Livro recupera ilustrações usadas por Paulo Freire em Angicos

16/12/2019 339 visualizações

A pedido do então presidente João Goulart, o educador Paulo Freire desenvolveu um método para educação de adultos que se mostrou revolucionário. Com uma carga horária de 40 horas, o curso-piloto implementado em Angicos, no Rio Grande do Norte, foi capaz de ensinar uma turma de trezentos alunos a ler e escrever. O feito realizado em 1963 se tornou conhecido mundialmente, mas houve uma história que quase se perdeu.

A metodologia usava gravuras criadas pelo jovem artista pernambucano Francisco Brennand. Estes desenhos foram destruídos pelo regime militar, mas, a partir dos registros em vídeo e foto feitos na ocasião, o artista Vicente de Abreu os recriou.

  

Esta preciosa galeria ilustra a nova edição de Educação como prática da liberdade, que chega ás livrarias pela Editora Paz & Terra. Escrito durante o exílio no Chile em 1967, Educação como prática da liberdade expõe as cinco fases de seu Método de Alfabetização Objetiva, que, para além de alfabetizar no seu sentido mais literal, também tinha como objetivo libertar os estudantes da condição de oprimido. Freire almejava inseri-los na sociedade como forças transformadoras, críticas e politizadas.

A nova capa segue o projeto de reformulação gráfica iniciada com Direitos humanos e educação libertadora, coletânea inédita de textos sobre a experiência de Freire à frente da Secretaria municipal de Educação de São Paulo na gestão Luiza Erundina. Outros três títulos já foram lançados no novo formato, que valoriza o nome e a imagem de Freire, estampados em cores vivas.