Por Helena Mayrink
Um dos principais nomes da literatura juvenil brasileira, Paula Pimenta tem como seu maior ícone literário a americana Meg Cabot. Convidada a fazer a apresentação da edição de 15 anos do volume de estreia de O diário da princesa, a mineira escreveu sobre sua ligação com Meg e a influência da autora em sua carreira. No último final de semana, na FLICA, a Festa Literária de Cachoeira, as duas escritoras participaram da mesa Sobre Palavras e Princesas.
Na entrevista abaixo, Paula fala sobre o encontro com Meg e conta as expectativas frente à sua mais recente vitória: durante a Feira de Frankfurt, seus livros Princesa adormecida e Cinderela pop tiveram seus direitos vendidos para a editora italiana Mondadori.
Você sempre foi declaradamente muito fã da Meg Cabot. Depois dessa experiência recente de conviver e até autografar junto, qual a visão que você tem da Meg, balanceando as expectativas de fã com a realidade também de autora?
Eu posso dizer que fiquei ainda mais fã. Pude notar na Meg traços de várias personagens dos livros dela, então foi como se de repente a ficção se encontrasse com a realidade! E ela é super simples, conversa, ri do que a gente fala... Muito fofa!
A Meg é considerada um dos maiores nomes no chick-lit internacional. Como foi a experiência de ser comparada e de ter dividido a mesa da FLICA, na Bahia, com ela que, além de tudo, é sua escritora favorita?
Foi mais do que um sonho realizado. Leio os livros da Meg desde 2001, quando o primeiro O diário da princesa foi publicado no Brasil. E a partir desse primeiro livro ela se tornou minha escritora preferida e maior influência, pois foi aí que eu percebi que as minhas lembranças da adolescência também tinham potencial para virar livros... Então, quando fui convidada para participar de O livro das princesas e dividir aquelas páginas com ela, eu mal pude acreditar, era algo que eu não esperava que um dia pudesse acontecer! E agora, ao dividir também uma mesa literária com ela, tive novamente essa sensação, de que sonhos podem se realizar!
Você também a entrevistou. Qual a sensação? Ficou muito nervosa?
Fiquei, especialmente porque eu tinha acabado de me encontrar com ela, a gente ainda nem tinha conversado e me convidaram para entrevistá-la. Eu estava tremendo! No segundo dia eu já estava mais solta e conversamos bastante, a Meg deixa a gente super a vontade! Mas o mais interessante é que poucos dias antes eu tinha dado uma entrevista para um blog que me perguntou quem eu gostaria de entrevistar, caso pudesse escolher uma pessoa. Eu disse que gostaria de entrevistar a Meg... O desejo se realizou!
Seus livros da Galera e os d’O diário da princesa trazem novas realidades sobre o que é ser princesa e fazem bastante sucesso. O que você diria que são os grandes diferenciais deles em relação aos contos de fadas clássicos para esta nova geração? E qual a expectativa de ser traduzida na Itália?
Acho que é o contexto em que as histórias se passam. Os contos de fadas clássicos geralmente são passados em reinos distantes, em castelos, com bruxas e fadas... Nossos livros modernizaram isso. Minhas protagonistas são como as garotas de hoje, antenadas, se comunicam pelas redes sociais, e não precisam de nenhum príncipe para salvá-las... Apesar de sonharem com um amor correspondido, como no fundo todo mundo ainda sonha.
Estou muito feliz de saber que a Itália em breve conhecerá os meus livros! Estive na Feira do Livro de Bolonha no ano passado e fiquei encantada com o país! Eu também tenho uma "prima" (ela é casada com o meu primo) italiana que vivia dizendo que os italianos iriam amar as minhas histórias... Espero que ela esteja certa!
Leia aqui a apresentação escrita por Paula para a edição de luxo de O diário da princesa.










