Cadernos do cárcere (Vol. 4)

Cadernos do cárcere (Vol. 4)

Temas de cultura. Ação católica. Americanismo e Fordismo.
Conteúdo do livro
CÓDIGO DA OBRA9786558020219
Sinopse

Neste volume 4 de Cadernos do cárcere, Gramsci promove critica a cultura europeia e disseca o que há de moderno e universal no fordismo-taylorismo da experiência norte-americana.

 

Esta edição brasileira dos Cadernos do cárcere foi organizada por Carlos Nelson Coutinho — reconhecido internacionalmente como um dos maiores especialistas no pensamento de Gramsci —, com a colaboração de Luiz Sérgio Henriques, ensaísta, tradutor e editor da revista eletrônica Gramsci e o Brasil, e de Marco Aurélio Nogueira, professor livre-docente da Universidade Estadual Paulista.

Os 6 volumes dos Cadernos do cárcere se dividem, segundo indicações do  próprio Gramsci, em “cadernos especiais” e “cadernos miscelâneos”. Nos primeiros, Gramsci agrupou notas sobre  temas específicos; nos segundos, reuniu apontamentos sobre assuntos diversos. Além de reproduzir os “cadernos especiais” tais como nos foram legados pelo pensador italiano, esta edição inclui as notas contidas nos “cadernos miscelâneos”, relativas ao conteúdo básico de cada um dos “cadernos especiais”.

O volume 4 contém quatro dos “cadernos especiais”: dois dedicados a “Temas de cultura”, um a “Ação Católica” e outro a “Americanismo e fordismo”. A eles, seguem-se três partes intituladas “Dos cadernos  miscelâneos”. A primeira delas agrupa notas sobre variados temas de  cultura geral; a segunda reúne a maioria das notas dedicadas a temas  organizativos da Igreja, em particular as que o próprio Gramsci intitulou “Ação Católica” e “Católicos integristas — Jesuítas — Modernistas”; a terceira contém não só as notas diretamente vinculadas ao tema  do “americanismo”, mas também as relativas aos Estados Unidos, aos processos de modernização industrial, a questões demográficas e à crise econômica de 1929.

 

“Ao contrário de Engels ou de Kautsky, Gramsci não se interessou pelo cristianismo primitivo, ou pelas heresias comunistas da Idade Média, mas pelo funcionamento da Igreja Católica: foi um dos primeiros marxistas a tentar entender o papel contemporâneo da Igreja e o peso da cultura religiosa entre as massas populares.” — Michael Löwy

“Não há quem tenha passado pela obra gramsciana, dos marxistas aos católicos e aos liberais, sem ter experimentado a força da sua persuasão e da sua criatividade.” — Luiz Werneck Vianna

ISBN978-655-802-021-9
Tradutor Carlos Nelson Coutinho, Luiz Sérgio Henriques
Altura225 mm
Largura155 mm
Profundidade19 mm
Lançamento13/11/2023
Páginas406
Ver informações completas
Conteúdo do livro
CÓDIGO DA OBRA9786558020219
Sobre o autor

Antônio Gramsci

Antonio Gramsci (1891 - 1937) foi um filósofo, jornalista e político italiano. Foi membro-fundador e secretário-geral do Partido Comunista da Itália. Em 1924, foi eleito deputado, mas não terminou o mandato porque foi presopelo regime fascista ascendente de Benito Mussolini. Em 1934, com a saúde bastante prejudicada após internações consecutivas, Gramsci recebeu a liberdade condicional para que pudesse se recuperar. Ele morreu algum tempo depois, aos 46 anos. Não publicou nenhum livro em vida. Os Cadernos do cárcere são uma reunião dos manuscritos de Gramsci, feitos em cadernos escolares entre 1929 e 1935, e representam a obra máxima de seu pensamento inovador. Sua crítica ao marxismo extrapolou os limites do pensamento socioeconômico e da organização política, sendo ele pioneiro no debate sobre hegemonia cultural.  A filosofia de Gramsci se tornou notável tardiamentepois a primeira edição integral dos Cadernos só foi publicada em 1975, na Itália. Ele é considerado um dos pensadores mais influentes da esquerda brasileira durante o processo de reorganização partidária promovida pela abertura política, após a derrocada do regime militar (1964-1985).

Ver mais sobre o autor