Isto não é um cachimbo

Autor(es): Michel Foucault
Editora: Paz & Terra
  • Brochura R$39,90

R$39,90

37 em estoque

Compartilhe:

Sinopse

A pintura sempre encantou Foucault. Mas ele escreveu pouco sobre ela. Há três apresentações de pintores, nos anos 1970, das quais se destaca o texto sobre Fromanger, que analisa sua utilização da fotografia na criação de imagens. Além dessas apresentações, há apenas três textos: o artigo sobre As meninas, de Velázquez, de 1965, inserido com modificações em As palavras e as coisas, no ano seguinte, que analisa o quadro do pintor espanhol como representação da representação clássica; o esboço de um livro sobre Manet, que, não se sabe por que, ele teria destruído, e do qual restou a gravação de uma conferência feita na Tunísia, em 1971, hoje publicada; e “Isto não é um cachimbo”, o mais importante deles pela complexidade e relevância do tema, que se insere perfeitamente nas questões que o ocupavam na época. Assim, para compreender este texto difícil é útil levar em consideração que ele foi publicado pela primeira vez em 1968 – como homenagem a René Magritte, falecido no ano anterior –, dois anos depois de o filósofo escrever As palavras e as coisas, e tem origem numa das cartas que o pintor lhe endereçou depois da leitura desse livro, ou do capítulo sobre As meninas, em que reflete sobre as noções de semelhança e similitude. Pode-se, portanto, tomar este escrito de Foucault como uma reflexão sobre a ideia de Magritte de que “as coisas não possuem entre si semelhança, elas têm similitudes. Só ao pensamento é dado ser semelhante”. O que faz, então, Foucault, inspirado nessa ideia? Analisa os dois desenhos “Isto não é um cachimbo”, vários outros quadros de Magritte, além da relação de seu procedimento pictórico com os de Klee e Kandinski, para mostrar como, no século XX, um tipo de pintura do qual ele se sente próximo em suas pesquisas teóricas sobre as ciências do homem e a literatura rompeu com os princípios da pintura ocidental em vigor desde o século XV. Mais especificamente, privilegiando a relação entre o desenho e o enunciado, a figura e o signo, o objetivo principal de Foucault, nessa época em que refletia sobre o seu próprio procedimento metodológico preparando sua Arqueologia do saber, de 1969, é explicitar como Magritte rompeu com o postulado da representação, inaugurando uma pintura que põe em questão o espaço comum, o “lugar comum” entre a imagem e a linguagem. Roberto Machado

Sobre o autor

Michel Foucault

Michel Foucault (Poitiers/França, 1926–Paris/França,1984), segundo Roger Pol-Droit, é “um filósofo que escruta o plano das penitenciárias, em vez de meditar sobre o esquecimento do Ser. Que prefere os relatórios de polícia às provas da existência de Deus. Pensador astuto, não cessa de mudar, de desfazer sua identidade, de multiplicar  as silhuetas em uma emboscada.” Pela Paz e Terra, publica História da sexualidade (4 volumes), Metafísica do poder, Isto não é um cachimbo e Eu, Pierre Rivière que degolei minha mãe, minha irmã e meu irmão

 

Características

  • ISBN: 978-85-7753-302-2
  • Título Original: Ceci N'Est Pas Une Pipe
  • Tradutor: Jorge Coli
  • Formato: Brochura
  • Suporte: Texto
  • Altura: 21cm
  • Largura: 14cm
  • Profundidade: 0.7cm
  • Lançamento: 05-08-2014
  • Páginas: 84
Gêneros: