Dialogando com a própria história

Dialogando com a própria história

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Sinopse
Dialogando com a própria história é o registro de encontros de pessoas dispostas a falar e a ouvir, e um convite a entrar na conversa. Diria também que é uma oportunidade de reconhecimento na vida do interlocutor. Paulo Freire e Sérgio Guimarães abordam contextos políticos e culturais por eles vividos, tendo como ponto de partida a ditadura no Brasil. O nomadismo involuntário por que tiveram de passar, devido a questões políticas, se torna também uma possibilidade de “aprendizagem do mundo” e de encontro com o “outro”. O diálogo iniciado em Genebra apresenta elementos da história contemporânea com a significação de quem os vivenciou, exercício concreto de um conceito-chave de Paulo Freire, o de sujeito da história. Se reconhecer como sujeito da história é exercício político e pedagógico de extrema importância e é inquestionável o impacto dessa noção nos países que passaram por ditaduras. Eles têm como perspectiva a política participativa e a educação dialógica, comprometida com a emancipação dos marginalizados frente aos mecanismos de exclusão e controle. Não apenas a teorizam e a praticam, como lhe creditam destaque nas transformações das sociedades pós-regimes totalitários. Os dois sabem que a memória segue caminhos não lineares. A conversa entre eles parece não ter fim e instiga para além das páginas impressas. Poderíamos lê-los apenas por suas memórias, no entanto, a provocação de ser exporem assim é mais radical. Sutilmente eles nos convidam às nossas memórias, estimulando que outras histórias venham à tona. Assim os sujeitos anônimos podem se tornar sujeitos visíveis, o que faz com que os diálogos entre os autores, e com eles, continuem mundo afora. Marcos Reigota
ISBN978-857-753-187-5
Tradutor
Altura210 mm
Largura140 mm
Profundidade9 mm
Lançamento31/03/2013
Páginas160
Ver informações completas
R$ 49,90
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ou 3x de R$ 16,63
Sobre o autor

Paulo Freire

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Em 1963, em Angicos, interior do Rio Grande do Norte, trezentos trabalhadores rurais foram alfabetizados em apenas 40 horas, pelo método proposto por Paulo Freire. Esse foi o resultado do projeto-piloto do que seria o Programa Nacional de Alfabetização do governo de João Goulart, presidente que viria a ser deposto em março de 1964. Em outubro desse mesmo ano, Freire deixou o Brasil para proteger a própria vida. Apenas voltou a visitar o país em 1979, com a abertura democrática.

Ao longo de sua história, Paulo Freire recebeu mais de cem títulos de doutor honoris causa, de diversas universidades nacionais e estrangeiras, além de inúmeros prêmios, como Educação para a Paz, da Unesco, e Ordem do Mérito Cultural, do governo brasileiro. Integra o International Adult and Continuing Education Hall of Fame e o Reading Hall of Fame.

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Sobre o autor

Sergio Guimarães

Dialogando com a própria história
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