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Finalistas Jabuti 2020 +2

Jabuti 2020: saiba quem são os finalistas do Grupo Editorial Record

22/10/2020
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O Prêmio Jabuti 2020 anunciou hoje quais são as obras e autores na primeira lista de finalistas da 62ª edição da premiação, que homenageia a poeta Adélia Prado. O Grupo Editorial Record aparece em 5 categorias: Romance Literário, Crônica, Biografia, Documentário e Reportagem, Ciência e Livro Brasileiro Publicado no Exterior. A segunda lista, com os cinco finalistas em cada categoria será divulgada no dia 5 de novembro no site do prêmio. Já os vencedores e o ganhador do Livro do Ano serão anunciados cerimônia de premiação on-line, que será transmitida ao vivo nas redes sociais da CBL, no dia 26 de novembro. Do Grupo Editorial Record, estão no páreo Edney Silvestre, na categoria Romance Literário, com O último dia da inocência (Ed. Record), Luiz Antonio Simas, com O corpo encantado das ruas (Ed. Civilização Brasileira), a veterana Nélida Piñon, com Uma furtiva Lágrima (Ed. Record), ambos na categoria Crônica, Mário Magalhães, com Sobre lutas e lágrimas: uma biografia de 2018 (Ed. Record), na categoria Biografia, Documentário e Reportagem; Marcelo Gleiser, com O Caldeirão Azul: o universo, o homem e seu espírito (Ed. Record), na categoria Ciência e uma grata surpresa, o retorno de Lorde, de João Gilberto Noll, ao Jabuti: o livro foi vencedor do Prêmio em 2005 e reaparece agora concorrendo na categoria Livro Brasileiro Publicado no Exterior

Homenagem a Adélia Prado

Autora da Editora Record, a poeta Adélia Prado é a grande homenageada do Prêmio Jabuti em 2020. Segundo a Câmara Brasileira do Livro, Adélia foi a homenageada escolhida “por sua obra e seu compromisso intenso com as artes, e principalmente com nossa literatura”. A escritora foi vencedora do Jabuti em 1978, dentre inúmeros outros prêmios nacionais e internacionais, como reconhecimento de seu talento e colaboração com a poesia de nosso tempo. Leia +: 3 poemas de Adélia Prado, homenageada do Jabuti 2020

Livro a livro: conheça os indicados ao Jabuti 2020

 width=O último dia da inocência, de Edney Silvestre

Em meio às tensões do dia do comício de João Goulart na Central do Brasil, um jovem jornalista – indiferente às conspirações políticas à sua volta – se vê testemunha de um assassinato, do qual se torna o principal suspeito. Enquanto tropas do Exército, conspiradores e manifestantes vão se juntando no centro do Rio de Janeiro, o jovem – que não se recorda de ter cometido o crime – busca, desesperadamente, quem possa ajudar a inocentá-lo. Inteiramente passado em 13 de março de 1964, O último dia da inocência (Ed. Record, 196 págs, R$ 39,90) mistura situações e personagens reais a criações fictícias. A primorosa reconstrução do ambiente político brasileiro e a recriação do Rio de Janeiro costura ficção de primeiríssima grandeza, em que se descortinam personagens destinados a permanecer na memória do leitor. Edney Silvestre foi ganhador dos Prêmios Jabuti e São Paulo de Melhor Romance, em 2010, com o título Se eu fechar os olhos agora.  width=

O corpo encantado das ruas, de Luiz Antonio Simas

As ruas, como vistas por Luiz Antonio Simas, incorporam o movimento. São terreiro de encontros improváveis, território de Exu, que se manifesta na alteridade da fala e na afluência das encruzilhadas. Do Centro ao subúrbio, as tramas das ruas cariocas confundem-se com sua escrita. Se João do Rio foi o cronista da alma encantada carioca do início do século XX, Luiz Antonio Simas aparece, cem anos depois, como o historiador do corpo do Rio de Janeiro atravessado pelas flechas do capital cultural e financeiro global. O corpo encantado das ruas (Ed. Civilização Brasileira, 112 págs, R$ 34,90) reivindica a riqueza dos saberes, práticas, modos de vida, visões de mundo das culturas que não podem ser domados pelo padrão canônico. Aqui, tambor e livro são tecnologias contíguas. O Parque Shanghai é tão importante quanto o Cristo Redentor. Bach é um gênio como Pixinguinha. O Museu Nacional, um território sagrado, que acumulava o axé proporcionado pelos ancestrais à comunidade. Não é um livro sobre resistir. É sobre reexistir. Para que corpos amorosos, corpos de festa e de luta se lancem ao movimento e jamais deixem de ocupar a rua. Luiz Antonio Simas recebeu o Prêmio Jabuti de Livro do Ano de Não Ficção 2016 com Dicionário da história social do samba, que escreveu em parceria com Nei Lopes.  width=

