O arroz de Palma (Edição especial)

O arroz de Palma (Edição especial)

R$ 149,90
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ou 3x de R$ 49,97
Sinopse

Primeiro romance a abordar a imigração luso-brasileira no século XX, O arroz de Palma acompanha a trajetória de uma família ao longo dos anos em busca de um futuro melhor. Esta nova edição comemorativa em capa dura conta com apresentação e prefácio inéditos de Pedro Pacífico (Bookster) e João Almino.

Antonio, aos 88 anos, está preparando o almoço que será servido à família, finalmente reunida após muito tempo. Enquanto combina os ingredientes, vão se misturando em sua mente as histórias que Tia Palma, irmã de seu pai, lhe contava. A partir das lembranças deste personagem, Francisco Azevedo narra a saga de uma humilde família portuguesa que chega ao Brasil cheia de sonhos e projetos, e que aqui aprofunda raízes, cresce e dá frutos.

Tudo começa em 1908, no casamento dos pais de Antonio, José Custódio e Maria Romana, em Viana do Castelo, norte de Portugal. Os noivos saem da cerimônia sob “torrencial” chuva de arroz. “Eram punhados e mais punhados. Chuva branca que não parava.” O cortejo segue festivo, mas Palma permanece ali, feliz com tanto arroz espalhado pelo adro da igreja. Muito pobre, decide que aquele será o seu presente de casamento para o irmão e a cunhada. No cartão, escreve: “Este arroz – plantado na terra, caído do céu como o maná do deserto e colhido da pedra – é símbolo de fertilidade e eterno amor. Esta é a minha bênção.” Maria Romana ama o presente e chora comovida. José Custódio, ao contrário, sente-se ofendido. Diz que jamais há de comer um arroz sujo, catado do chão. Assim, ironias do destino, o presente, dado com tanto amor, resulta na primeira briga do casal.

Ao servir de fio condutor para o romance, como migalhas de pão jogadas no labirinto da memória, este presente abençoado torna-se fundamental na construção desta família, em seus dramas, conflitos e alegrias, sempre como um símbolo de união e de esperança de uma vida melhor para todos.

O arroz de Palma é marcado por uma escrita lírica, delicada, que emociona e comove. As mudanças sociais e culturais do Brasil também podem ser percebidas por quem acompanha os cem anos da história deste clã, mas é dentro da trama familiar que o autor envolve de vez o leitor, lembrando-nos de um tempo em que a família abrigava as pessoas. Um ideal que, portugueses ou não, todos nós herdamos.

“O romance, sem ser didático e através de personagens múltiplos e bem construídos, tem o mérito de evidenciar que o conceito de família, em vez de ser preciso e imutável, se renova. Que a família não é prato feito, é construção delicada, pois exige invenção no seu preparo difícil.” – João Almino no prefácio de O arroz de Palma.

“A escrita do autor encanta pelo seu tom poético e pela fluidez do texto, que criaram em mim um dilema: a vontade de continuar lendo e, ao mesmo tempo, o desejo de que o livro nunca terminasse. Foi com sua narrativa simples, mas extremamente saborosa, que Francisco Azevedo tem conquistado tantos leitores.” – Pedro Pacífico (Bookster) na apresentação de O arroz de Palma.

ISBN978-850-192-306-6
Tradutor
Altura225 mm
Largura155 mm
Profundidade21 mm
Lançamento08/09/2025
Páginas368
Ver informações completas
R$ 149,90
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ou 3x de R$ 49,97
Sobre o autor

Francisco Azevedo

Alberto Mussa é contista e romancista. Em 2020, publicou o livro de ensaios A origem da espécie, que investiga a gênese do conceito de humanidade a partir dos mitos da origem do fogo. Além de figurar em listas de “melhores do ano” de veículos como Veja, O Globo e Folha, ganhou os prêmios Casa de Las Américas, Academia Brasileira de Letras, Oceanos, Machado de Assis (FBN) e APCA.

Nélida Piñon estreou em 1961 com o romance Guia-mapa de Gabriel Arcanjo. Vencedora dos mais importantes prêmios de literatura no Brasil, ganhou no exterior os prêmios Juan Rulfo, do México; Jorge Isaacs, da Colômbia; Gabriela Mistral, do Chile; Rosalía de Castro, e Menéndez Pelayo, da Espanha, e Príncipe de Astúrias. Em 1990, foi empossada como imortal pela Academia Brasileira de Letras e, em 1996, por ocasião do centenário da Academia, tornou-se a primeira mulher a presidi-la.

Francisco Azevedo é romancista, dramaturgo, roteirista, poeta e ex-diplomata. Seu primeiro romance, o best-seller O arroz de Palma, foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura. É autor, também pela Editora Record, de Doce Gabito, Os novos moradores e A roupa do corpo, que completa a tetralogia de sagas familiares, e de Eu sou eles, livro que reúne fragmentos de sua obra na literatura, no teatro e no cinema.

Antônio Torres estreou na literatura em 1972, com o romance Um cão uivando para a lua, que causou grande impacto na crítica e no público. Entre seus livros, destacam-se Trilogia Brasil (Essa terra, O cachorro e o lobo e Pelo fundo da agulha) e Querida cidade, de 2021. É membro da Academia Brasileira de Letras, da Academia de Letras da Bahia, da Academia Petropolitana de Letras e da Academia Contemporânea de Letras (São Paulo), e sócio correspondente da Academia de Ciências de Lisboa.

Carla Madeira nasceu em Belo Horizonte em 1964. Largou um curso de matemática e se formou em jornalismo e publicidade. Foi professora de redação publicitária na Universidade Federal de Minas Gerais e é sócia e diretora de criação da agência de comunicação Lápis Raro. É autora dos romances Tudo é rio, best-seller que já vendeu mais de 100 mil exemplares, A natureza da mordida e Véspera.

Nei Lopes é compositor de música popular e autor dos romances Rio Negro, 50 e O preto que falava iídiche, e dos contos de Nas águas desta baía há muito tempo, todos pela Editora Record. Ganhou o Prêmio Jabuti de Melhor Livro de Não Ficção e Livro do Ano com o Dicionário da história social do samba, em coautoria com Luiz Antonio Simas. Em 2022, recebeu a medalha Luiz Gama, do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), pela atuação em prol dos direitos humanos e do Estado democrático de Direito.

Claudia Lage é autora do livro de contos A pequena morte e outras naturezas e do romance Mundos de Eufrásia, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura de 2010. Em 2013, lançou o livro Labirinto da palavra, com ensaios-crônicas sobre literatura e criação literária, que recebeu o Prêmio de Literatura de Brasília e foi finalista do Prêmio Portugal Telecom. Em 2019, lançou o romance O corpo interminável, vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura na categoria de Melhor Romance de Ficção do Ano, em 2020.

Cristovão Tezza escreveu mais de uma dezena de romances desde Trapo (1988), entre eles Juliano Pavollini, A suavidade do vento, O professor, A tradutora e A tirania do amor. Lançou ainda Beatriz, uma seleção de contos, duas coletâneas de crônicas – Um operário em férias e A máquina de caminhar — e uma autobiografia literária, O espírito da prosa. O filho eterno, seu romance de maior destaque, ganhou os mais importantes prêmios literários brasileiros, foi traduzido em uma dezena de países e virou filme e peça de teatro.

Ver mais sobre o autor
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O arroz de Palma (Edição especial)