Os 79 anos do boxeador Muhammad Ali

17/01/2021 73 visualizações

Filho de um pintor de placas, que protestava contra a discriminação racial, e de uma dona de casa, que nunca perdeu um culto dominical na Igreja de Monte Sião, nasce, no dia 17 de janeiro de 1942, Cassius Marcellus Clay, o boxeador que anos mais tarde seria conhecido em todo o mundo como Muhammad Ali. Após ser nocauteado pela pior e mais duradoura luta de sua vida, o pugilista perdeu a batalha contra o mal de Parkinson em 2016 e se foi aos 74 anos. Mas a sua trajetória o fez imortal e inspira até os dias de hoje.

No best-seller Muhammad Ali: Uma vida (770 págs, R$ 142,90), recém-lançado pela Editora Record. o jrnalista esportivo Jonathan Eig revela a origem, a ascensão e a queda daquele considerado o maior esportista do século XX pela revista Sports Illustrated. Por outro lado, o autor também destaca sua importância na luta contra o racismo, a relação com a política, a convivência com a família e o amor por um esporte brutal. A biografia é resultado de mais de 500 entrevistas, documentos do FBI e do Departamento de Estado Americano.

Tudo começou em 1954, quando Ali, então com 12 anos, conheceu o esporte. Ele, seu irmão Rudy, e um amigo, estavam à procura de um policial para denunciar o roubo de bicicleta, quando encontrou o agente de folga e atuando como treinador de boxe em um auditório. Para o adolescente da segregada cidade de Louisville, o ginásio abriu um mundo e atendeu uma necessidade, mas sua luta não era só nos ringues. Com uma história marcada pela desigualdade racial e social, logo percebeu que teria que viver com os efeitos da escravidão.

Considerado um dos homens mais amados e desprezados da América, um dos maiores pugilistas pesos-pesados de todos os tempos – combinando velocidade, potência e resistência –, guerreiro do orgulho racial, comediante, pastor, poeta e ator, Muhammad Ali foi um símbolo de liberdade e bravura, mas também um guerreiro capaz de derrotar qualquer oponente. Muhammad Ali: Uma vida eterniza a história do homem que abalou o mundo.

“Comecei a lutar boxe porque pensei que era o jeito mais rápido de uma pessoa negra conseguir vencer neste país”.