José Olympio lança nova edição de “Mulherzinhas”, que inspira adaptação para o cinema

9/01/2020 115 visualizações

A estreia do filme ‘Adoráveis mulheres’ tem motivado diversas reflexões sobre a obra da escritora americana Louisa May Alcott. A adaptação de Greta Gerwing valoriza um aspecto que, em outras duas versões cinematográficas, ficava relegada a segundo plano: a importância do livro Mulherzinhas para a emancipação feminina nos idos do século XIX. A editora José Olympio lança no fim de janeiro edição com nova capa. No filme, a protagonista Jo March é vivida por Saoirse Ronan, que está na lista de indicadas a melhor atriz do prêmio Bafta.

Inspirada em sua própria trajetória, Louisa May descreve neste clássico a vida da família March, que, durante a Guerra Civil Americana, se depara com a partida de seu patriarca, deixando em casa a mulher e quatro filhas. Uma delas, Jo, opta pela carreira como escritora em vez de um casamento arranjado.

O amor e a união para enfrentar o momento é certamente emocionante, mas as diferenças entre elas não passariam despercebidas. Meg, a irmã mais velha, era nitidamente vaidosa e com um jeito quase maternal. Com roupas sempre confortáveis, cabelos presos e a “má sorte” de ter nascido mulher, a aspirante a escritora, Jo, era seu oposto. Enquanto Beth, dona de uma expressão tranquila e voz tímida, manifestava todo seu mistério nas notas de piano. Já a caçula e mimada Amy tinha um talento invejável para desenhos e crochê.

As aventuras das irmãs, a saudade do pai que está na guerra, as doenças da época e a dificuldade que quatro mulheres enfrentavam naquela sociedade, são reveladas para o leitor, através de uma descrição delicada, emocionante e atemporal.