Quem Somos

Não há estante que não tenha um livro do Grupo Editorial Record. Não é apenas modo de dizer nem força de expressão; é praticamente impossível percorrer uma prateleira em uma casa ou biblioteca sem encontrar exemplares de um de nossos 16 selos. Ao longo de quase nove décadas de história, a Record construiu o catálogo editorial mais diverso do Brasil, com quase nove mil títulos ativos — que vão dos clássicos ao contemporâneo, do desenvolvimento pessoal à fantasia.

Fundada em 12 de dezembro de 1942, no Rio de Janeiro, por Alfredo Machado — que, ao longo de cinco décadas, revolucionou o mercado editorial brasileiro —, a Record preserva, ainda hoje, seu espírito inovador. A partir da década de 1990, sob a direção de Sergio Machado, a editora transformou-se em um Grupo Editorial, após as aquisições das editoras Bertrand Brasil, Civilização Brasileira, Difel e Rosa dos Tempos em 1996; José Olympio, em 2000; Best Seller, em 2006; Verus, em 2010; e Paz e Terra, em 2012.

Somam-se a essas marcas outras criadas internamente, como os disruptivos Galera Record, líder no segmento jovem, e Amarcord, além do caçula Reco-reco, lançado em 2024.

Esses selos publicam mais de 365 livros novos por ano, sem contar ebooks e audiobooks — segmento no qual o grupo é líder no mercado brasileiro.

Olhamos para o futuro sem esquecer o passado. Somos a casa de Graciliano Ramos, Carlos Drummond de Andrade, Nélida Piñon, Adélia Prado, Paulo Freire, Fernando Sabino e Raquel de Queiroz; de 16 vencedores do Prêmio Nobel, como Albert Camus, Gabriel García Márquez, Herman Hesse e John Steinbeck; além de muitos outros nomes incontornáveis da literatura brasileira e internacional.

Atualmente liderado por mulheres, tendo Sonia Machado Jardim como presidente, o Grupo Editorial Record é uma empresa independente, de capital 100% brasileiro, que conta com parque gráfico próprio. Em 2025, nossas rotativas produziram 8 milhões de exemplares dos mais variados gêneros.

A pluralidade da editora fez com que se tornasse conhecida como “a casa de todos os livros”.

Sinta-se à vontade em nossa casa.

Nossa Missão
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Nossa Missão

Ser a casa de todos os livros, publicando com excelência o melhor da literatura brasileira e estrangeira. Acreditamos na leitura como um instrumento de transformação individual e coletiva.

Conheça nossas editoras

O Grupo Editorial Record, fundado em 1942, é o maior grupo editorial brasileiro e possui o maior catálogo no segmento de livros não didáticos.

NOSSA HISTÓRIA

Conheça os capítulos dos nossos mais de 80 de anos de história

1942
1945
1957
1961
1964
1972
1975
1977
1980
1989
1991
1996
2001
2002
2006
2007
2008
2010
2016
2018
2021
2022
2024

1942

O estudante de Direito Alfredo da Cruz Machado funda, aos 20 anos, com o amigo e futuro cunhado Décio de Abreu, a Distribuidora Record de Serviços de Imprensa no segundo andar do sobrado onde funcionava a livraria A Casa do Livro, na Rua São José, 61, no Centro da capital federal. Alfredo já acumulava pelo menos sete anos de experiência na tradução de tirinhas para o Suplemento Juvenil, que acolheu em sua redação um grupo de estudantes do Colégio Pedro II, entre eles o próprio Alfredo

1945

No Pós-guerra, Alfredo viaja pela primeira vez aos EUA a bordo de um DC2 da PanAmerican em busca de oportunidades de negócios. Fecha contratação dos primeiros quadrinhos de super-heróis, entre eles Tocha Humana e Capitão Marvel.

