Tony Robbins ensina O caminho, Quarup, O consentimento e mais

23/03/2021 62 visualizações

O caminho – Como acelerar sua jornada rumo à liberdade financeira. do Peter Mallouk e Tony Robbins

Peter Mallouk e Tony Robbins retomam a parceria em O caminho: Como acelerar sua jornada rumo à liberdade financeira (BestSeller, 336 págs, R$ 49,90). Ao lidar com dinheiro e investimentos surgem muitas dúvidas e o medo de perder tudo o que conquistamos. Alguns questionamentos comuns são: Como organizar meu dinheiro? Como escolher o investimento correto? O caminho não se esquiva de abordar de maneira irrestrita os riscos que poderiam afastá-lo do caminho da tão sonhada liberdade financeira. Os autores compartilham conselhos precisos e experiências reais, ajudando o leitor a se livrar das dificuldades enfrentadas na construção do seu trajeto próprio. O livro é um guia para essa jornada em busca da independência financeira, auxiliando a articular metas, a evitar armadilhas e a expandir as oportunidades. Será possível aprender as ferramentas e as estratégias adequadas para atingir o domínio do jogo financeiro, além de perceber que o dinheiro existe para servi-lo e para atender às suas prioridades, e não o contrário. Ao estabelecer um plano antes de subir a montanha e ao traçar o seu caminho, Peter Mallouk e Tony Robbins ressaltam que você pode dedicar algum tempo para apreciar o seu progresso. A alegria faz parte da jornada. Se você conseguir se libertar e se divertir, a satisfação estará lá no topo.

O consentimento, da Vanessa Springora

Há trinta anos, Vanessa Springora foi a musa adolescente de um dos escritores mais célebres da França, uma nota de rodapé na narrativa de um homem influente no mundo literário francês. No fim de 2019, quando mulheres do mundo todo começaram a se manifestar, a autora, agora na casa dos quarenta anos, decidiu resgatar a própria história. O consentimento (Verus, 288 págs, R$ 44,90) narra a adolescência roubada de uma jovem precoce. Devastadora em sua honestidade. A jornalista conta de maneira lúcida e fulgurante essa história de amor e perversão, em que descreve um processo implacável de manipulação psíquica e a ambiguidade em que é colocada a vítima consentida. Para além de sua história individual, a autora também faz uma denúncia contundente de um mundo literário que por muito tempo aceitou e ajudou a perpetuar a desigualdade de gêneros e a exploração e o abuso sexual de crianças.

Quarup, do Antonio Callado

Publicado pela primeira vez em 1967, Quarup (José Olympio, 574 págs, R$ 89,90)  conta a história de Nando, um padre jovem e ingênuo que sonha reconstruir no Xingu uma civilização comunista semelhante à que existiu nas Missões jesuíticas do sul do Brasil. Para se dedicar ao projeto, Nando viaja ao Rio de Janeiro a fim de pedir a autorização necessária junto ao Serviço de Proteção ao Índio (SPI), órgão que deu origem à atual FUNAI. No Rio, toma contato com a sociedade permissiva do sexo livre e das drogas e com a corrupção política, pois os dirigentes do SPI desejam manipular o projeto de Nando em proveito próprio. Perdido entre conflitos existenciais e os prazeres da vida, o jovem padre ganha uma nova percepção do mundo, de seus semelhantes e de si mesmo. No romance, o ritual indígena do Quarup ocorre para Nando e para muitos dos personagens como uma espécie de rito de passagem, obliterando o sentido sagrado para os povos do Xingu.

A maldição do rei, da Philippa Gregory 

A maldição do rei (Record, 728 págs, R$ 89,90) é a aguardada conclusão de uma das séries históricas mais queridas do mundo. Uma narrativa de muitos triunfos e tragédias, lealdades e traições, famílias caindo em desgraça e, principalmente, de uma mulher forte e corajosa conquistando seu lugar na história. Nesse último volume da aclamada série Guerra dos Primos, Philippa Gregory conta a história de Margaret, prima da Princesa Branca e filha do duque de Clarence. Por ser uma Plantageneta, ela é vista como mais uma ameaça ao instável trono do rei Henrique VII, então é prometida em casamento a um Lancaster que segue fielmente as ordens dos Tudor. Essa é a única maneira de manter a casa de Plantageneta longe do trono. Por sua lealdade, o rei confia a Sir Richard Pole, marido de Margaret, a governança de Gales, onde poderá levar uma vida tranquila ao lado da esposa. Porém, a vida de Margaret sofre uma reviravolta com a chegada de Artur, o jovem príncipe, e sua bela esposa espanhola, Catarina de Aragão, que logo se torna uma amiga de confiança do casal.

