Agenda
+4
Centenário Paulo Freire: o legado
Hoje, 19 de setembro, o Patrono da Educação Brasileira completaria 100 anos. O Centenário de Paulo Freire é um marco que faz ressurgir no país a urgência se discutir uma educação inclusiva, acessível e não opressora. Para celebrar o seu legado, a Editora Paz & Terra, que publica a obra do educador brasileiro, preparou uma série de eventos virtuais e lançou projetos especiais para valorizar a obra deste que é o intelectual brasileiro mais citado em estudos acadêmicos em todo o mundo. Ainda este ano, a Paz & Terra lançará vinte e seis títulos, entre inéditos, edições comemorativas e reedições com novo projeto gráfico reunidas em boxes temáticos.
Além de colocar à disposição dos leitores a obra completa de Paulo Freire em seu centenário, a Paz & Terra realizou uma série de eventos virtuais gratuitos. Para isso, entra no ar um portal colaborativo (centenariopaulofreire.com.br) criado para reunir imagens, criações artísticas e todo tipo de homenagem ao Patrono da Educação Brasileira.
Atemporal, sua obra se faz necessária no Brasil de hoje, desde um retorno às bases de seus escritos e ideais, em defesa de uma pedagogia livre de amarras do capitalismo e que torne o sujeito independente em seu pensar e agir, a ensaios e diálogos sobre a educação no mundo. Todo este pensamento está condensado em seu livro mais célebre, a Pedagogia da autonomia. Uma edição especial desta obra-prima abre a coleção comemorativa ao lado da coletânea A palavra boniteza na leitura de mundo, que reúne textos inéditos de especialistas em sua obra.
Com pintura artística nas laterais e páginas-pôsteres destacáveis, a edição comemorativa de Pedagogia da autonomia confere um caráter pop a esta que foi a última obra lançada em vida por Paulo Freire, em 1996. A capa desta publicação de colecionador é ilustrada com uma criação do artista paraibano Shiko. Em seus 25 anos de publicação, a obra é constantemente resinificada diante dos acontecimentos político-sociais do país.
Os outros dois lançamentos previstos para o centenário trazem textos de grandes pensadores sobre a obra de Paulo Freire. A edição especial de Pedagogia do oprimido traz artigos das ativistas como Débora Diniz e Preta Ferreira, que foi transformada pela obra do educador durante o período em que permaneceu injustamente presa.
Já a coletânea Testamento da presença de Paulo Freire, o educador do Brasil, com prefácio do cardeal Michael Czerny S.J, porta-voz do Vaticano e análises de Noam Chomsky, Lula, Leonardo Boff, Mario Sergio Cortella, Ana Mae Barbosa, Celso Amorim, Fatima Bezerra e Flavio Dino. Em sua contribuição para o livro, Chomsky ressalta “as contribuições distintas e originais de Paulo Freire”:
“Levando adiante a tradição, Freire condenava a ideia de que educandos são “receptáculos” a serem “preenchidos” por educadores. Freire ridicularizava essa abordagem dizendo que se tratava de uma “educação bancária”, baseada em “projetar uma ignorância absoluta sobre os outros”, sendo o conhecimento “um presente concedido” aos ignorantes por seus superiores — nas salas de aula, por educadores. Essa abordagem não apenas “nega a educação e o conhecimento como processos de busca”, como também estabelece uma hierarquia de autoridade: o instrutor sabe-tudo e o “receptáculo” vazio para dentro do qual a “dádiva” do conhecimento é despejada. Como Freire compreendeu profundamente e explicou, esse conceito de educação bancária “satisfaz aos interesses dos opressores: para estes, o fundamental não é o desnudamento do mundo, a sua transformação”. Essa preocupação com o contexto mais amplo da educação é a característica distintiva das extensas inovações de Freire”.
Artigos Relacionados
Quem somos
Nós somos um dos maiores conglomerados editoriais da América Latina e com o maior catálogo no segmento dos não-didáticos, o Grupo Editorial Record tem atualmente cerca de seis mil títulos.
Saiba Mais

















































