As cartas do Boom

As cartas do Boom

R$ 219,90
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ou 3x de R$ 73,30
Sinopse

Um dos momentos mais importantes da história literária visto por dentro. Conheça a vasta correspondência trocada entre quatro dos autores mais influentes da literatura latino-americana, Julio Cortázar, Carlos Fuentes, Gabriel García Márquez e Mario Vargas Llosa.

As décadas de 1950 a 1970 testemunharam um dos momentos mais célebres da história literária do século XX: o Boom da literatura latino-americana.

Muito além de uma simples coincidência de talentos, o que se formou foi uma constelação intelectual movida por afinidades eletivas, ambições estéticas e compromissos políticos que, juntos, produziram uma reconfiguração sem precedentes da literatura latino-americana. A projeção internacional de autores da região marcou um momento de inflexão em que a América Latina passou a ocupar o centro das atenções do circuito literário global.

O Boom, ao contrário do que pode se pensar, não foi um fenômeno isolado e contou com uma pré-história e um rol de outros nomes que o antecedeu ou o acompanhou – Borges, Rulfo, Carpentier, entre tantos outros. Mas, em um recorte mais aproximado, é possível identificar quatro figuras-chave: Carlos Fuentes, Julio Cortázar, Gabriel García Márquez e Mario Vargas Llosa. Os autores surgem sob os holofotes não apenas pelo êxito de suas carreiras literárias, mas pela relação nutrida entre o quarteto, que se manteve próximo em diferentes níveis durante a extensão de seus anos dourados.

As cartas do Boom oferece ao leitor um acesso privilegiado à intimidade desse movimento por meio da correspondência trocada pelo quarteto, que registra com franqueza os bastidores da criação literária, os dilemas editoriais, as tensões ideológicas e os afetos — ora solidários, ora conflituosos — que compuseram esse momento de euforia e ruptura. Mais do que documentos biográficos, esses escritos epistolares revelam a complexa teia de relações que sustentaram o Boom, bem como seus inevitáveis desgastes. Aqui, estão desde as repercussões da publicação de Cem anos de solidão até as angústias pelos golpes de Estado no continente e os projetos de férias em grupo à beira-mar.

Esta edição permite não apenas reconstruir os bastidores de uma das mais decisivas revoluções literárias do século XX, mas também repensar o papel do escritor latino-americano diante de um mundo em incessante transformação. As cartas expõem tanto o fazer literário quanto as contradições e as grandezas de uma geração que ousou imaginar uma literatura capaz de dialogar com o universal sem trair suas raízes históricas e culturais.

ISBN978-850-192-365-3
Tradutor Mariana Carpinejar
Altura225 mm
Largura155 mm
Profundidade28 mm
Lançamento10/11/2025
Páginas590
Ver informações completas
R$ 219,90
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ou 3x de R$ 73,30
Sobre o autor

Gabriel García Márquez

Gabriel García Márquez (1927-2014), também conhecido como Gabo, nasceu na aldeia de Aracataca nas imediações de Barranquilla, Colômbia. Começou seu trabalho de jornalista em 1949, atuando em diversas jornais e cidades, inclusive como correspondente internacional em Nova York para o jornal El Espectador. Posteriormente, sua obra jornalística foi compilada e publicada em 5 volumes. Mas foi na ficção que alcançou reconhecimento internacional, sendo autor de alguns dos maiores romances do século XX e considerado mestre do realismo mágico latino-americano. Em 1982, recebeu o Prêmio Nobel de Literatura pelo conjunto de sua obra. Entre suas principais obras estão Cem anos de solidão, O amor nos tempos de cólera, Crônica de uma morte anunciada, Notícia de um sequestro e Memória de minhas putas tristes.

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Sobre o autor

Mario Vargas Llosa

Gabriel García Márquez (1927-2014) foi um escritor colombiano. Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1982, foi, além disso, autor de novelas, contos, ensaios, críticas de cinema e roteiros e um intelectual comprometido com os grandes problemas de nossa época. Expoente máximo do “realismo mágico”, é criador de um dos mundos ficcionais mais pessoais do século XX. Entre suas obras estão os romances Cem anos de solidão, Ninguém escreve ao coronel, Relato de um náufrago, Crônica de uma morte anunciada, O veneno da madrugada, O general em seu labirinto, O amor nos tempos do cólera e Memória de minhas putas tristes; o livro de contos Doze contos peregrinos; e a autobiografia Viver para contar.

Mario Vargas Llosa é um escritor hispano-peruano (1936). Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 2010, sua narrativa abriu um caminho fértil para toda a literatura em língua espanhola. Entre seus livros, considerados clássicos e merecedores de alguns dos mais importantes prêmios internacionais, estão os romances Conversa no Catedral, Pantaleão e as visitadoras, Tia Julia e o escrevinhador, A guerra do fim do mundo, História de Mayta, Quem matou Palomino Molero?, Lituma nos Andes, Os cadernos de dom Rigoberto, A festa do bode, O paraíso na outra esquina, Travessuras da menina má, O sonho do celta, O herói discreto, Cinco esquinas e Tempos ásperos, além de livros de contos, obras de teatro, ensaios e memórias.

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