Borralheiro

Autor(es): Carpinejar
  • Brochura R$42,90

R$42,90

1346 em estoque

Calcular Frete
Forma de Envio Custo Estimado Tempo de Entrega
Compartilhe:

Sinopse

Uma revolução silenciosa tomou conta dos hábitos. Começou, de modo discreto, com uma maior participação na paternidade, seguiu para a cozinha, a lavanderia, e já se pode dizer que não há como contê-la. O homem é o novo dono do lar. O novo romântico. O novo casamenteiro. Não tem vergonha de chorar, lembra a data do primeiro beijo e conhece de cor e salteado onde ficam as toalhas e quais estão secas. Depois dos sucessos de Canalha! e Mulher perdigueira, Carpinejar retrata a mudança do comportamento masculino. Descobre agora o Borralheiro, personagem que não se sente menosprezado por cuidar das tarefas domésticas. Em altas doses de lirismo e humor, Carpinejar embarca em uma viagem sem volta pela residência. Passeia por cada cômodo, brincando com as diferenças do comportamento entre marido e mulher e destruindo condicionamentos do sexo e do amor. O escritor não foge de uma boa discussão de relacionamento, tanto que acha que a briga deveria ser profissionalizada com O Dia da DR. Em 100 crônicas, o escritor confidencia as estratégias divertidas de sedução e faz advertências saborosas para a rapaziada, como nunca mexer no umbigo da namorada ou apertar suas bochechas. Os segredos revelados são perigosos e com efeitos colaterais imediatos. Preocupado com uma possível epidemia carpinejariana, Luis Fernando Verissimo deflagra uma mobilização nacional: “Protesto, em nome da classe. O Carpinejar não se contentou em ser o melhor dos novos poetas, também invadiu a nossa área com a mesma originalidade e já é um dos melhores cronistas do país. Ninguém sabe do que ele será capaz, no futuro, se não for detido… É preciso detê-lo. Não o encorajem. Falem mal dele. E, em hipótese alguma, comprem este livro!” Borralheiro converte o mais ínfimo cotidiano em teorias de sensibilidade, explorando o perfil dos tipos familiares como sogro, o tio, a mãe e os irmãos. O autor convida cada um a repensar a rotina e se apaixonar novamente pelo casamento. Se em Canalha!, ele indicava a importância dos bicos da caixa de leite, aqui divide com a mulher copos de requeijão e iogurte. Quando o leitor terminar a obra, estará varrendo a sala, limpando a vida, preparando a comida e as conversas, arrumando a cama e os pensamentos, colocando a roupa e a fragilidade no varal e atendendo aos caprichos insanos do outro. MOTIVOS PARA SER UM BORRALHEIRO: * Como todas as empresas estão imitando o ambiente do lar, vide Facebook, é mais confortável ser original e permanecer na própria casa.* O poder cansa, estressa, gera infarto. A submissão assegura longevidade. * Nada mais tranquilo do que viver de mesada. * Curtir a infância dos filhos, com uma disponibilidade pay-per-view.* Assistir aos canais de futebol a qualquer hora.* Aprender passos de Pole Dance e refinar fantasias sexuais.* Reclamar que nunca é valorizado pela família. * Especializar-se na arte da conspiração e da intriga. * Influenciar o comportamento dos outros pela fofoca. * Retomar a coleção de aeromodelismo da infância.* Discutir o relacionamento com mais frequência e ampliar o repertório de palavrões no estádio de futebol.* Manter-se livre dos tribunais e cobranças, pois nenhuma dona de casa foi processada até hoje* Aperfeiçoar o faro para infidelidade, com a possibilidade de mexer em bolsos, roupas e gavetas. * Ganhar isenção do Imposto de Renda.* Aproveitar o tempo livre para cursos, cinema e teatro.* Vingar-se da mãe cozinhando melhor do que ela.* Por fim, é sempre mais prazeroso puxar o saco da mulher do que do chefe.

Sobre o autor

Carpinejar

Fabrício Carpinejar é poeta, jornalista e mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS, além de coordenador e professor do curso de Formação de Escritores e Agentes Literários da Unisinos. Filho do casal de poetas Maria Carpi e Carlos Nejar, nasceu na cidade gaúcha de Caxias do Sul em 1972. Recebeu diversos prêmios, entre eles o Maestrale/San Marco (2001), Açorianos (2001 e 2002), Cecília Meireles (2002), Olavo Bilac (2003) e Prêmio Erico Verissimo (2006). Carpinejar foi traduzido ao alemão e assinou contratos na Itália e na França. Participou de antologias no México, Colômbia, Índia e Espanha, e vem sendo aclamado por escritores do porte de Carlos Heitor Cony, Millôr Fernandes, Ignácio de Loyola Brandão e Antonio Skármeta como um dos principais nomes da poesia brasileira contemporânea.

Características

  • ISBN: 978-85-286-1497-8
  • Formato: Brochura
  • Suporte: Texto
  • Altura: 21cm
  • Largura: 14cm
  • Profundidade: 1.5cm
  • Lançamento: 19-04-2011
  • Páginas: 256