Marcelo Gleiser
+1
Marcelo Gleiser conquista o Prêmio Templeton
O físico teórico e cosmólogo Marcelo Gleiser, que lança novo livro este ano pela editora Record, foi anunciado vencedor do prêmio Templeton 2019, premiação dedicada a reconhecer o esforço individual de pessoas que buscam afirmar a dimensão espiritual da vida, seja por insights, descoberta ou trabalhos práticos. Marcelo Gleiser foi escolhido por ser considerado um dos principais defensores da visão de que ciência, filosofia e espiritualidade são expressões complementares da necessidade humana de abraçar o mistério e o desconhecido. O anúncio foi feito hoje, no dia do aniversário de 60 anos do cosmólogo, pela Fundação John Templeton, com sede na Pensilvânia, nos Estados Unidos. É a primeira vez que uma personalidade latino-americana é agraciada com o Templeton, que já foi entregue a grandes nomes como Dalai Lama e Madre Tereza de Calcutá. No valor de aproximadamente R$ 5,5 milhões, o prêmio Templeton é uma das maiores premiações individuais em dinheiro do mundo.
Professor de física e astronomia que ocupa a cátedra Appleton de Filosofia Natural no Dartmouth College em Hanover, estado de New Hampshire, nos Estados Unidos, ganhou reconhecimento internacional por meio de livros, ensaios, blogs, documentários de TV e conferências que apresentam a ciência como uma busca espiritual para entender as origens do universo e da vida na Terra. Gleiser nasceu no Rio de Janeiro, onde se formou bacharel em Física pela PUC. Na justificativa para a escolha do nome de Marcelo Gleiser, Heather Templeton Dill, atual presidente da Fundação John Templeton, cita o livro A ilha do conhecimento, publicado pela Editora Record.
“O trabalho do professor Gleiser exibe uma inegável alegria pela exploração. Ele mantém a mesma sensação de maravilhamento contemplativo que experimentou pela primeira vez quando criança na praia de Copacabana, contemplando o horizonte ou o céu noturno estrelado, curioso sobre o que está além”, elogia o presidente da Fundação John Templeton. No anúncio, a fundação ressaltou a proeminência da voz de Gleiser na rejeição da noção de que apenas a ciência pode levar a verdades fundamentais sobre a natureza da realidade. “Em vez disso, em sua carreira paralela como intelectual público, ele revela os vínculos históricos, filosóficos e culturais entre as ciências naturais, as humanas e a espiritualidade, e defende uma abordagem complementar ao conhecimento, especialmente em questões em que a ciência não pode fornecer uma resposta final”, informa o texto divulgado pela Fundação John Templeton.
No vídeo de aceitação do prêmio, Gleiser declarou: "O caminho para a compreensão e a exploração científica não é apenas sobre a parte material do mundo, mas também é uma parte espiritual do mundo. Minha missão é trazer de volta para a ciência, e para as pessoas interessadas na ciência, esse apego ao misterioso, para fazer as pessoas entenderem que a ciência é apenas mais uma maneira de nos envolvermos com o mistério de quem somos”.
Seus escritos propõem que a ciência moderna trouxe a humanidade de volta ao centro metafórico da criação - sua doutrina do “humanocentrismo” – revelando a improvável singularidade do nosso planeta e a excepcional raridade dos seres humanos como seres inteligentes capazes de entender a importância de se estar vivo. Essa inversão do Copernicanismo, diz Gleiser, leva à necessidade de uma nova moralidade cósmica onde a sacralidade da vida é estendida ao planeta e a todos os seres vivos.
Fundado em 1972 pelo falecido investidor global e filantropo Sir John Templeton, o Prêmio é um pilar dos esforços internacionais da Fundação para servir como um catalisador filantrópico para descobertas relacionadas às questões mais profundas que a humanidade enfrenta. A Fundação apoia a pesquisa em assuntos que vão da complexidade, evolução e emergência à criatividade, perdão e livre arbítrio.
Confira a entrevista com o autor sobre o livro “A simples beleza do inesperado”, clicando aqui.
Artigos Relacionados
Quem somos
Nós somos um dos maiores conglomerados editoriais da América Latina e com o maior catálogo no segmento dos não-didáticos, o Grupo Editorial Record tem atualmente cerca de seis mil títulos.
Saiba MaisLivros em alta
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE

EM BREVE
EM BREVE

EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE

EM BREVE
EM BREVE

EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE

EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE

EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE

EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE

EM BREVE
EM BREVE

EM BREVE
EM BREVE

EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
EM BREVE
