Os efeitos do coronavírus, a história de S. Jorge, Nora Roberts e mais

31/12/2020 627 visualizações

Pacientes que curam, da Julia Rocha 

Um livro para se emocionar e para rir. É diversão e é alimento para a luta. Um livro para pessoas que sentem muito pelas injustiças e que teimam em mudar o mundo. Em Pacientes que curam (Civilização Brasileira, 304 págs, R$ 34,90), a médica Julia Rocha conta seu cotidiano no Sistema Único de Saúde brasileiro, o SUS, onde trabalha há dez anos, desde que se formou. Uma mulher negra, médica de família e comunidade, mãe e cantora – vivenciou no plantão no hospital, em seu consultório na Unidade Básica de Saúde, na UPA ou em visita a pacientes em casa. E, ao fazer isso, traçam um retrato de um Brasil periférico, que vive mal desde sempre. Ao mesmo tempo, revelam o que há de universal, de sensível, no humano. No livro, vemos como saúde é muito mais do que não estar doente: é ter garantido o direito ao trabalho, à moradia, à alimentação, à educação, ao lazer e aos demais componentes do Estado de bem-estar social.

Rainha do Nada, da Holly Black 

Aguardado final da trilogia O Povo do Ar, best-seller #1 do New York Times, “A rainha do nada” (Galera, 294 págs, R$ 54,90) será a destruição da coroa e a ruína do trono. Jude aprendeu a lição mais difícil de sua vida quando abdicou do controle do Rei Cardan em troca de um poder imensurável. Agora, ela carrega o outrora impensável título de Grande Rainha de Elfhame, mas as condições são longe de ser ideais. Exilada por Cardan no mundo mortal, Jude se encontra impotente e frustrada enquanto planeja reivindicar tudo que Cardan tomou dela. A oportunidade surge com sua irmã gêmea, cuja vida está em perigo. Para salvá-la de uma situação tenebrosa envolvendo Locke, Jude decide voltar ao Reino das Fadas se passando por Taryn. Antes disso, porém, ela precisa confrontar os próprios sentimentos contraditórios pelo rei que a traiu.
No entanto, ao voltar a Elfhame, Jude constata que tudo mudou. A guerra está prestes a eclodir, e ela caminha próximo a seus inimigos.

O trauma na pandemia do coronavírus, do Joel Birman

Fruto das pesquisas do autor e da urgência do momento, O trauma na pandemia do Coronavírus (Civilização Brasileira, 168 págs, R$ 34,90) desenha as impressões e experiências da crise do Covid-19, especialmente da perspectiva brasileira. O psicanalista Joel Birman analisa a dimensão psíquica da pandemia da Covid-19, colocando em destaque as suas dimensões política, social, econômica, ecológica, cultural, ética e científica. O livro chama a atenção para a problemática do trauma, intimamente relacionada à noção de catástrofe humanitária, subjetiva e nacional em que particularmente a população brasileira está inserida. É um livro necessário a todas as pessoas que desejam compreender e processar subjetivamente esse período brutal.

Dicionário de símbolos, de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant 

Dicionário de símbolos (José Olympio, 1096 págs, R$ 169,90) é um convite a explorar o mundo. Publicado originalmente na França em 1969, é o resultado de anos de reflexão e pesquisa de um grupo de especialistas dos mais diversos campos do saber, como arte, sociologia, religião, antropologia, psicologia, política, esoterismo, entre tantos outros, coordenados por Jean Chevalier e Alain Gheerbrant. Os mais de 1.600 verbetes oferecem um apanhado histórico da produção cultural humana. A estrutura do dicionário, marcada por comparações e remissões, torna a leitura rica e prazerosa, permitindo uma compreensão profunda das raízes dos mais diversos símbolos.
Esta edição revista e atualizada convida ao mergulho no mundo simbólico e ao compartilhamento, de maneira consciente e reflexiva, dos potentes significados das criações da humanidade.