1957

Já atuando na distribuição de livros de outras editoras, a Record lança o primeiro livro de sua história. Das sociedades mercantis (Formulários e legislações), de autoria de Yara Müller, é obra de caráter técnico para o público jurídico

1961

O negócio das livrarias, iniciado com A Casa do Livro, prospera e a dupla de sócios abre a Eldorado em Copacabana, que promove a célebre noite de autógrafos de Guia-mapa de Gabriel Arcanjo, livro de estreia da jovem Nélida Piñon. Em 1966, a rede já contaria com 6 unidades no Rio

1964

A Distribuidora Record lança uma de suas primeiras obras literárias. Escolha o seu sonho, de crônicas de Cecília Meirelles, estampa em suas edições iniciais a primeira logomarca da editora e, nas contra-capa, os 99 livros do catálogo. As tramas de Harold Robbins, primeiro grande sucesso comercial da Record, tem lugar de destaque

1972

Encerrada a sociedade com Décio. Este ficou com as livrarias e Alfredo, já uma personalidade conhecida nas feiras internacionais de livro, com o negócio editorial. O economista Sérgio Machado junta-se ao pai na administração da Distribuidora Record de Serviços de Imprensa e moderniza os processos financeiros com a aquisição pioneira no mercado editorial, dois anos depois de sua chegada, de um Singer Sistema Dez, computador com 20 kb de memória RAM e disco rígido de 8 MB

1975

É fechada com a Editora Martins (não confundir com a Martins Fontes) a compra de 50 mil exemplares do novo livro de Jorge Amado. O escritor, garantia o editor José Barros Martins, estaria perto de concluí-lo, mas, quinze dias depois do acordo, a Martins decreta falência, a Record se torna devedora de um valor exorbitante e, para piorar, o escritor baiano não estava trabalhando em romance algum. Em reunião com credores, o autor se compromete a escrever novo livro e entregar os originais a Alfredo. O conjunto da obra de Graciliano Ramos, até então publicada pela Martins, passa também à Record

1977

Dois anos mais tarde é lançado Tieta do Agreste, pastora de cabra, que vende 150 mil exemplares apenas no lançamento. São adquiridos os direitos de publicação de Cem anos de solidão, até então publicado pela Sabiá, de Fernando Sabino. A primeira edição pela Record ganha ilustrações de Carybé, elogiadas pelo colombiano em entrevista a Glauber Rocha para o Pasquim

1980

Inauguração da sede atual, erguida num terreno na Rua Argentina, em São Cristóvão. As instalações concentram todos os setores da empresa, do editorial à logística. Quatro anos mais tarde, em 21 de setembro, os principais nomes do catálogo se reúnem para o plantio das árvores selecionadas por Roberto Burle Marx. Com a falência da Vecchi, a Record assume a revista Mad, por 16 anos comandada pelo chargista Ota

1989

É inaugurado seu parque gráfico com o inédito Sistema Poligráfico Cameron, capaz de rodar 3600 livros de 300 páginas por hora, conferindo agilidade e independência na produção. Alfredo Machado acreditava que a máquina seria suficiente para suprir a demanda gráfica da empresa por muitos e muitos anos, mas não seria bem assim. A ativista Rose Marie Muraro funda a Rosa dos Tempos, editora feminista pioneira do Brasil, em sociedade com a Record

1991

A morte de Alfredo Machado é noticiada pela imprensa mundial. O New York Times dedica um obituário ao fundador da Record e o JB o chama de “o editor das multidões”. Sergio, que assume a presidência, tendo ao lado o irmão Alfredo Júnior, herda a ousadia empresarial. É o principal responsável pela transformação da editora no Grupo Editorial Record. Quatro anos depois convida a irmã Sônia Machado Jardim, engenheira, a assumir a gestão financeira da empresa

1996

Aquisição das editoras Bertrand Brasil, Civilização Brasileira e Difel marca o início de uma série de incorporações que valorizam o catálogo do Grupo Editorial Record com autores como Ernest Hemingway, Hannah Arendt, Franz Kafka, James Joyce, Isabel Allende e Dias Gomes

