No Dia Nacional do Livro, selos do Grupo Record indicam uma obra

29/10/2020 94 visualizações

Comemorado em 29 de outubro, o Dia Nacional do Livro é uma homenagem à Biblioteca Nacional do Brasil, fundada neste mesmo dia pela Coroa Portuguesa em 1810. Localizada no Rio de Janeiro, é considerada pela UNESCO uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo e a maior da América Latina, somando mais de nove milhões de peças. Mas, de lá para cá muita coisa mudou – e ainda bem!

Hoje, com o maior acesso à educação e, consequentemente, à leitura, a paixão pelos livros começa cada vez mais cedo. As obras, que vão de fantasia à não-ficção, preenchem as prateleiras dos leitores de todas as idades – sem  esquecer dos famosos e-books. Para comemorar este dia, os selos do Grupo Editorial Record indicaram alguns títulos que vão fazer o leitor estimular a criatividade, desenvolver o pensamento crítico e, claro, se emocionar.

O corpo interminável, de Claudia Lage 

“O livro escolhido é O corpo interminável (Ed. Record, R$ 46,60, 196 págs), de Claudia Lage. Um injustiçado, pois deveria ter disputado, para ganhar, todos os prêmios literários do país em 2020. Um romance sobre mulheres durante e após a ditadura militar brasileira. Mulheres que sabem amar sem que esse sentimento as amoleça. Mulheres que decidiram – quiseram – lutar. E que, nesta obra, são várias, porque várias são as dores, muitas as violências, tantas as camadas, todas costuradas, com maestria, numa narrativa que é ferida aberta, ao mesmo tempo que tecida sob notável controle do fluxo de emoções. Como diz Regina Dalcastagnè no texto de orelha, este é um livro que ‘ousa tocar, delicadamente, em suas feridas e nos fazer ver a ferocidade de um tempo que não se tornou passado, porque continua doendo em muita gente e porque ainda existem os que têm a indecência de negá-lo.” – Carlos Andreazza, editor-executivo da Editora Record.

 

O som do nosso coração, de Emma Cooper

O som do nosso coração (Ed. Record, R$ 44,90, 406 págs) de Emma Cooper,
cativa o leitor desde a primeira página e é perfeito para fãs de Jojo Moyes, John Green, Nicholas Sparks, Brittainy C. Cherry, Carina Rissi e de vários outros autores e autoras que mexem com as emoções dos leitores de um jeito magistral. ´Nossa vida — não importa o que aconteça entre o início e o fim — começa e termina com uma batida do coração: nosso próprio ritmo, nossa própria música.´ Essas são as primeiras palavras da narradora Melody King, uma mulher que sofre de um estranho distúrbio: ela canta bem alto quanto está ansiosa, e às vezes dança também, sem conseguir se controlar – é mais forte que ela. Seus filhos Flynn e Rose morrem de vergonha da mãe, o que se soma aos problemas que a adolescência e o sumiço do pai onze anos antes trouxeram para eles. Os três levam a vida da melhor forma que podem até que um dia Rose vê uma descrição em um site de pessoas desaparecidas que bate com a do pai. Melody parte em busca de respostas, mas o que encontra está além do que qualquer pessoa poderia ter imaginado. E o que se segue é uma lição de vida que vai acompanhar os leitores para sempre.” – Renata Pettengill, editora-executiva do selo Record

O segredo de Rose Gold, de Stephanie Wrobel 

“Mia Couto já disse que a realidade é muito mais criativa do que qualquer obra
ficcional. Mas a realidade traduzida em literatura por mãos habilidosas é com certeza bem mais atraente, divertida e cheia de nuances que refinam a nossa imaginação. Esse é o propósito de Stephanie Wrobel em O segredo de Rose Gold (Verus Editora, R$ 44,90, 196 págs), que acabamos de lançar. Stephanie Wrobel tem como ponto de partida um fato absurdamente real ocorrido em junho de 2015, quando Dee Dee Blanchard é encontrada morta, e sua filha, Gypsy Rose, e o namorado são acusados do assassinato. Após dias de investigação, a polícia descobre que a filha vinha recebendo tratamento para inúmeras enfermidades inventadas pela mãe, que sofria de síndrome de Münchhausen por procuração, transtorno psiquiátrico em que uma pessoa, de forma compulsiva e contínua, causa ou simula doenças em outra pessoa, normalmente uma criança sob os seus cuidados, no intuito de chamar atenção para si. Tendo esse fato real como pano de fundo, Stephanie Wrobel orquestra uma trama em que a história da mãe e da filha será narrada sob a ótica dessas duas personagens complexas, habilmente construídas.” – Raissa Castro, diretora editorial da Verus.

