Otimismo e diversidade marcam a Bienal 2019

O Grupo Editorial Record registrou um dos dias de maior movimento de suas participações na Bienal do Livro do Rio, no feriado de 7 de setembro. O faturamento cresceu quase 75% em relação ao segundo sábado do evento em 2017. As vendas também foram superiores se comparadas com o mesmo feriado nacional em 2017, que na edição passada caiu numa quinta-feira. A venda dos livros LGBTQI no sábado triplicou em relação à média dos dias anteriores desta edição da Bienal, com destaque para o americano David Levithan, a trans Luísa Marilac, Lucas Rocha e Tobias Carvalho. A polêmica envolvendo a revista em quadrinhos da Marvel, que resultou numa disputa jurídica, atraiu o interesse do leitor para o evento. O estande do Grupo Editorial Record fechou com um crescimento de 10% na comparação entre os dez dias de Bienal em 2019 e os onze dias de 2017.

“O que nos impressionou foi o desempenho no dia das polêmicas, faturamos 75% a mais que no segundo sábado da edição passada. Um resultado gratificante especialmente por mostrar que o leitor abraçou a defesa da liberdade de expressão e se posicionou contra a censura, a favor da Bienal livre”, afirma a vice-presidente do Grupo Editorial Record, Roberta Machado. “Fechamos essa Bienal de forma muito positiva, com o otimismo renovado em relação ao mercado editorial”.

As duas atrações interativas do estande do Grupo Editorial Record impulsionaram as vendas de livros durante a Bienal do Livro do Rio 2019. O Anexo Secreto, que homenageia os 90 anos de nascimento de Anne Frank, registrou quase dez mil visitas, colocando O diário de Anne Frank no topo da lista de mais vendidos. O segundo lugar entre os livros ficou reservado para uma das grandes surpresas desta Bienal: Wow! O primeiro contato (Ed. Verus), thriller de estreia do chapecoense Pablo Zorzi. Completa o pódio A corrente, de Adrian McKinty, lançamento que foi impulsionado pelo sucesso do balanço que serviu de cenário para centenas e centenas de selfies postadas no Instagram com a hashtag #naoquebreacorrente.

Entre as obras de não-ficção, O corpo encantado das ruas (Ed. Civilização Brasileira), cuja capa se assemelha a um saquinho de Cosme e Damião, de Luiz Antonio Simas, liderou, seguido pela nova edição do clássico Pedagogia da autonomia (Ed. Paz & Terra), de Paulo Freire. Alguma das obras do patrono da Educação brasileira registraram altas de até 60% nas vendas em 2019, desde que virou alvo de críticas de grupos conservadores.

Cinco mulheres lideraram o ranking de autoras, entre elas a brasileira Carina Rissi, que ficou na quarta colocação. Abrem a lista Sarah J. Maas, da série-fenômeno Trono de vidro, Colleen Hoover e Anne Frank. Fecha a lista Cassandra Clare, da série Os instrumentos mortais.