As matemáticas da vida e da morte, do Kit Yates

Este livro não é sobre matemática. Nem para matemáticos. Se você já se sentiu desencorajado por achar que não pode aplicá-la na vida real, considere este livro um grito de liberdade. Em As matemáticas da vida e da morte (Record, 308 págs, R$ 64,90), Kit Yates convida a um passeio fascinante pelas situações cotidianas e aplicações em larga escala de conceitos matemáticos. Ele explora as narrativas reais, com grande impacto na vida das pessoas, em que a aplicação – correta ou incorreta – da matemática teve papel crucial: pacientes prejudicados por genes imperfeitos; empresários levados à falência por algoritmos defeituosos; réus inocentes sendo punidos em decorrência de erros probabilísticos e vítimas de falhas de software. Para aqueles que abandonaram a matemática depois de concluir a escola, os números com que nos deparamos diariamente podem parecer confusos. Neste livro esclarecedor e extraordinariamente acessível, Kit Yates lança luz sobre princípios ocultos que podem nos ajudar a entender e a navegar pelas superfícies aparentemente caóticas do nosso mundo, mostrando como a matemática está em (quase) tudo: das taxas de natalidade à forma como percebemos a passagem do tempo; de como nos comunicamos até a maneira como viajamos; do modo como trabalhamos até a forma como relaxamos.

Brexit – Origens e desafios, do Roger Scruton

Em Brexit: origens e desafios (Record, 196 págs, R$ 49,90), Roger Scruton aborda um dos eventos políticos mais turbulentos da história recente do Reino Unido e questiona como definir uma identidade britânica nos próximos anos. A obra é uma resposta à decisão tomada pela Grã-Bretanha, por meio de um referendo em 2016, de deixar a Comunidade Europeia. Estivesse o povo britânico certo ou errado ao votar como votou, Roger Scruton procura entender neste livro as origens históricas e culturais desta decisão, e ainda a maneira pela qual a soberania britânica deve ser concebida futuramente, a fim de unir os que desejavam sair e os que preferiam permanecer. Precisará a Grã-Bretanha redefinir sua identidade? As diferentes compreensões de sua própria história influirão nessa resposta, bem como a forma como os países que a integram irão se relacionar com a globalização, por exemplo, ou com a migração em massa, a ascensão do Islã e o declínio da fé cristã. Aceitarão eles tais dinâmicas como inevitáveis ou resistirão a elas? E, neste caso, em que bases construirão tal resistência?

Herói (Vol. 4 As Crônicas de Starbuck), do Bernard Cornwell

Em Herói (Record, 336 págs, R$ 59,90), o novo capítulo da saga As Crônicas de Starbuck, Nate precisa enfrentar o que entraria para a história como a batalha mais sangrenta da Guerra Civil Americana. É fim de verão em 1862. Depois de derrotar repetidos ataques do Norte, a Confederação enfim invade os Estados Unidos da América. Essa investida, lançar um pequeno exército contra uma força muito maior, é uma aposta. Para ser bem-sucedida, o general Robert Lee precisa de todo soldado veterano disponível em suas linhas. Nathaniel Starbuck é um deles, mas, em vez de marchar à frente da Legião Faulconer, ele recebe o comando do batalhão de castigo, uma unidade composta de covardes e fracassados. Os inimigos de Nathaniel esperam que isso seja sua ruína. Se ele deseja algum sucesso, deve provar que estão errados e liderar uma força maltrapilha contra a guarnição nortista por Harper’s Ferry e pela fronteira à margem do córrego Antietam. Lá, Nate participará do que vai ser o dia mais sangrento da história dos Estados Unidos.

