Jo Nesbo, reflexão sobre a pandemia em “A regra do contágio” e mais lançamentos

3/08/2020 118 visualizações

Faca, de Jo Nesbo

Um assassino à solta em Oslo. Faca (Ed. Record, 532 págs, R$ 59,90) é o caso mais difícil do inspetor Harry Hole, que precisa lidar com questões pessoais em um livro para os maiores fãs da série e para os recém-chegados. Um caso que apenas a mente mais brilhante – e mais transtornada – da polícia de Oslo pode solucionar. Na obra, uma mulher é encontrada morta em sua casa e as janelas e portas estão todas trancadas. Na manhã seguinte ao assassinato, Harry acorda com sangue nas mãos, mas não se lembra de nada da noite anterior. Somente no desenrolar da investigação, Harry começa a recuperar fragmentos da memória da noite do crime e se convence cada vez mais de que pode ter se envolvido de alguma forma no assassinato. Quando os jornais noticiam que ele é o culpado, Harry terá de fazer de tudo para provar sua inocência e descobrir o verdadeiro culpado, mesmo que isso custe sua vida.

 

O bom pastor, de C. S. Forester

Um clássico da Segunda Guerra Mundial,  adaptado em uma produção estrelada por Tom Hanks. Em O bom pastor (Ed. Record, 266 págs, R$ 59,90) o comandante da Marinha dos Estados Unidos George Krause tem a missão mais importante de sua vida: proteger um comboio formado por trinta e sete navios Aliados, na extensa travessia da gélida região norte do Atlântico, dos Estados Unidos à Inglaterra. O valor da carga é imensurável – o combustível necessário para a Marinha britânica lutar pela liberdade do mundo contra o avanço nazista. Nada é capaz de dificultar mais uma travessia como essa do que a ameaça alemã. E é com isso que o comboio se depara: um grupo de submarinos alemães em superioridade numérica os aguarda. Durante quarenta e oito horas, Krause se vê em um desesperador jogo de gato e rato. Comandando seu navio, sem jamais sair do passadiço, dá ordens aos outros navios da escolta ao mesmo tempo que lida com a exaustão, a fome e a sede para proteger sua preciosa carga.

 

O grande amigo de Deus, de Taylor Caldwell

A nova edição do clássico de Taylor Caldwell retrata a vida de São Paulo, após a dedicação de anos de estudo intenso da autora. O grande amigo de Deus (Ed. Record, 574 págs, R$ 59,90), é um romance sobre um dos mais apaixonados, inteligentes e dedicados apóstolos do cristianismo primitivo, Saul de Tarshish, ou, como os romanos o chamavam, Paulo de Tarso, o intelectual, advogado e teólogo fariseu, conhecido como Apóstolo dos Gentios. Neste livro Taylor Caldwell expõe a individualidade de Paulo de Tarso, como ser humano e como santo, aliada a tudo aquilo que o influenciou como cidadão e advogado romano, e como judeu fariseu de grande sabedoria, inteligência e fé duradoura. Em forma de romance O grande amigo de Deus recria a vida fulgurante de Paulo de Tarso, o apóstolo São Paulo, que há vinte séculos enfrentou o mundo e o transformou.

 

As regras do contágio  – Por que as coisas se disseminam — e por que param de se propagar, de Adam Kucharski

Em 2020, a pandemia de coronavírus trouxe ao mundo uma das experiências mais desafiadoras dos últimos anos, razão pela qual As regras do contágio (Ed. Record, 336 págs, R$ 59,90) se torna ainda mais importante. Na obra, Adam Kucharski investiga as múltiplas manifestações de contágio: por exemplo, o que há em comum na dinâmica das epidemias que aterrorizaram o mundo nos últimos tempos, incluindo a de Covid-19; como as inovações se disseminam através das redes sociais; as semelhanças entre os vírus de computador e as histórias populares; e por que as profecias mais úteis não são necessariamente aquelas que se provam verdadeiras. Dos agentes “superdisseminadores” que podem gerar uma pandemia ou derrubar um sistema financeiro às dinâmicas sociais que fazem a solidão virar norma. Reflexões importantes sobre o comportamento humano e como sobre o que podemos melhorar ao prever o que está por vir.

 

Levante-se e mate primeiro, de Ronen Bergman

Em Levante-se e mate primeiro (Ed. Record, 854 págs, R$ 159,90), o jornalista e analista militar Ronen Bergman oferece um instigante relato sobre os programas de assassinato seletivo — seus sucessos, suas falhas e o preço moral e político cobrado dos homens e mulheres que aprovaram e cumpriram as missões. A obra inclui relatos inéditos dos bastidores de operações-chave e baseado em centenas de entrevistas e milhares de arquivos aos quais Bergman obteve acesso exclusivo durante suas décadas de jornalismo. Em um livro empolgante e revelador, o autor traça, do início do Estado até o presente, os arrebatadores eventos e as questões éticas subjacentes à campanha de assassinatos seletivos, que modelou a nação israelense, o Oriente Médio e boa parte do mundo.

