia (Record, 208 págs, R$ 39,90) reúne treze contos em que estão presentes a secura emotiva e a economia vocabular, características que convivem com a precisão psicológica de Graciliano Ramos. Publicado originalmente em 1947, Insônia é o sexto livro de Graciliano Ramos. A obra reúne treze contos — “Insônia”, “Um ladrão”, “O relógio do hospital”, “Paulo”, “Luciana”, “Minsk”, “A prisão de J. Carmo Gomes”, “Dois dedos”, “A testemunha”, “Ciúmes”, “Um pobre-diabo”, “Uma visita” e “Silveira Pereira” —, nos quais temas muito caros ao autor se evidenciam, como morte, envelhecimento e injustiça social. Insônia mostra como o ser humano reage a situações diversas, revelando suas fragilidades e angústias. As histórias desta obra estão repletas de inquietudes existenciais que oferecem ao leitor a possibilidade de confrontar a própria realidade, acompanhado sempre do estilo que consagrou Graciliano Ramos como um dos maiores autores brasileiros, e que já é conhecido dos leitores: a economia vocabular, a secura emotiva e a precisão psicológica.

O crepúsculo da democracia – Como o autoritarismo seduz e as amizades são desfeitas em nome da política, da Anne Applebaum

Ao dissecar de maneira brilhante as mudanças que têm abalado o mundo, O crepúsculo da democracia (Record, 168 págs, R$ 42,90) traz uma discussão urgente e um vislumbre fundamental do caminho de retorno aos valores democráticos. A historiadora e vencedora do Prêmio Pulitzer explica, com clareza cruciante, por que as elites democráticas de todo o mundo estão se voltando para o nacionalismo e o autoritarismo. Dos Estados Unidos e Grã-Bretanha à Europa continental, Ásia e América do Sul, as democracias liberais estão em risco, enquanto o autoritarismo está em ascensão. Uma das primeiras jornalistas a soar o alarme das tendências antidemocráticas no Ocidente, Applebaum expõe o magnetismo do nacionalismo e da autocracia. Ela afirma que sistemas políticos com crenças radicalmente simples são por natureza atraentes, sobretudo quando beneficiam os que são leais a eles e excluem todos os demais.

Monet e a pintura das Ninfeias – A história do projeto mais audacioso do Impressionismo, do King, Ross

Monet e a pintura das Ninfeias (Record, 378 páginas, R$ 79,90) conta a história por trás da criação dessas obras memoráveis, enquanto os horrores da Primeira Guerra Mundial se aproximavam cada vez mais rápido de Paris e Giverny, e uma nova geração de artistas, liderada por Henri Matisse e Pablo Picasso, questionava as conquistas do Impressionismo. Monet é talvez o artista mais reconhecido mundialmente. Entre suas criações mais célebres, estão as Ninfeias de seu jardim em Giverny. Ao vê-las em museus de vários países, fãs são movidos pelo poder dos pincéis de Monet para um mundo de natureza harmônica; o próprio Monet pretendia que as ninfeias proporcionassem um “refúgio de meditação pacífica”. No entanto, como revela o autor, esses belos quadros guardam a intensa frustração vivida por Monet com as dificuldades de capturar os efeitos da luz, da água e da cor. Também refletem os terríveis sofrimentos pessoais pelos quais o artista passou nos últimos anos de vida.

Aposente-se, mas não se ausente – Descubra uma nova vida fora do ambiente de trabalho, do Ken Blanchard e Morton Shaevitz

Muitas pessoas, ao chegar aos 60 ou aos 70 anos, encaram a realidade como algo meramente tolerável, uma época de espera, em que mais nada empolgante poderá acontecer. Os autores, no entanto, dizem que essa, é uma nova oportunidade: mudando a nossa perspectiva sobre o tempo, apresentam ideias de como tornar esse período o melhor de nossas vidas. Ken Blanchard e Morton Shaevitz mostram em Aposente-se, mas não se ausente(Best Business, 160 págs, R$ 34,90) que devemos enxergar o envelhecimento como uma nova oportunidade. Ao aliar informações práticas e profunda sabedoria à bem-humorada história de Larry e Janice, um casal fictício de idosos que decide revitalizar todos os aspectos de sua existência,  inspira os leitores a se abrirem a novas experiências e aproveitarem – social, intelectual, física e espiritualmente – essa fase da vida, fazendo dela a melhor possível e descobrindo que vale a pena vivê-la de forma plena.