Memorial de Maria Moura, da Rachel de Queiroz 

Romance maduro de Rachel de Queiroz, Memorial de Maria Moura (José Olympio, 504 págs, R$ 59,90) traz em si todas as características literárias que consagraram a escritora, a primeira mulher a entrar na Academia Brasileira de Letras. Narrado no Brasil rural do século XIX, o livro conta a saga de Maria Moura, personagem forte e sertaneja. Ainda nova, Maria Moura passa por experiências dolorosas. Perde o pai e depois a mãe. O padrasto a alicia e a violenta. E mais: sua terra, herdada, se encontra sob ameaça de primos inescrupulosos. O agreste, a seca e a solidão poderiam ser os únicos companheiros dessa jornada. Maria, porém, é um retrato da vontade e do desejo da mulher nordestina, que entende o lugar de submissão em que a sociedade e a família querem colocá-la, mas não aceita se contentar com ele. À sua volta reúnem-se personagens apaixonados e leais, que clamam por participar de sua luta por justiça. O sertão, a liberdade, a violência, a disputa por terras, a religiosidade, a vontade e a emancipação feminina, a amizade e o amor são grandes temas de Rachel de Queiroz, todos tratados nessa obra-prima, escrita quando a autora já contava com 82 anos.

Casamento de conveniência, da Georgette Heyer

Ambientado em 1776, Casamento de conveniência (Record, 336 págs, R$ 44,90) foi publicado pela primeira vez em 1934. Quando o conde de Rule pede a mão de Elizabeth Winwood, não sabe o problema que causará à bela jovem. Ela está comprometida com o admirável mas pobre tenente Heron. O final infeliz para essa história só pode ser impedido pela impetuosidade da irmã mais nova de Elizabeth, Horatia, que se oferece para se casar com lorde Rule. Numa revolução literária para a época, o casamento aqui não é visto como o final feliz para a história, mas como seu ponto de partida, o mote a partir do qual a trama se desenvolve. Sexo e amor ocupam espaços próprios na literatura. E sexo não necessariamente significando trégua entre os amantes. Georgette Heyer foi uma mulher singular para sua época. Tornou-se autora de best-sellers ainda muito jovem. Foi sempre alheia à publicidade e manteve sua vida particular preservada. Nunca deu uma entrevista sequer, e apenas respondia às cartas dos fãs que levantavam questões históricas que considerasse relevantes.

Amor de redenção, da Francine Rivers

Amor de redenção (Verus, 462 págs, R$ 59,90), um clássico atemporal, uma história transformadora sobre o amor incondicional, redentor e absoluto que está ao alcance de todos nós. Numa época em que os homens vendiam a própria alma por um punhado de ouro e as mulheres vendiam o próprio corpo por um lugar para dormir. Angel aprendeu a não esperar dos homens nada além de traição. Vendida como prostituta ainda criança, a única maneira que ela encontra para sobreviver é mantendo o ódio bem vivo em seu coração. E o que ela mais odeia são os homens que a usaram, deixando-a com um imenso vazio interior. Até o dia em que ela conhece Michael Hosea. Um homem que busca o divino em todas as coisas, Michael obedece ao chamado de Deus para que se case com Angel e a ame incondicionalmente. Aos poucos, ele vai conquistando um lugar cada dia maior no coração de sua esposa, que começa a se abrir para ele. Mas, com a chegada inesperada desse amor, Angel é invadida por sentimentos arrebatadores de medo e desprezo por si mesma. E então ela foge de volta para a escuridão, para longe do amor perseverante de seu marido, morrendo de medo da verdade que ela já não pode negar: sua cura definitiva deve vir daquele que a ama mais até do que Michael.

Guia da garota confiante, da Katty Kay e da Claire Shipman

Empoderador e divertido, Guia da garota confiante (Galera, 304 págs, R$ 49,9) oferece às meninas o essencial para que se tornem corajosas, destemidas e efetivamente prontas para enfrentar qualquer coisa. É um grande paradoxo: as meninas estão conseguindo alcançar metas e posições como nunca antes, mas, ainda assim, permanecem consumidas pela sensação da dúvida, preocupando-se constantemente com sua aparência, o que outras pessoas pensam, se devem ou não tentar fazer parte de um time esportivo na escola, o porquê de não estarem conseguindo notas “perfeitas” e com quantos likes e seguidores têm on-line. Em Guia da garota confiante, Katty Kay e Claire Shipman utilizam pesquisas e ciência, assim como métodos comprovados de mudança comportamental, para alcançar as meninas no estágio em que elas mais precisam – a pré-adolescência e a adolescência.

