Schroeder lança ‘Aranhas’ no Rio, São Paulo e Santa Catarina

2/03/2020 107 visualizações

O escritor catarinense Carlos Henrique Schroeder transformou seu fascínio pelos aracnídeos no livro de contos  Aranhas (Ed. Record). Cada um de seus 32 contos, de inspiração contemporânea e urbana, é batizado com o nome de uma espécie. Autor do elogiado best seller ‘As fantasias eletivas’, Schroeder promove cinco sessões de autógrafo ao longo de março. O primeiro deles acontece no dia 3 de março, na Travessa de Botafogo, no Rio de Janeiro. Em seguida a turnê passa por Jaraguá do Sul, no dia 7, na Gafipel; São Paulo, dia 10, Travessa Pinheiros; Florianópolis, dia 18, Livrarias Catarinenses; e Balneário Camboriú, dia 26, também nas Catarinenses.

Mais sobre Aranhas

A arte, por mais prosaica que possa parecer, é capaz de despertar sentimentos distintos no espectador. O escritor catarinense Carlos Henrique Schroeder foi surpreendido por dois desenhos do mestre simbolista Odilon Redon que retratou aranhas em duas criações em carvão vegetal. Uma delas batizada ‘A aranha sorrindo’ está no Louvre, em Paris. A outra, ‘A aranha chorando’, pertence a uma coleção particular. Os aracnídeos pavorosos de Redon visitam Schroeder constantemente em pesadelos que ele imaginava poderiam cessar, caso ele desse vazão à imaginação e escrevesse textos dedicados a tão repugnante ser. Se os contos, que deveriam servir de antídoto não surtiram efeito algum – Schroeder segue tendo pesadelos –  ao menos deram origem a esta preciosa coletânea.

Aranhas (Ed. Record) reúne trinta e dois textos, cada um batizado com o nome de uma espécie do artópode. Em Golias-comedora-de-pássaros (Theraphosa blondi), o autor demonstra toda a perspicácia para homenagear ‘A metamorfose’, de Kafka. De Viúva-negra (Latrodectus mactans) a Da-casca-de-Darwin (Caerostris darwini), há aranhas tanto para principiantes quanto para os iniciados neste universo traiçoeiro. Carlos Henrique Schroeder é autor do romance best seller ‘As fantasias eletivas’, também lançado pela Record.

Mesmo que alguns contos sejam brevíssimos, alguns de apenas um parágrafo, ainda assim causam grande impacto com imagens e argumentos envolventes. Para Schroeder a “literatura é atrito, é uma atitude contrária ao mundo”. Aranhas é uma obra que corrobora com essa posição. O conto inspirado em A metamorfose é dedicado ao escritor argentino Pablo Katchadjian, que em 2015 foi acusado de plagiar ‘O aleph’, de Jorge Luís Borges. “Quando, certa manhã, Gregor Samsa acordou de sonhos inquietos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num aracnídeo monstruoso. Suas oito pernas, lastimavelmente finas em comparação com o volume do resto do corpo, tremulavam desamparadas diante dos seus olhos. “O que aconteceu comigo?”, pensou.”

Autor do best-seller As fantasias eletivas, Carlos Henrique Schroeder mais uma vez prova ser um dos mais inventivos escritores brasileiros, e faz uma espécie de tour de force social para tratar de temas como preconceito, amor, morte, inveja e a nossa absoluta falta de compreensão do que é ser humano.