Relembre o sucesso dos Livros LGBTQ na Bienal do Rio

23/12/2019 138 visualizações

A tentativa mal sucedida de censurar uma revista em quadrinhos com dois homens se beijando entrou para a história da Bienal do Rio. Numa reação à medida da Prefeitura de retirar os exemplares de circulação, editores, autores e, especialmente, leitores se uniram para protestar contra o ataque à liberdade de expressão. O youtuber Felipe Neto comprou mais de 10 mil exemplares de livros jovens com temática LGBTQI para distribuir aos visitantes da Bienal. O dia da distribuição registrou, além de protestos e manifestações explícitas de amor,  um dos maiores movimentos na história e protestos.

O episódio levou a Galera Record, pioneira na publicação de livros gays para o público jovem, a antecipar o lançamento de “O amor não é óbvio”, da jovem revelação baiana Elayne Baeta. Seu livro, lançado em novembro, foi o primeiro com protagonistas lésbicas a figurar na lista de mais vendidos da revista Veja. Para marcar sua defesa pela diversidade, a Galera ainda lançou o Kit Gay que reunia três livros: ‘George’, de Alex Gino, ‘Dois garotos se beijando’, de David Levithan, e ‘Você tem a vida inteira’, do brasileiro Lucas Rocha. Seu livro teve os direitos adquiridos pela editora americana Scholastic.

2019 também foi o ano de ‘Eu, travesti’ (Ed. Record), relato autobiográfico de Luísa Marilac, personalidade trans mais querida do Brasil, escrito a quatro mãos com a escritora Nana Queiroz, de ‘Especial’ (Galera Record), livro de Ryan O’Connell, que inspirou a série do Netflix, e de ‘As desventuras de Arthur Less’ (Ed. Record), vencedor do Pulitzer com a espirituosa trama sobre uma crise da meia idade.