Uma furtiva Lágrima, de Nélida Piñon

Nélida Piñon vale-se em Uma furtiva lágrima (Ed. Record, 320 págs, R$ 54,90), mais uma vez, de sua fina capacidade de costurar reminiscências. Em uma obra de autoficção e memórias, com extraordinário talento para narrar suas experiências e rara habilidade para sublinhar os sabores dos detalhes, valoriza e rejuvenesce os limites formais da literatura. Uma escritora para quem a morte, domada, é personagem; para quem o veredito da morte, projetado, é diagnóstico para resistir e superar. A autora, empossada como imortal pela Academia Brasileira de Letras, onde tornou-se a primeira mulher a presidi-la, recebeu os prêmios brasileiros Golfinho de Ouro, Mário de Andrade e Jabuti — este, de melhor romance e livro de ficção de 2005, por Vozes do deserto.

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Sobre lutas e lágrimas: Uma biografia de 2018, de Mário Magalhães

Com o rigor dos grandes repórteres e a vivacidade dos melhores ensaístas, o premiado jornalista Mário Magalhães apresenta um retrato do Brasil de 2018 em Sobre lutas e lágrimas: Uma biografia de 2018 (Ed. Record, 330 págs, R$ 29,90). Os protagonistas são Marielle Franco, Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. O autor articula de forma magistral acontecimentos e personagens como: a caçada irracional a macacos considerados transmissores da febre amarela, a intervenção militar no Rio de Janeiro, o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, a prisão de Lula, a paralisação dos caminhoneiros, o Dr. Bumbum, a ascensão da censura, a tragédia do feminicídio, a queda de Neymar na Copa, o delírio Ursal, o espectro do nazifascismo, o incêndio no Museu Nacional, a violência no processo das eleições, a facada em Bolsonaro, a ilusão do vira-voto, o triunfo da extrema direita, o “ninguém solta a mão de ninguém”... E também o clã Bolsonaro e suas ligações perigosas, o ideário obscurantista do novo governo, a pregação do movimento Escola Sem Partido, a luta contra as trevas, entre outros eventos que fizeram de 2018 um ano que tão cedo não vai terminar. Mário Magalhães já recebeu 25 prêmios jornalísticos e literários no Brasil e no exterior, dentre eles o Prêmio Esso de Jornalismo e Prêmio Jabuti.

O caldeirão azul: O universo, o homem e seu espírito, de Marcelo Gleiser  width=

O caldeirão é onde se misturam ingredientes visando sua transmutação. É o laboratório onde buscamos alguma forma de transcendência, o portal que nos transporta a uma nova realidade. Em O caldeirão azul: O universo, o homem e seu espírito (Ed. Record, 224 págs, R$ 49,90), Marcelo Gleiser reúne ensaios provenientes de sua reflexão sobre as questões que considera mais relevantes para o momento atual: nossa relação com o planeta e suas criaturas, com os membros da sociedade em que vivemos, e com a tecnologia, que está transformando quem somos e como nos relacionamos. O tema que conecta todos os textos é a visão da ciência como produto da nossa capacidade de nos maravilhar com o mundo toda vez que nos engajamos com o mistério da criação. Nesta obra, Gleiser nos lembra que a ciência, aliada à nossa busca por respostas e nosso fascínio pelo mistério que nos cerca, pode ser usada tanto como ponte para um mundo melhor, como para construir a pior distopia imaginável. E nos convida a refletir – e decidir – sobre o futuro que queremos para nós, respeitando as diferenças de cada um e estando abertos para aprender com os que pensam de outras formas. Marcelo Gleiser recebeu o Prêmio Jabuti por três vezes com os livros A dança do universo, O fim da Terra e do Céu e A simples beleza.

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Lorde, de João Gilberto Noll

No aeroporto de uma Inglaterra gelada, um escritor brasileiro não sabe o que o aguarda. Recebera de um homem misterioso um convite, as passagens, a oferta de hospedagem e embarcara. Em Lorde (Ed. Record, 128 págs, R$ 42,40), João Gilberto Noll, com seu estilo consagrado pela crítica, constrói um personagem que transita pelas ruas, hospitais, hotéis, estabelece relações passageiras com desconhecidos, e, como diz, apenas trocou a solidão que vivia no Brasil pela solidão que vive na Inglaterra. Neste livro, o autor expõe com primor as divagações de um sujeito que experimenta o desconhecido para se descobrir. Autor de dezenove livros, Gilberto Noll já foi homenageado com diversos prêmios, incluindo o Jabuti.