O criador do Paizinho, vírgula! reflete sobre a paternidade não como um conjunto de tarefas e deveres, mas uma experiência profunda de transformação pessoal.
 
Partindo da pergunta aparentemente simples – “o que é ser pai?” –, o autor admite a impossibilidade de uma resposta definitiva e faz desse não saber o núcleo da experiência paterna. Ser pai aparece como algo que atravessa a identidade, altera a forma de existir no mundo e exige entrega contínua, marcada por medo, amor, insegurança e descoberta.
Mais do que oferecer definições, Thiago Queiroz convida o leitor a reconhecer a paternidade como um processo aberto de transformação pessoal, imperfeito e profundamente humano, em que cuidar do outro também implica aprender a cuidar de si. Um aprendizado contínuo de respeito às crianças, para que elas respeitem os adultos. A construção conjunta de um vínculo repleto de amor, vulnerabilidades, cuidados e diálogos.
Neste Amor de pai, o autor propõe a paternidade como um salto radical no desconhecido, no qual se aprende vivendo, por meio de cenas do cotidiano e de uma metáfora central – o mergulho em uma piscina sem saber nadar.