Querido ex, de Juan Jullian

“Existem muitos motivos por trás da escolha de Querido ex (Ed. Galera R$ R$ 34,90, págs 176). Primeiro, que foi o primeiro romance juvenil que eu li que tratava da temática das relações abusivas sem glamourizações. Isso é importante pois são incontáveis os livros juvenis que justificam relações abusivas, passam pano, idealizam e perpetuam a mensagem de que o abusador é apenas um pobre atormentado, por exemplo. E esse livro não faz isso, pelo contrário. O leitor passa a reconhecer junto com o protagonista que aquela não era uma relação saudável e as ferrmentas que o protagonista desenvolve para lidar com isso podem ser muito úteis para o leitor em formação. Segundo, que além de tocar nessa temática importante, o livro também tem um recorte racial e LGBTQ+, trazendo uma visão representativa que é tão necessária no juvenil brasileiro. E por fim, o livro consegue fazer tudo isso e ainda ser leve, divertido e agridoce, repleto de referências da cultura pop que fazem com que a gente se sinta parte da história.” – Rafaella Machado, editora-executiva da Galera Record.

O caderno de receitas do meu pai, de Jacky Durand

O caderno de receitas do meu pai (Ed. Bertrand, R$ 168, 34,90 págs),
de Jacky Durand, é uma declaração de amor entre pai e filho presente nas entrelinhas, nos intervalos de suas interações, nas emoções contidas e incontidas do pai que quer o melhor para o filho – longe da cozinha do Relais Fleuri, restaurante do qual é dono e chefe –, e do filho que quer o melhor para si – ironicamente inspirado na figura do pai e no amor que sente por ele e pela culinária. O livro acompanha a série de ditos e não ditos que os levam pela vida, até culminar no coma de Henri. Julien é deixado sozinho para desvendar os não ditos do passado, que poderão estar dentro do caderno de receitas perdido do pai, mas também no caminho percorrido até chegar ao caderno. Um livro delicioso, apaixonante, e que fez Erick Jacquin – chef francês jurado do Masterchef Brasil e apresentador do programa Pesadelo na cozinha – se identificar a ponto de dizer que, ao ler as páginas de O cadernos de receitas do meu pai, nós entenderemos a história do próprio Jacquin: ´Chorei, me emocionei. Devore o livro e você vai entender a minha história. Eu compreendi minha vida lendo esta obra. Me senti um personagem. Me fez pensar que, quando somos jovens, não temos o coração muito grande para falar tudo que gostaríamos para o nosso pai. E, quando ele vai embora, nós nos arrependemos de não ter falado tudo o que poderíamos ter dito.´ Uma obra linda e emocionante. Imperdível!” – Renata Pettengill, editora-executiva do selo Bertrand.

História da Sexualidade, de Michel Foucault

“Indico a coleção História da Sexualidade (Ed. Paz&Terra, R$ 79,90, 528 págs), de Michel Foucault. Acabamos de lançar o volume, até então inédito no Brasil, que encerra a lendária e necessária História da Sexualidade escrita por um dos maiores filósofos de todos os tempos. Principalmente no Brasil, tem havido tanto retrocesso e desinformação em torno da sexualidade humana que estudar as palavras de Foucault jamais foi tão oportuno. Nenhuma outra obra disseca  a importância do sexo e da sexualidade desde a Grécia até a modernidade.” – Lívia Vianna, editora-executiva do selo Paz&Terra.

