Ser justo com a psicanálise

Ser justo com a psicanálise

Autor: Joel Birman
R$ 79,90
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ou 3x de R$ 26,63
Sinopse
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Do premiado autor de O sujeito na contemporaneidade. Em Ser justo com a psicanálise, Joel Birman apresenta ensaios e conceitos essenciais para explicar como a psicanálise de Freud e suas ideias mudaram a história da filosofia.

 

Provocado pelo pensamento de Michel Foucault sobre Sigmund Freud, o aclamado psicanalista Joel Birman medeia um interessantíssimo diálogo entre os discursos da psicanálise e da filosofia. O autor conduz leitores e leitoras em uma viagem que parte do início da construção teórica psicanalítica, época em que o advento das ideias de Freud sobre o inconsciente encontrou resistência para validação científica. Birman explica como, sendo a psicanálise uma experiência da interpretação da subjetividade, suas premissas foram encaradas mais como especulações ficcionais do que um exercício cartesiano da razão.

Se, por um lado, alguma ciência renegou o discurso psicanalítico como sem sentido, intelectuais franceses como Maurice Merleau-Ponty e Jacques Lacan reposicionaram a psicanálise como um saber da interpretação. Esse entendimento, que admite o sujeito como instituído no registo do desejo, foi fundamental para o desenvolvimento de revisões desconstrutivas da filosofia. Birman lembra, por exemplo, como a psicanálise foi responsável por fornecer à Escola de Frankfurt importantes ferramentas para conceituar processos sociais como a alienação e a reificação, ambos produzidos sistematicamente pelo modo de produção capitalista.

Nessa empreitada, o autor apresenta, por meio de ensaios, conceitos basilares da psicanálise, ao lado de algumas das principais leituras sobre Freud realizadas no século XX, lideradas por intelectuais como Jean Hyppolite, Jacques Derrida, Herbert Marcuse, Michel Foucault, Gilles Deleuze, Louis Althusser, entre outros. Além disso, o autor habilmente costura suas explicações junto aos principais acontecimentos que moldam a temperatura política do presente, como a ascensão do Estado Islâmico, a crise dos refugiados e o fortalecimento dos nacionalismos no Ocidente, afirmando, assim, um possível lugar político da psicanálise no mundo de hoje.

Ser justo com a psicanálise posiciona o discurso psicanalítico diante de sua própria aventura de desvelar o sujeito no percurso de sua história, além de aferir os impactos causados pela psicanálise na filosofia – e a forma como esta, em contrapartida, se desenvolveu ao redor das ideias de Freud.  As consequências dessa aproximação nos mostram o quanto a compreensão do sujeito e suas complexidades foi determinante para a história recente da filosofia, principalmente quando nos concentramos em filósofos que se empenharam em pensar a diversidade dos modos de vida e a plena manifestação do desejo e da vontade.

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ISBN978-655-802-036-3
Tradutor
Altura230 mm
Largura155 mm
Profundidade21 mm
Lançamento27/09/2021
Páginas420
Ver informações completas
R$ 79,90
R$ 79,90
ou 3x de R$ 26,63
Sobre o autor

Joel Birman

Joel Birman é professor titular e professor aposentado no Instituto de Medicina Social da Uerj. Doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo, pós-doutor pela Université Paris VII, é membro de honra do Espace Analytique. Foi premiado três vezes com o Jabuti, categoria Psicanálise e Psicologia, e recebeu o Prêmio Sérgio Buarque de Holanda, categoria Ensaio Social, da Biblioteca Nacional. Pela Civilização Brasileira, publicou O trauma na pandemia do Coronavírus, Cartografias do avesso, Cadernos sobre o mal, Mal-estar na atualidade, Gramáticas do erotismo, Arquivos do mal-estar e da resistência, O sujeito na contemporaneidade e As pulsões e seus destinos.

 

Claudine Haroche é doutora em Sociologia pela Universidade de Paris VII. Diretora de Pesquisas no Centre National de Recherche Scientifique e membro do Centro Edgar Morin na École d’Hautes Études em Sciences Sociales. Publicou diversos livros, entre os quais Da palavra ao gesto (Papirus, 1998), La Face obscure des démocraties modernes com Eugène Enriquez (Érès, 2002), e Histoire du visage: exprimer et taire ses émotions du XVIe au début du XIXe siècle, com Jean-Jacques Courtine (Petite Bibliothèque Payot, 2007).

 

Georges Balandier foi etnólogo, antropólogo e sociólogo francês. Professor emérito da Universidade de Sobornne, diretor de estudos da École d'Hautes Études en Sciences Sociales, escreveu importantes livros sobre a globalização nos ditos países em desenvolvimento. Seu estudos focaram em especial nos países africanos e foi responsável pela criação da cadeira de sociologia africana na Sorbornne. Faleceu em 2016.

 

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