Romance em quarentena, clássico da literatura afro-americana e mais lançamentos

2/09/2020 84 visualizações

Homem invisível, de Ralph Ellison 

Clássico da literatura afro-estadunidense Homem invisível (Ed. José Olympio, R$ 64,90, 574 págs) ganha nova edição ampliada. Obra fundamental na formação intelectual de Barack Obama, um dos romances seminais do cânone afro-americano, o livro que resume a experiência de ser negro nos EUA, ao narrar a história de um jovem negro que sai do sul racista dos Estados Unidos e vai para o Harlem, em Nova York, nos primeiros anos do século XX. Com o passar do tempo, entre experiências frequentemente contraditórias, o protagonista conhece um mundo muito diferente daquele que idealizara. Invisível para brancos racistas e também para negros, ele deseja apenas ser como é.

É chegada a hora (Vol. 6 As crônicas de Clifton), de Jeffrey Archer

Sexto e penúltimo livro da série As crônicas de Clifton, É chegada a hora (Bertrand Brasil, R$ 54,90, 434 págs) traz as consequências devastadoras para Giles Barrington, Lady Virginia, Harry e Emma Clifton após ler uma carta de suicídio. Giles precisa decidir se deve se afastar da política e tentar resgatar Karin, a mulher que ama, do outro lado da Cortina de Ferro. Estaria Karin realmente apaixonada por ele, ou seria ela uma espiã? Enquanto isso, Lady Virginia está em processo de falência, mas vê a oportunidade de acabar com seus problemas financeiros quando conhece o vigésimo oitavo homem mais rico dos Estados Unidos. Harry Clifton continua determinado a libertar Anatoly Babakov de um gulag na Sibéria, após o sucesso internacional de seu aclamado livro. Mas então acontece algo que nenhum deles poderia ter previsto.

Nacional-populismo: A revolta contra a democracia liberal, de Roger Eatwell e Matthew Goodwin 

Escrito por dois dos principais especialistas sobre fascismo e ascensão da direita populista, Nacional-populismo (Ed. Record, R$ 74,90, 350 págs) é um guia lúcido, resultado de uma profunda pesquisa acerca das transformações radicais do cenário político de hoje, que revela os motivos pelos quais as democracias liberais em todo o Ocidente estão sendo desafiadas. O que está por trás dessa onda excludente? Quem apoia esses movimentos e por quê? O que a ascensão deles nos diz sobre a saúde da política democrática liberal?  O que pode ser feito para conter essa maré? Esta edição conta com texto exclusivo sobre a eleição e os primeiros meses do governo de Jair Bolsonaro, analisando como ele pode ser identificado com essa tendência mundial.

Meninas selvagens, de Rory Power 

Emocionante história de terror feminista sobre três melhores amigas que estão em quarentena em um colégio interno e o que acontece quando uma delas desaparece. Em Meninas selvagens (Galera, R$ 44,90, 320 págs) as meninas estão há dezoito meses em quarentena na Escola Raxter por causa de uma doença misteriosa. Primeiro, as professoras foram morrendo, uma a uma. Então, começou a infectar as alunas, transformando o corpo delas em algo cada vez mais estranho. Isoladas do resto do mundo e deixadas à própria sorte, as meninas não se atrevem a ultrapassar o limite da escola. Hetty, Byatt e Reese esperam a cura prometida enquanto a doença se alastra. No entanto tudo muda quando Byatt desaparece. Hetty não medirá esforços para encontrá-la, mesmo que isso signifique quebrar a quarentena e desbravar os horrores que as esperam além da cerca que separa a escola da floresta. E quando Hetty se lança rumo ao desconhecido, descobre que há muito mais mistérios por trás dessa história.

O jogo das contas de vidro, de Hermann Hesse

A ação de O jogo das contas de vidro (Ed. Record, R$ 69,90, 504 págs) se passa em 2200, na comunidade utópica de sábios reunidos na Castália. Segundo estudiosos da obra de Hesse, o herói José Servo e sua autobiografia fictícia representam a vida que o autor teria almejado. Ele tem a missão de ensinar aos monges beneditinos o jogo das contas de vidro, pois a ordem laica que representa deveria estabelecer relações com a ordem religiosa dirigida por padre Jacobus, um historiador. Por intermédio dele, Servo, atuando como magister ludi (mestre do jogo), descobre o valor da história, questiona seu universo e rebela-se. Unindo a sabedoria do Ocidente e do Oriente, Hesse conduz em O jogo das contas de vidro a um desfecho surpreendente numa obra construída com lições de muitos mestres.

Eleanor & Grey, de Brittainy C. Cherry

Um livro sobre amizade, família, perdas e, acima de tudo, amor. Em Eleanor & Grey (Ed. Record, R$ 49,90, 406 págs), a protagonista é uma adolescente introvertida que prefere a companhia de seus amados livros a interagir socialmente. Até que sua prima a arrasta para uma festa e surpreende ao ser abordada pelo astro do time de basquete. Com o tempo, a amizade entre eles surge de forma natural; uma ligação tão forte, tão intensa, que logo se transforma em outro sentimento. Mas aquele sonho se transforma em pesadelo de uma hora para outra. Uma terrível notícia faz o mundo de Eleanor desabar. A única coisa ainda de pé é Greyson, incansavelmente ao seu lado. Mas nem sempre a força do amor é o bastante para deter o curso da vida: Ellie e Grey se veem forçados a se separar. Anos mais tarde, Eleanor pensa ter deixado seu primeiro amor no passado, mas o caminho dos dois volta a se cruzar. Só que, dessa vez, quem precisa de ajuda é Greyson. O problema é que ele já não é mais o garoto doce de suas lembranças. Grey se tornou um homem frio, insensível, e o elo especial que um dia partilharam parece ter se rompido para sempre.