 

Tirania do mérito, de Michael Sandel 

“Um dos maiores nomes da Universidade de Harvard, Michael Sandel, autor do
best-seller Justiça, no qual ele debate ética, acaba de lançar Tirania do mérito (Ed. Civilização Brasileira, R$ 49,90, 350 págs), livro com lançamento mundial. Nesta obra, ele debate a questão da Meritocracia. Crer na suposta meritocracia, isto é, que tudo depende de nossos próprios méritos e esforços, é, na verdade, uma perversa injustiça social. Esse ponto de vista não leva em conta o fato de que cada pessoa teve um background, uma realidade de vida, muito diferente da outra. Onde você nasceu, onde estudou… tudo isso influencia onde cada um de nós chegará na vida. Acreditar que basta se esforçar para chegar longe é enxergar a sociedade de maneira muito injusta e limitada. O autor escreve um livro sério, assertivo, sobre essa questão que tem a ver com todos que acreditam em um bem comum. É uma fonte de aprendizado, da maior importância. Recomendo demais.” – Livia Vianna, editora-executiva do selo Civilização Brasileira

A terceira vida de Grange Copeland, de Alice Walker

“A cor púrpura, escrito pela premiada autora Alice Walker, é um dos livros mais importantes da minha vida desde a minha adolescência. Este ano tive a sorte de editar o primeiro livro escrito por Alice Walker, chamado A terceira vida de Grange Copeland (Ed. José Olympio, R$ 59,90, 336 págs). Leitura impressionante, que me marcou tanto quanto o clássico A cor púrpura. Neste livro, a autora aborda um tema muito incômodo porém necessário: a violência. Somos levados, através de uma linguagem inesquecível, um enredo impactante, a pensar no lugar da mulher negra e do homem negro. Terminamos o livro num misto de empatia e revolta. É livro para mudar a vida e o jeito de enxergar o mundo  e as ações humanas. Leiam!” – Livia Vianna, editora-executiva do selo José Olympio

O martelo das feiticeiras, de Heinrich Kramer e James Sprenger 

“A gente ouve muito falar que houve uma caça às bruxas na Idade Média mas pouco sabe como de fato se deu essa perseguição. Como eram identificadas as bruxas? O que aconteciam com essas mulheres uma vez taxadas de bruxas? Reflexão que não sai da cabeça durante toda a leitura de O martelo das feiticeiras (Ed. Rosa dos Tempos, R$ 94,90, 700 págs): seria eu considerada bruxa? Se você é uma mulher que se impõe, certamente. É muito curioso (e ao mesmo absurdo e revoltante!) ler esse livro, que é um manual escrito por dois inquisidores medievais do que se fazer com as bruxas. Com essa leitura, além de aprender sobre a Inquisição o leitor, e principalmente a leitora, nunca mais encara o papel da mulher na sociedade da mesma forma. Leitura fundamental, essencial.” – Livia Vianna, editora-executiva do selo Rosa dos Tempos.

 

A coragem para liderar, de Brené Brown

“Nesse Dia Nacional do Livro a equipe da Editora BestSeller indica a leitura de
A coragem para liderar (R$ 39,90, 294 págs), de Brené Brown, uma de nossas autoras favoritas! Brené, que se tornou conhecida pelo TED O poder da vulnerabilidade e mais recentemente fez sucesso com o especial da Netflix  Um chamado à coragem, consegue nos fazer enxergar a importância da vulnerabilidade e da empatia, e o quanto essas ferramentas de conexão podem ser positivas para a nossa vida e nosso desenvolvimento profissional. Em A coragem para liderar Brené nos ajuda a entender que liderança não tem a ver com cargos, status ou poder, e que um bom líder, na verdade, é qualquer pessoa que se responsabiliza por reconhecer e desenvolver o potencial das pessoas ao seu redor e de suas ideias. Ambientes empresariais onde o medo e a vergonha são a regra são lugares onde a criatividade e a inovação certamente estão em falta. É impossível ter equipes motivadas e dispostas a ousar onde erros são vistos como fracasso. Por isso, segundo Brené, é essencial que os líderes estejam dispostos a despir-se da armadura da superioridade e do sentimento de infalibilidade. Só assim será possível  criar ambientes de trabalho propícios à inovação. O caminho da vulnerabilidade, da empatia e da conexão definitivamente não é o mais fácil. Preciamos estar dispostos a ter conversas difíceis, a assumir a responsabilidade por erros, a estar dispostos a ouvir e valorizar aqueles ao nosso redor e a abrir mão do controle, o que nem sempre é fácil. Mas a recompensa é incrível. Deixe-se envolver pela escrita direta e reconfortante de Brené Brown e aprenda com as dicas da autora a criar culturas empresariais que valorizam aquilo que temos de mais valioso: nossa humanidade.” – Equipe Editora BestSeller