Deus tenha misericórdia dessa nação

Deus tenha misericórdia dessa nação

A biografia não autorizada de Eduardo Cunha
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Sinopse
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Na sessão que aprovaria o prosseguimento do processo de impeachment de Dilma Rousseff em 17 de abril de 2016, Eduardo Cunha rogou: “Que Deus tenha misericórdia dessa nação.” Mas ele não receberia misericórdia da lei dos homens.

A ascensão e a queda do ex-presidente da Câmara são elementos fundamentais à compreensão de uma época em que o jogo político caiu num profundo e escuro poço de transações, corrupção e traições que, mesmo não sendo novidade no cenário brasileiro, acentuaram-se e vieram à tona de maneira dramática. Esse jogo atirou o país à beira de uma crise institucional. E teve em Cunha um personagem central: manipulador, ambicioso, sem limites.

Eduardo Cunha emergiu na cena política no governo de Fernando Collor de Mello, nos anos 1990, como presidente da Telerj (Telecomunicações do Rio de Janeiro S/A), estatal telefônica, outro momento de grave instabilidade e corrosão das estruturas e relações políticas, fraturas abertas pela corrupção endêmica. É um personagem complexo, reflexo de uma maneira de fazer política, de decifração desafiadora, cuja trajetória pública dá corpo e caráter à história de impunidade no Brasil.

Para revelar a história de Eduardo Cunha, os jornalistas Aloy Jupiara e Chico Otavio fizeram dezenas de entrevistas, mergulharam em documentos e processos, aprofundaram-se na leitura de livros, estudos e reportagens e tiveram acesso a informações exclusivas. O retrato que entregam neste impactante livro-reportagem é uma aula de jornalismo, com volume impressionante de informações, inclusive (muitas) inéditas, consequência de uma apuração e investigação meticulosa.

Neste Deus tenha misericórdia desta nação, os autores preenchem uma lacuna fundamental à compreensão do país nos últimos vinte anos: de por que mergulhamos em tão profunda depressão política.

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ISBN978-850-111-795-3
Tradutor
Altura230 mm
Largura156 mm
Profundidade20 mm
Lançamento22/10/2019
Páginas364
Ver informações completas
R$ 59,90
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ou 3x de R$ 19,97
Sobre o autor

Aloy Jupiara

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Aloy Jupiara foi jornalista, formado na Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ. De 1987 a 2000, trabalhou como repórter, coordenador e subeditor de Rio e Nacional/Política do jornal O Globo. Entre 2001 e 2004, foi editor do site do jornal. Em 2009, liderou a equipe que criou o site do jornal Extra, tendo sido gestor de projetos digitais para mídia. Faleceu em 2021 em decorrência da Covid-19.

Chico Otavio é repórter do jornal O Globo e professor de jornalismo na PUC-Rio. Iniciou a carreira em 1985, na Última Hora, passou pela sucursal do Rio do Grupo Estado, produzindo reportagens para O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde e Agência Estado, e, em 1997, transferiu-se para O Globo, cobrindo Política. Ganhou sete vezes o Prêmio Esso.

Em 2020, os dois autores participaram do documentário Doutor Castor, produção do Globoplay sobre Castor de Andrade.

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Sobre o autor

Chico Otavio

Elenilce Bottari, manauara, é jornalista desde 1985. Participou da cobertura do caso Vigário Geral pelo jornal O Globo. Trabalhou ainda no Jornal do Brasil, revista Veja e Rádio Tupi. Conquistou dois prêmios Esso e recebeu também os prêmios Embratel, CNT, Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, Disque-Denúncia, além de uma menção honrosa do Premios Internacionales de Periodismo Rey da España, nas áreas de Direitos Humanos, Justiça e Meio Ambiente.

Elba Boechat é natural de Itaperuna (RJ) e mora há 48 anos na cidade do Rio de Janeiro, onde chegou, aos 17 anos, movida pelo sonho de ser jornalista. Trabalhou em vários os jornais do Rio, ganhando prêmios como o Esso por equipe pelo Jornal do Brasil em 1987. Pelo O Globo, foi responsável pela apuração que levou à indiciação de Paula Thomaz no inquérito do assassinato da atriz Daniella Perez, cobrindo também chacinas da Candelária e Vigário Geral. Foi assessora de imprensa em vários órgãos públicos e, nos últimos dezenove anos, atua na comunicação social do Tribunal de Contas do Município do Rio.

Chico Otavio, carioca, é escritor e jornalista profissional desde 1985, tendo passado pela redação da Última Hora e pela sucursal de O Estado de S. Paulo antes de ingressar no Globo, onde trabalhou de 1997 a 2023. Sempre foi repórter. Conquistou seis vezes o Prêmio Esso, em categorias distintas, entre outras premiações. É professor de Jornalismo da PUC-Rio e ajudou a fundar a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

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