Por Raquel Araujo
Considerada referência no gênero chick-lit, Marian Keyes se tornou um fenômeno editorial, com mais de 33 milhões de cópias vendidas e obras traduzidas em 36 idiomas. Números incríveis para esta irlandesa de 52 anos que se formou em Direito, apesar de nunca ter seguido a profissão. O sucesso inegável é fruto de uma escrita simples, que se aproxima do público.
Em Sushi, ela conta a história de três mulheres cujos caminhos se encontram. Apesar de totalmente diferentes entre si, as três possuem uma coisa em comum: a insatisfação com a vida.
Ashling foi demitida e não sabe como vai fazer para pagar a hipoteca de sua casa. Lisa é uma workholic que, quando opta por uma nova oportunidade de emprego, acaba se decepcionando. Clodagh é casada e tem o que muitas mulheres considerariam “a vida perfeita”: com filhos, um marido lindo e uma casa maravilhosa. Mas, para a própria Clodagh, tudo parece errado e ela está empenhada em mudar suas perspectivas.
“Sushi” trata de situações corriqueiras com humor e realismo, o que é uma característica marcante da escrita da autora. A obra fala de depressão, traição e relacionamento entre amigos e prova que a felicidade pode ser relativa.
Neste início de ano, em meio aos inúmeros desejos por um 2016 melhor, o livro de Marian Keyes nos mostra que é possível dar a volta por cima e, principalmente, nos ensina a encontrar a verdadeira felicidade nas pequenas coisas.
Trecho:
“A cama acenou para ela, tentadora. Estava profundamente deprimida. Mas resistiu à tentação de voltar para lá e fugir da realidade novamente. A vida precisava continuar.”