O caderninho de desafios de Dash & Lily, do David Levithan e da Rachel David

Repaginado, O caderninho de desafios de Dash & Lily (Galera, 256 págs, R$ 49,90) é o livro que inspirou a série da Netflix. O Natal está quase chegando, o que é motivo de grande alegria para Lily, que sente que chegou a hora, finalmente, de se apaixonar. Para encontrar sua cara-metade de forma nada óbvia, ela montou, junto de seu irmão, um plano: deixou um caderninho vermelho repleto de tarefas em uma das prateleiras de sua livraria favorita – e mais caótica, vale ressaltar – da cidade, na expectativa de que o cara certo apareça e aceite o desafio. Dash, que não é exatamente um fã do período natalino, encontra o caderninho na sua também favorita livraria e decide – por que não? – topar a missão. Intrigado e curioso, ele completa as primeiras tarefas, e os dois passam a se comunicar e conhecer um ao outro utilizando como ponte o caderninho, que é deixado e resgatado, a cada vez, em um ponto diferente de Manhattan. Mas Dash é mesmo o cara certo?

Microfísica do poder, do Michel Foucault

Microfísica do poder (Paz & Terra, 432 págs, R$ 69,90) é uma coletânea de artigos, cursos, entrevistas e debates, em que Foucault analisa questões relacionadas à medicina, à psiquiatria, à geografia, à economia, mas também ao hospital, à prisão, à justiça, ao Estado, ao papel do intelectual, à sexualidade etc. Esses textos têm como tema central o poder nas sociedades modernas: sua configuração, sua difusão no corpo social, seu exercício em instituições, sua relação com a produção da verdade, as resistências que suscita. Além disso, eles explicam o método genealógico elaborado por Foucault para analisar como e por que os saberes se constituem a partir de práticas políticas e econômicas. Há três novidades principais nos textos desta coletânea: primeiro, rejeitar a identificação entre poder e aparelho de Estado, dando importância à rede de poderes moleculares que se expande por toda a sociedade; segundo, caracterizar o poder não apenas como repressivo, mas também como disciplinar, normalizador; terceiro, analisar o saber como peça de um dispositivo político que o produz e é intensificado por ele.

Professora, sim; tia, não, do Paulo Freire

Em Professora, sim; tia, não (Paz & Terra, 192 págs, R$ 49,90), o maior educador brasileiro denuncia que a troca da palavra “professora” por “tia” para designar “pessoa que ensina” é uma armadilha ideológica. Nas dez cartas que compõem o livro, o autor analisa as qualidades verdadeiras e autênticas das virtudes éticas que educadores progressistas precisam ter e praticar, se querem ser agentes de transformação social. Professora, sim; tia, não reúne ainda apresentação de Ana Maria Araújo Freire e prefácio de Jefferson Idelfonso da Silva. Em 1963, em Angicos, interior do Rio Grande do Norte, 300 trabalhadores rurais foram alfabetizados em apenas 40 horas, pelo método proposto por Paulo Freire. Esse foi o resultado do projeto-piloto do que seria o Programa Nacional de Alfabetização do governo de João Goulart, presidente que viria a ser deposto em março de 1964. Em outubro desse mesmo ano, Freire deixou o Brasil para proteger a própria vida. Apenas voltou a visitar o país em 1979, com a abertura democrática.

O esbulho do príncipe margarina, do Phili C Stead e Mak Twain

A narrativa de O esbulho do príncipe margarina (Galerinha, 160 págs, R$ 39,90) conta a história de Johnny, que, desamparado e solitário – exceto por sua galinha de estimação –, encontra uma moça gentil que lhe dá sementes que mudam seu destino, tornando-o capaz de conversar com animais. A moça o envia em uma missão para resgatar um príncipe roubado, e, diante de um rei tirano e agressivo, Johnny e seus amigos animais passam a entender que generosidade, empatia e coragem são, neste mundo, presentes mais valiosos do que poder e ouro. Iluminada pelas graciosas, bem-humoradas e comoventes ilustrações de Erin Stead, O esbulho do príncipe margarina é uma história que atravessa o tempo e as gerações. Certa vez, em uma noite no ano de 1879, em Paris, Mark Twain sentou-se com suas filhas, que o imploraram por uma história. Twain começou a contar a elas a história de Johnny, um menino pobre que tinha algumas sementes mágicas. Mais tarde, Twain faria algumas anotações preliminares sobre a história, mas ela ficou inacabada… até agora. Retiradas do arquivo de Mark Twain na Universidade da Califórnia, em Berkeley, as anotações de Twain formam, agora, a base de um conto de fadas retomado mais de um século depois. Com o auxílio do fragmentado roteiro de Twain e uma história que funciona como seu guia, o autor Philip C. Stead escreveu um conto que possibilita imaginar o que poderia ter sido caso Twain tivesse realizado integralmente este trabalho.