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O pássaro de cinco asas

Autor(es): Dalton Trevisan
Editora: Record
  • Brochura R$47,90 R$14,90

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Sinopse

Com Dalton Trevisan o conto brasileiro se renovou. No campo da linguagem, o autor trouxe para a ficção um idioma ágil, vivo, lépido, desentranhado dos mais diversos ambientes populares, fixando o coloquial com rara mestria. No que diz respeito à estrutura da história curta, obteve efeitos novos através da síntese narrativa, fundindo, justapondo ou contrapondo planos, de modo a, num mínimo de espaço e de tempo, abarcar maior extensão e profundidade de aspecto da vida. Dalton realiza, sempre com espantosa economia de meios, a proeza de muito dizer, pouco falando. Escritor permanentemente insatisfeito, Dalton Trevisan vive polindo e repolindo seus livros anteriores — coisa que se pode comprovar comparando as diferentes edições deles. Os novos também são submetidos ao mesmo rigor, ao mesmo tratamento perfeccionista. É um autor em busca constante da melhor forma, da expressão precisa, correta, definidora. Graças a esses cuidados, sua técnica narrativa e fatura literária são excepcionais. Técnica e fatura que aplica para revelar os dramas de uma pequena e miúda humanidade, uma humanidade cujo heroísmo está simplesmente em viver ou sobreviver aos embates da vida. Ninguém como ele para reelaborar os faits-divers e dar-lhes grandeza dramática e até trágica. O universo do contista paranaense torna-se, assim, um microcosmo perturbador, soma e suma de todo um vasto mundo onde se desenrola a infindável comédia humana.

Sobre o autor

Dalton Trevisan
Dalton Trevisan

No dia 14 de junho de 1925, nasce Dalton Trevisan. Em Curitiba, é claro. A mesma Curitiba em que cresce e ganha a fama de “vampiro”. A mesma Curitiba que eternizou em tantos contos — e que, justamente por isso, tem com ele um débito eterno. A mesma Curitiba cheia de mistérios. O próprio escritor é um deles: para se conceber um histórico de Trevisan, é preciso a habilidade das cerzideiras, cosendo retalhos aqui e ali, em uma ou outra reportagem, nas antigas e raras entrevistas. Formado em Direito, exerceu a função de repórter policial e crítico de cinema. Um acidente com o forno de uma olaria, em 1945, quase lhe tira a vida. Trevisan foi internado com fratura de crânio, mas se recuperou para editar, a partir do ano seguinte, a revista Joaquim, que duraria até 1949. Em 1950, o escritor vai para a Europa. Casa-se em 1953, tornando-se pai de duas filhas. Escondeu-se no anonimato para vencer um concurso de contos no Paraná, em 1968. Gosta de filmes de bangue-bangue e de passear pelas ruas da capital paranaense. Já teve livros traduzidos para diversos idiomas, como o inglês, o espanhol e o italiano. Na Hungria, alguns de seus contos inspiraram uma série de TV. No Brasil, alguns textos foram adaptados para o cinema e a TV. Seus livros são editados pela Record desde 1978. Durante anos, seus livros ganharam identidade visual criada pelo artista gráfico Poty. Depois, a parceria mudou: figuras em nanquim do dadaísta alemão George Grosz, resgatadas da Berlim do tempo da república Weimar, dão o tom apocalíptico que os escritos de Trevisan foram assumindo.

Características

  • ISBN: 978-85-01-01384-2
  • Formato: Brochura
  • Suporte: Texto
  • Altura: 21cm
  • Largura: 14cm
  • Profundidade: 0.8cm
  • Lançamento: 01-04-1979
  • Páginas: 142