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Ficção Contemporânea

Novo romance de Airton Souza é o mais vendido do Fliaraxá

22/05/2026
Novo romance de Airton Souza é o mais vendido do Fliaraxá

Novo romance do paraense Airton Souza, O mar é longe (Ed. Record) chegou primeiro ao Festival Literário de Araxá, realizado entre os dias 14 e 17 de maio, e mostrou porque a obra é considerada uma das estreias nacionais mais aguardadas do ano. O livro foi o mais vendido da livraria oficial do evento idealizado pelo jornalista Afonso Borges. Airton, que concilia a carreira com a profissão de professor escolar em Marabá, é considerado uma das vozes mais originais da ficção contemporânea.

Com escrita sensível e poderosa, Airton Souza conduz o leitor pela road trip de dois irmãos que, enquanto fogem do pai violento, tentam responder a pergunta que dá nome à obra: o mar é longe? Na Fliaraxá, o autor conversou sobre o novo livro com o jornalista Matheus Leitão.

"O peito de Balta encharcado de suor dava a certeza de que ele continuaria tentando empurrar o barco até as últimas consequências. A minha vontade de abaixar e catar pedras só aumentava porque o reflexo do sol batendo na água começou a embaçar meus olhos. Tudo embaralhado, menos o ódio do pai pelo irmão. somente ele sabia como deixar a gente acuado. Às vezes, eu fazia de conta que não entendia e, com menos frequência, tentando atenuar a situação, falava é o jeito dele, siô, mesmo sabendo que, dentro de qualquer tragédia, sofre também quem contempla".

Airton Souza nasceu em Marabá, PA, em 1982. É escritor e doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Autor de Outono de carne estranha (Record, 2023), romance vencedor do Prêmio Sesc de Literatura e finalista do Prêmio Oceanos 2024, do Prêmio São Paulo de Literatura 2024 e do Prêmio Mix Literário 2024. Venceu ainda o Prêmio Cidade de Manaus, com o livro de poemas Horóscopo de batizar brumas contra a solidão das asas, e o I Prêmio José Nicolau Gregorin Filho, da União Brasileira de Escritores, com a novela juvenil Os cheiros dos bárbaros nunca serão iguais aos das auroras.