“Talvez um dia”, de Colleen Hoover

11/06/2016 41 visualizações

Abrir um livro novo da Colleen Hoover é sempre uma caixinha de surpresa. Não que eu não saiba o que me aguarda. Em linhas gerais, sempre me preparo para uma história que apresente um bom casal de protagonistas em um embate profundamente balanceado entre o drama e o romance. Mas, a cada livro que leio ainda me surpreendo com a profundidade dos personagens, a beleza da escrita da Colleen (que parece sempre superar os limites da perfeição) e as lições que acabam ecoando na minha cabeça, mesmo que eu já tenha finalizado a leitura há semanas.

Em maio chegou às livrarias pela Galera Record “Talvez um dia”, livro que conta a história de Sydney. Sua vida vira de pernas para o ar quando descobre que seu namorado a traía com sua melhor amiga (e companheira de apartamento). Irritada e sem ter para onde ir, ela acaba aceitando o convite de Ridge para passar temporada em sua casa. Ridge mora no prédio ao lado e a música é o elo entre os dois. Ele toca violão todos os dias na varanda enquanto ela costuma acompanhar a melodia e, muitas vezes, rascunha algumas letras. Sem nunca terem se falado, mas cientes de suas presenças a poucos metros um do outro, Ridge toma a iniciativa e pede a ajuda de Syd. Ele é o compositor da banda do irmão, mas, graças a um bloqueio criativo, não consegue manter o ritmo de produção. Sydney é a solução que procura e pode ajudá-lo a dar vida às melodias.

Muito além de apenas um bom enredo, “Talvez um dia” dá aos personagens uma trilha sonora densa que os acompanha, literalmente, ao longo de toda a obra. Isso porque Colleen Hoover firmou parceria com o cantor e compositor Griffin Peterson e ambos compuseram as músicas presentes no livro. A sensibilidade de Colleen somada ao talento inegável de Peterson resulta em letras ternas que dão à “Talvez um dia” um inesquecível ritmo cadenciado com nuances do country music.

A experiência é incrível. As músicas me ajudaram a mergulhar de cabeça no mundo de Syd e Ridge, como se os personagens existissem de verdade e estivessem bem ali, do meu lado. Impossível ler sem cantarolar ou ouvir as músicas sem relembrar o amor puro do casal. Está tudo intrinsecamente interligado. Destaque para “I’m in trouble”, que, assim como o título sugere, me deixou totalmente encrencada com este livro. Encrencada porque agora não consigo parar de pensar nele, que se tornou um dos melhores que li este ano. Encrencada porque o li em uma madrugada e já estou com saudades da história.

E as músicas? Estou escutando enquanto escrevo este texto, ao mesmo tempo em que acompanho a letra bem baixinho, para não atrapalhar as colegas da equipe.

As músicas estão disponíveis na playlist do cantor no Spotify