2001

Casa dos mais consagrados autores da literatura brasileira no século XX, a José Olympio é adquirida pelo Grupo que, assim, passa a reunir medalhões do porte de Rachel de Queiroz, Antonio Callado, Marques Rebello e José Lins do Rego

2002

É entregue `educadora Tania Zagury o primeiro troféu Recordista, criado para homenagear os autores nacionais que a atingissem, a partir dos anos 2000, vendas superiores a 100 mil, 200 mil e 500 mil. Lya Luft foi a primeiro a conquistar o prêmio na categoria platina pela venda de meio milhão de exemplares de Perdas e ganhos

2006

É publicado Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves, que viria a fazer parte das principais listas de maiores livros brasileiros do século XXI. Trata-se do 11º romance nacional escrito por uma mulher negra

2007

São criados o selo BestBolso e a editora Galera Record, que seria pioneiro na publicação de romances jovens com representatividade LGBTQIAP+. Lança O filho eterno, de Cristóvão Tezza, que realizaria o feito de conquistar os três principais prêmios literários do ano seguinte: o Portugal Telecom (atual Oceanos), o Jabuti e o Prêmio São Paulo de Literatura

2008

Ao assumir a presidência do Snel, Sônia Machado Jardim se torna a quarta integrante da família a ocupar a presidência da instituição. Antes dela, ocuparam o cargo Décio de Abreu (1964-1966), Alfredo Machado (1987-1990) e Sergio Machado (1993-1999). Em sua gestão, o empenho do Sindicato contribuiu para o STF decidir pela derrubada da exigência prévia para a publicação de biografias não autorizadas, marco na defesa da liberdade de expressão

2010

A aquisição de uma segunda máquina Cameron, importada da França, dobra a capacidade de produção do parque gráfico em São Cristóvão. Neste mesmo ano, é criado o selo BestBusiness e adquirida a Verus, editora de Campinas que tem entre suas estrelas dois dos autores mais populares da atualidade: Carina Rissi e Eduardo Spohr, que viria a ganhar o Prêmio Recordista de Platina pelas mais de 500 mil cópias vendidas de A batalha do Apocalipse

2016

Morre o presidente do Grupo, Sergio Machado. Sônia assume o comando, tendo ao seu lado na administração a filha de Sergio, Roberta.

2018

A editora Rosa dos Tempos é reativada com o lançamento de "Feminismo em comum", de Marcia Tiburi.

2021

A pré-venda de Corte de chamas prateadas bate recorde do mercado literário e se torna um case do comércio ao vivo nacional, ao atingir a marca de 25 mil exemplares vendidos em 1 hora. O lançamento contribui para a chegada da Galera Record ao topo do mercado de fantasia e faz de Sarah J. Maas a autor mais vendida de 2021. Lançamento de Tudo é rio, de Carla Madeira, que se tornaria o maior fenômeno do mercado editorial brasileiro do século XXI. Com projeto do gerente de Design da Record, Leonardo Iaccarino, o box Camus conquista medalha de ouro do LADA, principal premiação do design latino-americano

2022

O selo Galera Record se torna a primeira editora do país a receber o selo de conta verificada do TikTok e emplaca, não apenas a autora mais vendida do ano - Colleen Hoover –, como também o livro de maior sucesso: É assim que acaba. A Record lança, em apenas um ano, dez títulos de Carlos Drummond de Andrade, sendo boa parte deles com novo trabalho de fixação textual. Conquista mais uma vez a premiação de design LADA, desta vez pelo box Herman Hesse. Inaugura a reforma da sede em São Cristóvão.

2024

A poeta Adélia Prado conquista os prêmios Camões e Machado de Assis, os mais prestigiosos da Língua Portuguesa, pelo conjunto de sua obra

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