 

Fada-na-fila-de-espera, de Sophie Kinsella e Marta Kissi

Ella e sua mãe voltam aos holofotes – com asas brilhantes, códigos mágicos e cones de sorvete combinados às suas próximas aventuras e, principalmente, várias novas lições a aprender. Em Fada-na-fila-de-espera (Ed. Galera Junior, 176 págs, R$ 39,90) Ella Brook está acostumada a ser uma “fada-na-fila-de-espera”. Isso significa que um dia ela se tornará uma fada com suas próprias asas e coroa brilhantes – além de, é claro, uma Smartvarinha –, assim como sua mãe, avó e tias. No mundo encantado onde tudo é possível, Ella vai se deparar com uma questão: ela conseguirá realizar seu maior sonho e provar que está pronta para se tornar uma fada? Ou aprenderá que não precisa de mágica para salvar o dia?

 

Fim dos tempos – estudos, previsões e profecias, de Sylvia Browne

No livro que previu a pandemia de 2020, a médium Sylvia Browne comprova que conhecimento é poder. Em Fim dos tempos – estudos, previsões e profecias (Ed. BestSeller, 266 págs, R$ 39,90) a autora ajuda a não temer o fim dos dias ao abordar como diversos povos e religiões consideram o fim do mundo, as antigas crenças sobre o Juízo Final e o que dizem os profetas. O que nos aguarda nos próximos cinquenta anos? O que os cultos ao fim do mundo realmente buscavam? O que significam as profecias de Nostradamus e do Apocalipse? Se o mundo irá realmente acabar, o que acontecerá em nossa hora final? Através de seus estudos e pesquisas, Sylvia Brown propõe substituir a histeria pela sabedoria e ensina que o fim dos tempos pode estar próximo, mas não devemos temê-lo.

 

Um beijo de inverno na livraria dos corações solitários (Vol. 4 A livraria dos corações solitários), de Annie Darling 

Livro final da série “A Livraria dos Corações Solitários”, Um beijo de inverno na livraria dos corações solitários (Verus Editora, 280 págs, R$ 49,90)  traz  a vida dos funcionários alegres e desajustados da livraria Felizes para Sempre. Na trama, Mattie é uma confeiteira brilhante que detesta a comemoração de Natal desde que teve o coração partido na véspera de um. A única coisa que ela odeia mais que essa data é o insuportável Tom, que a irrita desde que ela começou a administrar o salão de chá ao lado da livraria. No entanto, após uma coincidência, os dois passam a conhecer detalhes da vida um do outro que sequer imaginavam, o que faz com que alguns pontos de vista se alterem.
Será que uma livraria cheia de romances, com uma rena em tamanho real e uma barraca de beijos, pode convencer dois ranzinzas a se apaixonar pelo Natal… e, quem sabe, um pelo outro?

 

A construção da democracia: estudos sobre política, de Fernando Henrique Cardoso  

Em A construção da democracia: estudos sobre política (Civilização Brasileira, 406 págs, R$ 69,90) o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso busca entender o que foi o Brasil posterior à instauração da ditadura civil-militar em 1964. Também discute questões fundamentais sobre a natureza do regime, seus pontos fortes, que lhe dão condições de sobrevivência, e seus pontos fracos, por onde se insinuam os problemas. Na obra, principalmente em seus últimos capítulos refletem a crescente participação política de FHC, antes de se tornar presidente da República. Sua análise aborda os atores políticos individuais e coletivos, e o estilo torna-se mais leve. Uma grande interrogação continua, porém, instigando sua reflexão e norteando sua ação política: quais as condições indispensáveis para democratizar a sociedade e para institucionalizar democraticamente a vida pública?

 

O caderno de receitas do meu pai, de Jacky Durand 

O caderno de receitas do meu pai (Bertrand Brasil, 168 págs, R$ 39,90) é uma história terna e de dar água na boca ambientada em um bistrô francês. Por trinta anos, Julien viveu sem saber o porquê de sua mãe, Hélène, ter ido embora, e por que seu pai, Henri, a deixou partir sem dizer uma só palavra e, desde então, se recusa a tocar no nome dela.
Agora, às vésperas de se despedir do pai, que sucumbe a uma grave doença, Julien só tem uma coisa em mente: encontrar o caderno de receitas há muito tempo perdido de Henri; um presente dado por Hélène no qual tomava nota de todas as receitas que fizeram dele o renomado chef do tradicional restaurante Relais Fleuri. Neste romance, Jacky Durand oferece o retrato magnífico de um homem para quem cozinhar é o prazer diário de compartilhar e a arte de superar dificuldades. Uma terna declaração de amor de pai para filho.

 

Conhecimento, ignorância, mistério, de Edgar Morin

Em Conhecimento, ignorância, mistério (Bertrand Brasil, 112 págs, R$ 49,90), Edgar Morin, um dos maiores pensadores de nosso tempo, explora as grandes perguntas e fornece respostas para nos guiar até o século XXI. Munido de sua longa experiência como pesquisador e leitor do ser humano, Morin fala sobre a necessidade de transcender as disciplinas cuja segmentação limita a compreensão dos fenômenos vivos e explora, neste livro, os novos territórios do conhecimento, onde uma trindade inseparável é revelada: conhecimento, ignorância, mistério. Aos seus olhos, o mistério de forma alguma desvaloriza o conhecimento que leva a ele. Isso nos torna conscientes dos poderes ocultos que nos controlam e nos possuem, como demônios dentro e fora de nós. Mas, acima de tudo, estimula e fortalece o sentido poético da existência.