Santo guerreiro: Roma invicta, do Eduardo Spohr

Santo guerreiro: Roma invicta (Verus Editora, 616 págs, R$ 54,90) é o novo livro de Eduardo Spohr, autor dos best-sellers “A batalha do Apocalipse” e a série “Filhos do Éden”. Marca sua estreia no gênero do romance histórico, com a versão mais fidedigna já escrita sobre a vida de Gergios, o soldado romano eternizado e admirado em todo o planeta como São Jorge. Um dos santos mais populares do mundo, São Jorge é adorado por católicos, ortodoxos, anglicanos e devotos das religiões de matriz africana. Na iconografia, ele é representado por um cavaleiro brilhante, usando armadura completa, armado de lança e enfrentando um dragão. Embora não haja registros que confirmem a existência do santo, há uma infinidade de fontes históricas que descrevem o mundo em que ele teria vivido. Diocleciano, que governou o Império Romano entre 284 e 305 d.C., promoveu a última grande perseguição aos cristãos, ceifando perto de três mil vidas. Durante sua administração, a sociedade mediterrânea sofreu com a invasão dos persas, o assédio dos germânicos no extremo norte e uma série de revoltas internas. Diocleciano também transferiu a capital de Roma para a Nicomédia, na Anatólia (atual Turquia), e criou uma guarda particular, uma tropa de elite da qual, supostamente, Georgios fez parte.

Uma conjuração de luz, da V.E Schwab

O destino de grandes heróis e terríveis vilões ocorre em “Uma conjuração de luz” (Record, 728 págs, R$ 69,90), no desfecho épico da série “Tons de Magia”, de V. E. Schwab. A balança do poder enfim pendeu para um lado. O equilíbrio precário entre as quatro Londres atingiu um ponto sem volta. Outrora transbordando a vivacidade vermelha da magia, o império Maresh é invadido por uma sombra lançada pela escuridão, o que deixa espaço para outra Londres surgir. Kell, que já foi considerado o último Antari vivo, começa a questionar a quem deve sua lealdade. Lila Bard, que já foi uma reles ladra, sobreviveu e progrediu por meio de uma série de provações mágicas. Mas agora ela precisa aprender a controlar a magia antes que esta seja drenada por seus próprios poderes. Enquanto isso, o desacreditado capitão do Night Spire, Alucard Emery, reúne sua tripulação para correr contra o tempo em busca do impossível. Um antigo inimigo retorna para reivindicar a coroa enquanto heróis tentam salvar um mundo em decadência.

 Refúgio, da Nora Roberts

Refúgio (Bertrand, 490 págs, R$49,90) é suspense, vingança e, é óbvio, romance. Caitlyn Sullivan descende de uma longa linhagem de atores de Hollywood. Aos dez anos, Cate já era uma estrela. Aos olhos de alguns, ela parecia uma princesinha mimada, mas Cate era, na verdade, uma menina inteligente e determinada, a ponto de conseguir escapar de seus sequestradores sozinha. Dillon Cooper ficou chocado ao encontrar uma garotinha exausta e ensanguentada se escondendo em sua casa — mas, quando o jovem e sua família ouviram sua história, ofereceram refúgio e amparo, reunindo-a com os entes queridos. A provação de Cate, porém, estava longe de terminar. Primeiro veio a descoberta de uma traição cruel que mandaria alguém muito próximo para trás das grades. Depois, anos isolada na costa oeste da Irlanda, um lugar que oferecia a paz e a segurança de que precisava para curar suas feridas, mas uma angústia a devorava por dentro.
Finalmente, ela decide voltar para Los Angeles, reunindo coragem para retomar sua carreira como atriz e superar o trauma que tirou sua vida dos trilhos. O que Cate não sabe, porém, é que, desde aquela noite, tantos anos atrás, duas sementes foram plantadas e vêm germinando: uma de um grande amor, e outra, de uma terrível vingança.