A minha alma é irmã de Deus

A minha alma é irmã de Deus

R$ 59,90
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Sinopse
Camila é uma jovem que quer ser santa para desfilar no exército das onze mil virgens do Paraíso. Numa tarde de domingo no Recife, conhece a seita Os Soldados da Pátria por Cristo por meio de seu criador, o pastor-músico Leonardo, que passa o dia tocando saxofone pelas calçadas. Juntos, os dois proclamam as maravilhas religiosas em meio à miséria, à bebida e ao misticismo. Seguem uma vida errante, até que o pastor desaparece e a mulher se transforma em lixo social, dormindo nos detritos, sem roupa e sem ter com que se cobrir, a não ser papéis e papelões nas ruas. Não pode nem mesmo dormir em ruínas e casas velhas, desabitadas. Uma justa metáfora do homem contemporâneo. Para alcançar esse efeito narrativo, Raimundo Carrero recorre a intratextualidades — reunião de textos novos com os de outros romances seus, além de personagens e situações — e a intertextualidades — textos e motivos de outros autores, inclusive a Bíblia. Tudo isso porque A minha alma é irmã de Deus é o romance que conclui a tetralogia "Quarteto Áspero", composta por Maçã agreste, Somos pedras que se consomem e O amor não tem bons sentimentos, com personagens, cenas e sequências que se repetem e que avançam por meio da trama e da harmonia do texto, modificadas, alteradas, renovadas, criando novas situações, independentes entre si. Envolvida num misterioso sequestro, Camila implora ao pai que pague o resgate imediatamente para que ela possa subir aos céus, ao mesmo tempo que vaga pelas ruas da cidade, ao lado de Leonardo, que bebe em bares e barracas, enquanto ela brinca de bonecas e carrinhos de corrida, sentada no meio-fio. É a metáfora comovente de uma geração que precisa sobreviver, mas não encontra empregos nem ajuda, e tem de lutar sozinha para alcançar alguma posição social. E, quando isso não acontece, naufraga vertiginosamente, atordoada e faminta. A beleza desta história está também na solidão de Camila, uma jovem que não conhece os seus caminhos, e procura se apegar a valores que a sociedade urbana brasileira desconhece em muitos momentos — religião, moral e ética, provocando a frase dilacerante de um dos seus personagens menos representativos: “Eu sou a terceira pessoa depois de ninguém.” Além disso, o leitor vai encontrar o casal Raquel e Alvarenga, este último um pobre homem que toca corneta nas calçadas, convidando os amantes da mulher para a cama de prostituta, a explicar sua vida: “Eu sou um corpo social, democrático, pertenço a todos. Não tenho direito a exclusividades.”
ISBN978-850-108-664-8
Tradutor
Altura210 mm
Largura140 mm
Profundidade13 mm
Lançamento31/08/2009
Páginas176
Ver informações completas
R$ 59,90
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ou 3x de R$ 19,97
Sobre o autor

Raimundo Carrero

Raimundo Carrero nasceu em Salgueiro/PE, em 1947. Jornalista e escritor, atuou por 25 anos no Diário de Pernambuco, onde exerceu diversos cargos, incluindo os de crítico literário e editor-chefe da redação. Na década de 1970, foi um dos principais romancistas e contistas do Movimento Armorial, idealizado por Ariano Suassuna, que visava criar uma obra erudita fundamentada nos símbolos da cultura popular. Além disso, Carrero atuou como assessor de imprensa na Fundação Joaquim Nabuco e integrou, por oito anos, o Conselho Municipal de Cultura de Recife. Entre 1995 e 1998, presidiu a Fundação Patrimônio Artístico e Histórico de Pernambuco (Fundarpe). E, em 2004, foi eleito para a Academia Pernambucana de Letras.

Premiado escritor, possui uma vasta e reconhecida produção literária. Pela Editora Record, é autor também dos romances A minha alma é irmã de Deus (2009), obra que lhe rendeu o segundo Prêmio Machado de Assis (da Fundação Biblioteca Nacional) e o Prêmio São Paulo de Literatura; Seria uma sombria noite secreta (2011); Tangolomango (2013); e O senhor agora vai mudar de corpo (2015), que lhe garantiu o segundo Prêmio APCA de Melhor Romance. Já conquistou também o Prêmio Jabuti com o livro de contos As sombras ruínas da alma.

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A minha alma é irmã de Deus