O milagre da manhã para empreendedores, do Hal Elrod, Cameron Elrod e Honorée Corder 

O best-seller O milagre da manhã vem ajudando a redefinir as manhãs e as vidas de milhões de leitores desde sua publicação. Desde então, carreiras foram impulsionadas, objetivos alcançados e sonhos foram realizados, tudo através do poder dos seis Salvadores de Vida criados pelo autor. Essas seis práticas diárias impulsionam os esforços para criar e manter uma mudança positiva na sua vida. Agora, O milagre da manhã para empreendedores (BestSeller, 238 págs, R$ 39,90) traz esses princípios sob uma luz totalmente nova, pronto para ajudar líderes e empreendedores em todo mundo a levar seus sucessos ao próximo nível e mudar suas vidas. Este é um guia para a construção de um império, utilizando suas capacidades pessoais e liderando a equipe certa ao seu lado. Comece agora mesmo a oferecer à sua empresa e à sua vida as melhores oportunidades de sucesso. Junto com Cameron Herold – autor best-seller e expert na área de mindset – Hal e Honorée trazem conhecimentos e insights para serem aplicados junto do poderoso método do Milagre da Manhã. Os princípios e habilidades presentes no livro ajudam a canalizar sua paixão, se tornando o um líder influente e inspirador.

Um milhão de pequenas coisas, da Jodi Picoult

Um milhão de pequenas coisas (Verus, 518 págs, R$ 59,90) expande conversas sobre raça e preconceito com um novo olhar da realidade. Ruth Jefferson é enfermeira obstetra com mais de vinte anos de experiência em um hospital de Connecticut. Durante seu turno, Ruth inicia exames de rotina em um recém-nascido, mas instantes depois é transferida para cuidar de outro paciente. Os pais do bebê são supremacistas brancos e não querem que Ruth, que é negra, toque em seu filho. O hospital atende ao pedido deles, mas, no dia seguinte, o bebê sofre um problema cardíaco enquanto Ruth está sozinha no berçário. Ela obedece às ordens ou intervém?Ruth hesita antes de realizar os procedimentos de reanimação e, como resultado, é acusada de um crime grave. Kennedy McQuarrie, uma defensora pública branca, aceita seu caso, mas dá um conselho inesperado: ela insiste que mencionar raça no tribunal não é uma boa estratégia. Confusa com o conselho, Ruth tenta manter a vida o mais normal possível para sua família — especialmente para seu filho adolescente — quando o caso se torna sensação na mídia. À medida que o julgamento avança, Ruth e Kennedy devem ganhar a confiança uma da outra e perceber que o que lhes foi ensinado a vida toda sobre os outros — e elas mesmas — pode estar errado.

Não acorde o passado, da Lisa Jackson

Não acorde o passado (Bertrand Brasil, 434 págs, R$ 59,90) é uma história de arrepiar que desvenda os terríveis segredos enterrados há décadas numa mansão em ruínas. Em busca de um novo começo, Sarah Stewart decide retornar a sua cidade natal para restaurar a velha mansão vitoriana onde cresceu. Suas filhas, Jade e Gracie, não se sentem particularmente animadas ao encontrar o sinistro casarão empoleirado à margem do indomável rio Columbia. No momento em que põe os pés na Mansão Pavão Azul, Sarah começa a questionar sua decisão. Ela é assolada por lembranças dolorosas da infância — sua mãe fria e cruel, sua meia-irmã Theresa, que desapareceu sem deixar rastros, e a longínqua noite de tempestade em que ela própria foi encontrada vagando no terraço, com febre e delirando. Para completar, desde o brutal assassinato de Angelique Stewart na residência, quase um século atrás, reza a lenda que a mansão é assombrada. Quando menina, Sarah sentia uma presença ali, e logo a caçula Gracie afirma ter visto o fantasma de uma mulher de branco. O esperado recomeço logo se transforma em um terrível pesadelo quando, uma a uma, as adolescentes da cidade começam a desaparecer, e Sarah teme pela segurança de suas filhas naquele casarão onde o mal parece ser o mais antigo residente. Em algum lugar nas profundezas de sua memória está a chave para decifrar um perigo muito real e aterrador. E somente enfrentando seus medos mais obscuros ela pode parar o pesadelo que ameaça voltar à vida mais uma vez.

Brave (Vol. 4 Contornos do Coração), da Tammara Webber

Em Brave (Verus, 294 págs, R$ 32,90), Erin McIntyre é cativante, mas proibida, já que no trabalho ela é a personificação do privilégio imerecido, pois é filha do dono da construtora. E Erin não imagina o que a espera quando começa a trabalhar na empresa do pai. Ao que parece, seu novo chefe, Isaac, não dá a mínima para ela. E isso pode deixar a garota com mais vontade de se aproximar dele. Impossível de ser decifrado, Isaac Maat é inteligente, ambicioso, emocionalmente imparcial, mais gostoso do que o chefe de alguém deveria ser e dono de uma personalidade sombria. Além disso, seu comportamento e suas atitudes levam a crer que ele tem um segredo muito bem escondido. Issac disse a si mesmo que conhecer Erin o ajudaria a derrubar o pai dela. Erin disse a si mesma que provocá-lo iria distrair seu coração despedaçado. E, por conta de todas essas diferenças, nenhum dos dois previu que travariam uma batalha íntima em que o vencedor seria o primeiro a renunciar.